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Notícias
28
fev
2008
(COMÉRCIO EXTERIOR)
Exportadores de madeira defendem ações para evitar concorrência desleal no Pará
A Operação Arco de Fogo, deflagrada em Tailândia (PA) por 300 agentes da Polícia Federal, da Força Nacional de Segurança e do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), é vista como necessária e providencial pela Associação das Indústrias Exportadoras de Madeira do Estado do Pará (Aimex), sobretudo por combater a ilegalidade.
“Começando por lá, o governo demonstra que quer colocar o dedo na ferida. A fiscalização afasta a concorrência desleal de empresas que tem custo X com outras que tem custo 3X. Por isso, vemos a operação com bons olhos e acho que tem que limpar”, afirmou à Agência Brasil o diretor executivo da Aimex, Justiniano Queiroz Neto.
Neto ressalvou, no entanto, que a fiscalização deve ser acompanha de outras medidas que evitem o retorno da atividade ilegal no futuro: “A Força Nacional pode ficar aqui um ano, mas quando sair se não houver alternativa, uma modelo de produção sustentável, volta à madeira ilegal, o carvão ilegal e a pecuária que degrada. A Amazõnia tem sido alvo de muito discurso e pouco recurso”.
Entre as medidas sugeridas pelo dirigente da Aimex como complementares à fiscalização estão a implantação de projetos de reflorestamento e a liberação de autorizações de manejo pendentes para empresas funcionarem de forma legal em Tailândia. “Caso contrário, teremos um colapso social no município, a tensão tende a se gravar e as conseqüências são imprevisíveis”, alertou.
Queiroz Neto também criticou a morosidade de órgãos públicos na concessão de licenças para o empresário que trabalha de forma legal: “Ao mesmo tempo em que repreende o que há de ruim, tem que estimular as boas empresas, que hoje têm extrema dificuldade de regularizar seus empreendimentos”.
Segundo a Aimex, o setor de madeira como um todo representa cerca de 12% do Produto Interno Bruto (PIB) do Pará. As empresas legalizadas faturaram R$ 3,5 bilhões no ano passado.
A entidade já denunciou a existência de um movimento na região de Tailândia, conhecido como “os sem tora”, grupo que invade e rouba em áreas de floresta manejadas e certificadas. A esperança é que a Operação Arco de Fogo consiga desbaratar as supostas quadrilhas. “Não pode uma cidade em que 70% a 80% da atividade [madeireira] são ilegais. Isso não é normal em nenhum país do mundo, tampouco na Amazônia”, ressaltou Neto.
“Começando por lá, o governo demonstra que quer colocar o dedo na ferida. A fiscalização afasta a concorrência desleal de empresas que tem custo X com outras que tem custo 3X. Por isso, vemos a operação com bons olhos e acho que tem que limpar”, afirmou à Agência Brasil o diretor executivo da Aimex, Justiniano Queiroz Neto.
Neto ressalvou, no entanto, que a fiscalização deve ser acompanha de outras medidas que evitem o retorno da atividade ilegal no futuro: “A Força Nacional pode ficar aqui um ano, mas quando sair se não houver alternativa, uma modelo de produção sustentável, volta à madeira ilegal, o carvão ilegal e a pecuária que degrada. A Amazõnia tem sido alvo de muito discurso e pouco recurso”.
Entre as medidas sugeridas pelo dirigente da Aimex como complementares à fiscalização estão a implantação de projetos de reflorestamento e a liberação de autorizações de manejo pendentes para empresas funcionarem de forma legal em Tailândia. “Caso contrário, teremos um colapso social no município, a tensão tende a se gravar e as conseqüências são imprevisíveis”, alertou.
Queiroz Neto também criticou a morosidade de órgãos públicos na concessão de licenças para o empresário que trabalha de forma legal: “Ao mesmo tempo em que repreende o que há de ruim, tem que estimular as boas empresas, que hoje têm extrema dificuldade de regularizar seus empreendimentos”.
Segundo a Aimex, o setor de madeira como um todo representa cerca de 12% do Produto Interno Bruto (PIB) do Pará. As empresas legalizadas faturaram R$ 3,5 bilhões no ano passado.
A entidade já denunciou a existência de um movimento na região de Tailândia, conhecido como “os sem tora”, grupo que invade e rouba em áreas de floresta manejadas e certificadas. A esperança é que a Operação Arco de Fogo consiga desbaratar as supostas quadrilhas. “Não pode uma cidade em que 70% a 80% da atividade [madeireira] são ilegais. Isso não é normal em nenhum país do mundo, tampouco na Amazônia”, ressaltou Neto.
Fonte: Agência Brasil
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