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Notícias
03
mar
2008
(COMÉRCIO EXTERIOR)
Pequenos e médios exportadores sofrem com depreciação do dólar
A recente queda do dólar, ao mais baixo nível dos últimos nove anos, não tem afetado, por enquanto, as vendas externas do País, já que cerca de 65% da pauta de exportação é de commodities que dependem menos da variação cambial e seus preços permitem rentabilidade. O vice-presidente da Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB), José Augusto de Castro, destaca, no entanto, que os que mais sofrem com o câmbio são as indústrias manufaturadas de setores pulverizados como as de calçados, confecções e móveis, que correspondem, em média, 30% do total de 35% da indústria de manufaturados.
"Estas pequenas e médias empresas que dependem, exclusivamente, da taxa para mostrar produtos mais competitivos estão perdendo mercado", diz Castro explicando que o ideal seria aumentar os preços para gerar lucro, no entanto, não há margem e as empresas acabam abandonando o mercado externo e se focando na demanda interna, que está aquecida pelo crédito consignado.
Já no setor de intercompany, que representa cerca de 70% do total de 35% dos manufaturados, os problemas com a variação cambial também prejudicam mas, segundo Castro, essas empresas mantêm as exportações, pois tem mais flexibilidade de ajuste nos preços e de se estabelecer em outras plataformas.
Para o executivo, mas do que o atual patamar do câmbio, a barreira ao exportador é a burocracia que segura a economia como um todo. A falta de infra-estrutura e o custo elevado com portuário também pesam. Castro ressalta ainda a necessidade de se fazer a reforma tributária.
Miriam Tavares, diretora da AGK corretora, acredita que a valorização do real pode provocar, ainda que lentamente, a desindustrialização do País, uma vez que desestimula as exportações de produtos industrializados, ao mesmo tempo em que estimula as importações em detrimento da produção interna. "Daqui a algum tempo estaremos sem plataforma de exportação", completou Castro da AEB, citando que o atual superávit comercial é obtido em função dos preços elevados das commodities que não é controlado pelo País e, sim pelos mercados externos. Em razão disso, as exportações podem cair a qualquer momento. "O País não tem garantia de estabilidade", finaliza.
"Estas pequenas e médias empresas que dependem, exclusivamente, da taxa para mostrar produtos mais competitivos estão perdendo mercado", diz Castro explicando que o ideal seria aumentar os preços para gerar lucro, no entanto, não há margem e as empresas acabam abandonando o mercado externo e se focando na demanda interna, que está aquecida pelo crédito consignado.
Já no setor de intercompany, que representa cerca de 70% do total de 35% dos manufaturados, os problemas com a variação cambial também prejudicam mas, segundo Castro, essas empresas mantêm as exportações, pois tem mais flexibilidade de ajuste nos preços e de se estabelecer em outras plataformas.
Para o executivo, mas do que o atual patamar do câmbio, a barreira ao exportador é a burocracia que segura a economia como um todo. A falta de infra-estrutura e o custo elevado com portuário também pesam. Castro ressalta ainda a necessidade de se fazer a reforma tributária.
Miriam Tavares, diretora da AGK corretora, acredita que a valorização do real pode provocar, ainda que lentamente, a desindustrialização do País, uma vez que desestimula as exportações de produtos industrializados, ao mesmo tempo em que estimula as importações em detrimento da produção interna. "Daqui a algum tempo estaremos sem plataforma de exportação", completou Castro da AEB, citando que o atual superávit comercial é obtido em função dos preços elevados das commodities que não é controlado pelo País e, sim pelos mercados externos. Em razão disso, as exportações podem cair a qualquer momento. "O País não tem garantia de estabilidade", finaliza.
Fonte: InvestNews
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