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Notícias
09
fev
2008
(INDÚSTRIA)
Vendas da indústria crescem 5,1% em 2007, apontam CNI
A indústria nacional fechou o ano de 2007 com um crescimento de vendas de 5,1% ante 2006, de acordo com a pesquisa Indicadores Industriais de Dezembro, divulgada na tarde desta quinta-feira, 07 de janeiro, pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), em Brasília.
Para este ano, a previsão da instituição é de um crescimento de 5% sobre 2007, mesmo com a crise norte-americana, de extensão ainda indefinida. “O que sustentou o crescimento em 2007 foi o mercado interno. E é esse mesmo fator que deverá continuar puxando a indústria neste ano”, afirmou Paulo Mol, economista da CNI, durante a divulgação da pesquisa.
Para ele, a crise nos Estados Unidos certamente afetará o Brasil, assim como a todos os países no mundo, em especial os emergentes, mas ainda é muito difícil prever com qual intensidade isso vai acontecer. O economista Renato da Fonseca concordou com Paulo Mol. “A crise deve ter um impacto negativo no crescimento, mas não tão grande. Temos de esperar para saber o tamanho do problema”, avaliou.
Enquanto o crédito estiver acessível ao consumidor brasileiro, disseram eles, a indústria continuará a vender. “Os setores que mais influenciaram no crescimento em 2007 são os que respondem ao crédito, como os de veículos automotores, móveis, vestuário. Se as parcelas continuarem a caber no bolso do brasileiro, o consumo continuará a crescer”, disse Mol.
Entre os setores que mais influenciaram o crescimento no ano passado, então os de maquinas e equipamentos, alimentos e bebidas e veículos automotores. Dos 5,1% de crescimento das vendas reais ante 2006, o setor de máquinas e equipamentos respondeu por 1,2 pontos percentuais, o de alimentos e bebidas por um ponto percentual e o de veículos, por 0,9 pontos percentuais.
Investimentos
Os dados de dezembro da Utilização da Capacidade Instalada (UCI) mostram que as empresas têm investido no parque industrial. “Houve um estabilidade da UCI num contexto de forte atividade industrial”, informou a pesquisa. Segundo Paulo Mol, é um indício claro de que os investimentos feitos nos últimos meses já se refletem na produção. “A capacidade continuou alta em dezembro, mas estável”, salientou. No último mês de 2007 a UCI ficou em 83%, ante 83,1% de novembro e 81,3% em dezembro do ano anterior.
A UCI tem se mantido em alta por conta de alguns setores. O que mais influenciou o indicador foi o setor de veículos automotores. “Só o crescimento dessas indústrias respondeu por 40% de todo o crescimento da UCI em 2007”, explicou Paulo Mol.
Assim como a UCI, as horas trabalhadas na produção também aumentaram, tanto em dezembro quanto em todo o ano passado. O indicador cresceu 1,1% no último mês de 2007 ante novembro, descontados os fatores sazonais, e aumentou 4% em 2007 na comparação com 2006. “É um indicador que tende a continuar forte no início deste ano, porque as encomendas se mantêm em alta”, disse Mol.
O emprego na indústria terminou o ano passado em alta, com um crescimento de 0,5% em dezembro ante novembro e de 4,7% sobre o mesmo mês do ano anterior. Na comparação de 2007 com 2006, o emprego industrial aumentou 3,8%, segundo os Indicadores Industriais. “A tendência, se mantido o crescimento interno, é de que o emprego também fique em alta neste ano”, afirmou Paulo Mol.
Para este ano, a previsão da instituição é de um crescimento de 5% sobre 2007, mesmo com a crise norte-americana, de extensão ainda indefinida. “O que sustentou o crescimento em 2007 foi o mercado interno. E é esse mesmo fator que deverá continuar puxando a indústria neste ano”, afirmou Paulo Mol, economista da CNI, durante a divulgação da pesquisa.
Para ele, a crise nos Estados Unidos certamente afetará o Brasil, assim como a todos os países no mundo, em especial os emergentes, mas ainda é muito difícil prever com qual intensidade isso vai acontecer. O economista Renato da Fonseca concordou com Paulo Mol. “A crise deve ter um impacto negativo no crescimento, mas não tão grande. Temos de esperar para saber o tamanho do problema”, avaliou.
Enquanto o crédito estiver acessível ao consumidor brasileiro, disseram eles, a indústria continuará a vender. “Os setores que mais influenciaram no crescimento em 2007 são os que respondem ao crédito, como os de veículos automotores, móveis, vestuário. Se as parcelas continuarem a caber no bolso do brasileiro, o consumo continuará a crescer”, disse Mol.
Entre os setores que mais influenciaram o crescimento no ano passado, então os de maquinas e equipamentos, alimentos e bebidas e veículos automotores. Dos 5,1% de crescimento das vendas reais ante 2006, o setor de máquinas e equipamentos respondeu por 1,2 pontos percentuais, o de alimentos e bebidas por um ponto percentual e o de veículos, por 0,9 pontos percentuais.
Investimentos
Os dados de dezembro da Utilização da Capacidade Instalada (UCI) mostram que as empresas têm investido no parque industrial. “Houve um estabilidade da UCI num contexto de forte atividade industrial”, informou a pesquisa. Segundo Paulo Mol, é um indício claro de que os investimentos feitos nos últimos meses já se refletem na produção. “A capacidade continuou alta em dezembro, mas estável”, salientou. No último mês de 2007 a UCI ficou em 83%, ante 83,1% de novembro e 81,3% em dezembro do ano anterior.
A UCI tem se mantido em alta por conta de alguns setores. O que mais influenciou o indicador foi o setor de veículos automotores. “Só o crescimento dessas indústrias respondeu por 40% de todo o crescimento da UCI em 2007”, explicou Paulo Mol.
Assim como a UCI, as horas trabalhadas na produção também aumentaram, tanto em dezembro quanto em todo o ano passado. O indicador cresceu 1,1% no último mês de 2007 ante novembro, descontados os fatores sazonais, e aumentou 4% em 2007 na comparação com 2006. “É um indicador que tende a continuar forte no início deste ano, porque as encomendas se mantêm em alta”, disse Mol.
O emprego na indústria terminou o ano passado em alta, com um crescimento de 0,5% em dezembro ante novembro e de 4,7% sobre o mesmo mês do ano anterior. Na comparação de 2007 com 2006, o emprego industrial aumentou 3,8%, segundo os Indicadores Industriais. “A tendência, se mantido o crescimento interno, é de que o emprego também fique em alta neste ano”, afirmou Paulo Mol.
Fonte: Agência CNI
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