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Notícias
02
mar
2008
(MEIO AMBIENTE)
Ecodesign invade criação de embalagens
Parece estar claro, mesmo para homens de negócios avessos a assuntos ecológicos, que a crise ambiental atual é para valer. O que não está claro ainda (pelo menos não para a maioria) é como fazer com que produtos e serviços consumam menos recursos não renováveis e não provoquem danos ao meio ambiente. Onde está a solução? Uma parte dela, no design. Mais precisamente, em compreender como a natureza funciona e levar esse conhecimento para produtos e embalagens. "A lógica da natureza é reaproveitar, otimizar o que já existe", diz o designer carioca Fred Gelli. "O desafio da indústria é funcionar da mesma maneira”.
Gelli, de 41 anos, é um ecodesigner. Muito antes que meio ambiente virasse o assunto da moda, ele já buscava inspiração na natureza. Nos anos 80, cursava desenho industrial na PUC do Rio quando decidiu ir para Viçosa, em Minas Gerais, estudar como a forma das sapucaias poderia ajudar na criação de embalagens. Há 18 anos, criou, com dois sócios, a Tátil Design. Um dos primeiros lançamentos foi uma linha de produtos de papelaria feitos de material reciclado. De lá para cá, a Tátil criou itens como uma embalagem de livro feita com sobras de borracha (vencedora do iF Design Award) e uma camiseta com bótons de carrapicho (para uma campanha de Fernando Gabeira). Empresas como Natura, Nokia e Procter & Gamble batem à porta da agência em busca de soluções.
Em 2007, Gelli criou na Tátil um novo núcleo, chamado de EcoInovação. É formado por profissionais de áreas como design, biônica, biologia e psicologia. (Os cartões de visita da turma são impressos em restos de embalagens que os próprios funcionários levam para o escritório.) O objetivo do núcleo é buscar novas opções de materiais e processos. "Estamos investigando as flores para tirar delas princípios para novos projetos", diz Gelli. A equipe já trabalha num projeto para a Natura, que pretende reduzir o impacto ambiental das embalagens da linha Ekos.
A Tátil já criou para a empresa o Kit Natura Criança, no qual frascos de perfume viravam bichinhos para brincar. "A idéia do ecodesign estava ali: prolongar o tempo de vida do objeto, evitando que ele vire lixo", diz Gelli. A agência também está fazendo uma revisão das lojas do grupo Pão de Açúcar e ajudando-o a pensar em métodos ambientalmente corretos. As sacolas reutilizáveis, feitas de tecido de fibra de bambu e EVA reciclado, surgiram dessa reflexão. "O ecodesign ajuda-nos a ser mais responsáveis do ponto de vista ambiental e a oferecer soluções atrativas para o consumidor", diz Ari Fidelis, diretor de criação do Pão de Açúcar.
Um dos desafios do design para o futuro, segundo Gelli, está relacionado ao consumo. "As empresas agem como se os recursos naturais fossem ilimitados: colocam coisas no mercado todos os dias e os consumidores vão atrás das novidades", diz. "O design ajudará a rever essa relação com o consumo. Precisaremos criar, com poucos recursos, produtos que sejam tão interessantes que despertem nas pessoas o desejo de ficar com eles por mais tempo”.
Gelli, de 41 anos, é um ecodesigner. Muito antes que meio ambiente virasse o assunto da moda, ele já buscava inspiração na natureza. Nos anos 80, cursava desenho industrial na PUC do Rio quando decidiu ir para Viçosa, em Minas Gerais, estudar como a forma das sapucaias poderia ajudar na criação de embalagens. Há 18 anos, criou, com dois sócios, a Tátil Design. Um dos primeiros lançamentos foi uma linha de produtos de papelaria feitos de material reciclado. De lá para cá, a Tátil criou itens como uma embalagem de livro feita com sobras de borracha (vencedora do iF Design Award) e uma camiseta com bótons de carrapicho (para uma campanha de Fernando Gabeira). Empresas como Natura, Nokia e Procter & Gamble batem à porta da agência em busca de soluções.
Em 2007, Gelli criou na Tátil um novo núcleo, chamado de EcoInovação. É formado por profissionais de áreas como design, biônica, biologia e psicologia. (Os cartões de visita da turma são impressos em restos de embalagens que os próprios funcionários levam para o escritório.) O objetivo do núcleo é buscar novas opções de materiais e processos. "Estamos investigando as flores para tirar delas princípios para novos projetos", diz Gelli. A equipe já trabalha num projeto para a Natura, que pretende reduzir o impacto ambiental das embalagens da linha Ekos.
A Tátil já criou para a empresa o Kit Natura Criança, no qual frascos de perfume viravam bichinhos para brincar. "A idéia do ecodesign estava ali: prolongar o tempo de vida do objeto, evitando que ele vire lixo", diz Gelli. A agência também está fazendo uma revisão das lojas do grupo Pão de Açúcar e ajudando-o a pensar em métodos ambientalmente corretos. As sacolas reutilizáveis, feitas de tecido de fibra de bambu e EVA reciclado, surgiram dessa reflexão. "O ecodesign ajuda-nos a ser mais responsáveis do ponto de vista ambiental e a oferecer soluções atrativas para o consumidor", diz Ari Fidelis, diretor de criação do Pão de Açúcar.
Um dos desafios do design para o futuro, segundo Gelli, está relacionado ao consumo. "As empresas agem como se os recursos naturais fossem ilimitados: colocam coisas no mercado todos os dias e os consumidores vão atrás das novidades", diz. "O design ajudará a rever essa relação com o consumo. Precisaremos criar, com poucos recursos, produtos que sejam tão interessantes que despertem nas pessoas o desejo de ficar com eles por mais tempo”.
Fonte: Época Negócios
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