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Notícias
22
nov
2005
(GERAL)
Brasil inicia batalha legal em defesa da madeira amazônica.
O governo brasileiro iniciou uma batalha judicial contra cerca de 200 empresas madeireiras que nos últimos seis meses cortaram e exportaram ilegalmente em torno de três milhões de árvores da Amazônia.
''Essas demandas fazem parte de um imenso plano de investigações, sem precedentes no país, para fiscalizar e colocar em ordem o setor madeireiro nacional'', assegurou o gerente do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama) no estado do Pará, Marcílio Monteiro.
''Será o maior golpe que os maus madeireiros jamais pensaram em sofrer neste país'', comentou Monteiro, assegurando que, além das empresas investigadas, existem outras que atuam dentro da lei.
O funcionário comentou uma investigação realizada durante os últimos seis meses pelas autoridades ambientais brasileiras, que descobriram que quase 200 empresas cortaram e exportaram ilegalmente árvores no Pará.
Os troncos derrubados serviriam para carregar cerca de 3 mil caminhões, exemplificou Monteiro, que acrescentou que a quantidade de empresas do setor que podem ser processadas no Pará ''pode passar de 400''.
O funcionário destacou que os fatos ilícitos cometidos por essas firmas não se limitam ao corte, comercialização e exportação de madeira sem autorização.
''Descobrimos que muitos cortes e transações comerciais foram feitas com documentos roubados ou falsificados e que várias empresas madeireiras utilizaram mão-de-obra escrava, invadiram terrenos e possuíam armas não declaradas'', informou.
Acrescentou que existe uma forte suspeita que em muitos casos operam verdadeiras grupos criminosos organizados que, ''camuflados'' como madeireiras, lavam o dinheiro proveniente de outros delitos, como o tráfico de drogas.
Segundo Monteiro, os problemas ecológicos descobertos no Pará não são novos e não foram enfrentados de forma tão decidida no passado porque ''a agenda ambiental não estava incluída formalmente nas políticas de gestão de outros governos''.
"Os maus madeireiros, que nunca tinham sido contrariados, viram que agora estão enfrentando um governo diferente e uma fiscalização de verdade'', afirmou o coordenador da Campanha Amazônia do grupo ecologista Greenpeace, Nilo D'Ávila.
D'Ávila avaliou que o governo de Luiz Inácio Lula da Silva tomou uma postura mais responsável sobre a proteção do meio ambiente e o desenvolvimento sustentado no país.
Como conseqüência dessa decisão, disse ter certeza que muitos abusos contra a natureza praticados em outros estados amazônicos também serão descobertos. ''O corte ilegal descoberto pelo governo é apenas a ponta de um gigantesco iceberg'', afirmou.
''No Pará já sabemos que pelo menos outras 100 empresas serão processadas, mas muitos casos mais surgirão quando impulsionarmos ações semelhantes nos demais estados (amazônicos)'', assinalou o coordenador-geral de fiscalização do Ibama, Marcelo Marchezzinni.
Marchezzinni comentou que os condenados por crimes contra o meio ambiente no país podem ser sancionados com penas que variam de um a cinco anos de prisão, além de multas.
No caso dos empresários madeireiros do Pará, o valor total de multas aplicadas é de cerca R$ 5 milhões. Além disso, devem enfrentar processos penais, embora muitos poderão responder a esses julgamentos em liberdade, mediante o pagamento de fianças.
''No entanto, grande parte deles está presa porque além de serem pessoas perigosas, respondem na justiça por outros delitos'', assinalou.
O grupo Greenpeace lembrou que, segundo dados oficiais, a Amazônia brasileira, que equivale a 66% dos 8,5 milhões de quilômetros quadrados do território nacional, perdeu só no ano passado cerca de 24 mil quilômetros quadrados de selva.
Agência EFE
28/nov/03
''Essas demandas fazem parte de um imenso plano de investigações, sem precedentes no país, para fiscalizar e colocar em ordem o setor madeireiro nacional'', assegurou o gerente do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama) no estado do Pará, Marcílio Monteiro.
''Será o maior golpe que os maus madeireiros jamais pensaram em sofrer neste país'', comentou Monteiro, assegurando que, além das empresas investigadas, existem outras que atuam dentro da lei.
O funcionário comentou uma investigação realizada durante os últimos seis meses pelas autoridades ambientais brasileiras, que descobriram que quase 200 empresas cortaram e exportaram ilegalmente árvores no Pará.
Os troncos derrubados serviriam para carregar cerca de 3 mil caminhões, exemplificou Monteiro, que acrescentou que a quantidade de empresas do setor que podem ser processadas no Pará ''pode passar de 400''.
O funcionário destacou que os fatos ilícitos cometidos por essas firmas não se limitam ao corte, comercialização e exportação de madeira sem autorização.
''Descobrimos que muitos cortes e transações comerciais foram feitas com documentos roubados ou falsificados e que várias empresas madeireiras utilizaram mão-de-obra escrava, invadiram terrenos e possuíam armas não declaradas'', informou.
Acrescentou que existe uma forte suspeita que em muitos casos operam verdadeiras grupos criminosos organizados que, ''camuflados'' como madeireiras, lavam o dinheiro proveniente de outros delitos, como o tráfico de drogas.
Segundo Monteiro, os problemas ecológicos descobertos no Pará não são novos e não foram enfrentados de forma tão decidida no passado porque ''a agenda ambiental não estava incluída formalmente nas políticas de gestão de outros governos''.
"Os maus madeireiros, que nunca tinham sido contrariados, viram que agora estão enfrentando um governo diferente e uma fiscalização de verdade'', afirmou o coordenador da Campanha Amazônia do grupo ecologista Greenpeace, Nilo D'Ávila.
D'Ávila avaliou que o governo de Luiz Inácio Lula da Silva tomou uma postura mais responsável sobre a proteção do meio ambiente e o desenvolvimento sustentado no país.
Como conseqüência dessa decisão, disse ter certeza que muitos abusos contra a natureza praticados em outros estados amazônicos também serão descobertos. ''O corte ilegal descoberto pelo governo é apenas a ponta de um gigantesco iceberg'', afirmou.
''No Pará já sabemos que pelo menos outras 100 empresas serão processadas, mas muitos casos mais surgirão quando impulsionarmos ações semelhantes nos demais estados (amazônicos)'', assinalou o coordenador-geral de fiscalização do Ibama, Marcelo Marchezzinni.
Marchezzinni comentou que os condenados por crimes contra o meio ambiente no país podem ser sancionados com penas que variam de um a cinco anos de prisão, além de multas.
No caso dos empresários madeireiros do Pará, o valor total de multas aplicadas é de cerca R$ 5 milhões. Além disso, devem enfrentar processos penais, embora muitos poderão responder a esses julgamentos em liberdade, mediante o pagamento de fianças.
''No entanto, grande parte deles está presa porque além de serem pessoas perigosas, respondem na justiça por outros delitos'', assinalou.
O grupo Greenpeace lembrou que, segundo dados oficiais, a Amazônia brasileira, que equivale a 66% dos 8,5 milhões de quilômetros quadrados do território nacional, perdeu só no ano passado cerca de 24 mil quilômetros quadrados de selva.
Agência EFE
28/nov/03
Fonte:
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