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Notícias
13
fev
2008
(DESMATAMENTO)
MMA sinaliza recuo no código florestal, mas dúvidas permanecem
O secretário executivo do MMA, João Paulo Capobianco, declarou hoje, em reunião com organizações da sociedade civil, que "não há processo de negociação para alteração do Código Florestal em curso" e ainda que "não há hipótese de reduzir a reserva legal na Amazônia". A reunião foi convocada após as reações negativas a anteriores declarações do próprio Capobianco ao jornal Estado de São Paulo, a respeito de iniciativas de MAPA e MMA para sanar os passivos ambientais das propriedades ilegais.
Em outra reunião com entidades ambientalistas, realizada em novembro passado em São Paulo, Capobianco havia definido como "um avanço e uma grande oportunidade" a proposta do MMA pela qual as propriedades irregulares poderiam se regularizar recuperando apenas 50% da área, em vez que os 80% previstos pela lei. Na ocasião, a Greenpeace e outras entidades ambientalistas reagiram à proposta e conseguiram evitar que o acordo promovido pelo MMA fosse votado na Câmara dos Deputados.
Em nota divulgada ontem, os ministros Marina Silva, do Meio Ambiente, e Reinhold Stephanes, da Agricultura, afirmaram "que não estão trabalhando em qualquer proposta de anistia para desmatadores ilegais ou para redução da reserva legal". A formulação, contudo, é ambígua, pois a proposta de acordo formulada pelo MMA em novembro não previa, de fato, a "redução da reserva legal" e sim a possibilidade, para os infratores, de recuperar menos que o previsto em lei. A frase "para efeito de recuperação" permitia manter formalmente a RL em 80%, porém abria para o reconhecimento do fato consumado. Nem a nota dos ministros, nem as palavras do secretário esclarecem se esta possibilidade está agora excluída das intenções do governo.
Em outra reunião com entidades ambientalistas, realizada em novembro passado em São Paulo, Capobianco havia definido como "um avanço e uma grande oportunidade" a proposta do MMA pela qual as propriedades irregulares poderiam se regularizar recuperando apenas 50% da área, em vez que os 80% previstos pela lei. Na ocasião, a Greenpeace e outras entidades ambientalistas reagiram à proposta e conseguiram evitar que o acordo promovido pelo MMA fosse votado na Câmara dos Deputados.
Em nota divulgada ontem, os ministros Marina Silva, do Meio Ambiente, e Reinhold Stephanes, da Agricultura, afirmaram "que não estão trabalhando em qualquer proposta de anistia para desmatadores ilegais ou para redução da reserva legal". A formulação, contudo, é ambígua, pois a proposta de acordo formulada pelo MMA em novembro não previa, de fato, a "redução da reserva legal" e sim a possibilidade, para os infratores, de recuperar menos que o previsto em lei. A frase "para efeito de recuperação" permitia manter formalmente a RL em 80%, porém abria para o reconhecimento do fato consumado. Nem a nota dos ministros, nem as palavras do secretário esclarecem se esta possibilidade está agora excluída das intenções do governo.
Fonte: Amazônia.Org
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