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Notícias
25
fev
2008
(ECONOMIA)
Importações crescem 30% para suprir nova demanda do país
O crescimento superior a 20% das importações de bens e serviços em 2007 abasteceu cerca de 30% da expansão da demanda doméstica e das exportações no ano passado, tendência que pode se acentuar em 2008 e 2009. Embora as compras externas tenham um peso ainda modesto na economia brasileira, a sua expansão acelerada, favorecida pelo câmbio valorizado, tem sido decisiva para evitar pressões inflacionárias relevantes, mesmo num cenário de aquecimento da atividade econômica.
O departamento de economia do Credit Suisse prevê que as importações devem responder este ano por 13% da oferta total de bens e serviços, aumentando em relação aos 11,9% estimados para 2007. Embora o percentual seja modesto em relação à oferta, o ponto é que o ritmo de expansão das compras externas tem sido significativamente maior que o dos demais componentes do PIB do ponto de vista da demanda (consumo das famílias, consumo do governo, investimentos, variação de estoques e exportações).
Para 2007, a estimativa é de que as quantidades importadas de bens e serviços tenham aumentado 21%, muito acima da alta de 6% da produção industrial. "Nesse cenário, nós estimamos que as importações abastecessem um terço da da expansão da demanda doméstica e das exportações em 2008 e 2009", afirmam os analistas do Credit Suisse. A previsão é de que, em 2007, a participação tenha ficado em 31%.
Indústria
Se responderem apenas por 13% da oferta total de bens e serviços na economia, as importações têm um peso mais relevante quando a conta se limita à indústria. A fatia dos importados no consumo brasileiro de produtos industriais atingiu 20% no período de 12 meses encerrado no terceiro trimestre de 2007. No fim de 2004, quando começou o mais recente período de valorização do real, esse percentual estava em 15,6%. O cálculo considera o consumo aparente, que é a produção doméstica somada às importações, menos a exportação.
Francisco Pessoa Faria, economista da LCA Consultores, diz que o "significativo" aumento na participação das importações ocorreu em um período de forte crescimento da produção industrial. Ele acredita que a produção doméstica não foi prejudicada pelas importações, porque a demanda brasileira cresceu muito, impulsionada pelo crédito e pelos juros mais baixos. "É um cenário diferente do que ocorreu em 1995, no Plano Real, quando foram adotadas medidas monetárias contracionistas."
As importações ganharam uma relevância maior na economia brasileira de forma generalizada. De 21 setores industriais analisados pela LCA, apenas quatro registraram queda na fatia dos importados no período: extrativa mineral, petróleo e carvão, químicos diversos e abate de animais. No setor de petróleo, os investimentos da Petrobras para aumentar a produção, quase atingindo a auto-suficiência, contribuíram para a queda das importações, apesar do crescimento da economia.
Nas atividades em que os produtos importados ganharam espaço, destacam-se veículos, têxteis e móveis. Entre o fim de 2004 e os 12 meses encerrados no terceiro trimestre de 2007, a participação das importações no consumo cresceu 115%, 78% e 70%, respectivamente. Em automóveis, por exemplo, o share dos produtos vindos do exterior subiu de 4,9% para 10,6% no período. Em máquinas e tratores, a alta foi de 27,8% para 29,3%. Faria lembra que a produção doméstica de automóveis e máquinas também cresceu significativamente.
O departamento de economia do Credit Suisse prevê que as importações devem responder este ano por 13% da oferta total de bens e serviços, aumentando em relação aos 11,9% estimados para 2007. Embora o percentual seja modesto em relação à oferta, o ponto é que o ritmo de expansão das compras externas tem sido significativamente maior que o dos demais componentes do PIB do ponto de vista da demanda (consumo das famílias, consumo do governo, investimentos, variação de estoques e exportações).
Para 2007, a estimativa é de que as quantidades importadas de bens e serviços tenham aumentado 21%, muito acima da alta de 6% da produção industrial. "Nesse cenário, nós estimamos que as importações abastecessem um terço da da expansão da demanda doméstica e das exportações em 2008 e 2009", afirmam os analistas do Credit Suisse. A previsão é de que, em 2007, a participação tenha ficado em 31%.
Indústria
Se responderem apenas por 13% da oferta total de bens e serviços na economia, as importações têm um peso mais relevante quando a conta se limita à indústria. A fatia dos importados no consumo brasileiro de produtos industriais atingiu 20% no período de 12 meses encerrado no terceiro trimestre de 2007. No fim de 2004, quando começou o mais recente período de valorização do real, esse percentual estava em 15,6%. O cálculo considera o consumo aparente, que é a produção doméstica somada às importações, menos a exportação.
Francisco Pessoa Faria, economista da LCA Consultores, diz que o "significativo" aumento na participação das importações ocorreu em um período de forte crescimento da produção industrial. Ele acredita que a produção doméstica não foi prejudicada pelas importações, porque a demanda brasileira cresceu muito, impulsionada pelo crédito e pelos juros mais baixos. "É um cenário diferente do que ocorreu em 1995, no Plano Real, quando foram adotadas medidas monetárias contracionistas."
As importações ganharam uma relevância maior na economia brasileira de forma generalizada. De 21 setores industriais analisados pela LCA, apenas quatro registraram queda na fatia dos importados no período: extrativa mineral, petróleo e carvão, químicos diversos e abate de animais. No setor de petróleo, os investimentos da Petrobras para aumentar a produção, quase atingindo a auto-suficiência, contribuíram para a queda das importações, apesar do crescimento da economia.
Nas atividades em que os produtos importados ganharam espaço, destacam-se veículos, têxteis e móveis. Entre o fim de 2004 e os 12 meses encerrados no terceiro trimestre de 2007, a participação das importações no consumo cresceu 115%, 78% e 70%, respectivamente. Em automóveis, por exemplo, o share dos produtos vindos do exterior subiu de 4,9% para 10,6% no período. Em máquinas e tratores, a alta foi de 27,8% para 29,3%. Faria lembra que a produção doméstica de automóveis e máquinas também cresceu significativamente.
Fonte: Valor Econômico
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