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Notícias
22
nov
2005
(GERAL)
Madeireiros querem expulsar Greenpeace da Amazônia.
Madeireiros da região da Transamazônica, principalmente de Altamira, se uniram a seus colegas de Porto de Moz, no Baixo Amazonas e, depois de mobilizarem comerciantes e empregados de serrarias, bloquearam a rodovia e decidiram pedir a expulsão do Pará dos ativistas do Greenpeace. Eles acusam os ativistas de prejudicar o desenvolvimento econômico, ao propor ao governo federal a criação da reserva extrativista 'Verde para Sempre', com 1,3 milhão de hectares, o equivalente a 84% do território de Porto de Moz.
Domingo, em Porto de Moz, entre ameaças contra entidades e movimentos sociais que apóiam a proposta de criação da reserva, autoridades judiciárias e policiais tiveram de intervir para evitar violência física contra os integrantes do Greenpeace, chamados de 'terroristas' e 'agitadores' pelos madeireiros.
Hoje pela manhã, em Altamira, ocorreram novas manifestações, não apenas contra o Greenpeace, mas sobretudo contra o Incra e o Ibama, apontados como responsáveis pela falta de regularização fundiária e falta de política florestal nos municípios cuja economia se sustenta na atividade madeireira. O protesto, apoiado pelo comércio local, que fechou suas portas, não tem prazo para acabar.
Há três dias, depois de agentes do Ibama e da polícia ficarem reféns de madeireiros em Medicilândia, foi desencadeada uma onda de protestos na região. Em Porto de Moz, a rádio local convocou a população a se juntar à manifestação e anunciavam a distribuição de camisetas e combustível.
Irritado com o Greenpeace e num discurso inflamado contra a reserva extrativista, o deputado federal Nicias Ribeiro (PSDB), que estava presente na cidade, exortou os madeireiros de Porto de Moz a expulsar o Greenpeace da região.
O clima ficou tenso quando doze barcos regionais, cinco voadeiras e duas balsas chegaram perto do navio do Greenpeace, o MV Arctic Sunrise, na boca do rio Jaurucu. Uma delegação de sete pessoas subiu no navio para conversar com os dirigentes da organização sobre a situação. Os membros da comissão afirmaram que não eram necessariamente contra a reserva, mas contra o processo, alegando que "não foram ouvidos pelo governo."
Os representantes dos madeireiros acreditam que a reserva extrativista vai inviabilizar o desenvolvimento econômico da região. Eles afirmam que a presença do Greenpeace e do Ibama já está trazendo o caos econômico para a cidade porque a atividade madeireira está totalmente paralisada.
Antônio José Soares
Fonte: Jornal do Brasil Online
24/nov/03
Domingo, em Porto de Moz, entre ameaças contra entidades e movimentos sociais que apóiam a proposta de criação da reserva, autoridades judiciárias e policiais tiveram de intervir para evitar violência física contra os integrantes do Greenpeace, chamados de 'terroristas' e 'agitadores' pelos madeireiros.
Hoje pela manhã, em Altamira, ocorreram novas manifestações, não apenas contra o Greenpeace, mas sobretudo contra o Incra e o Ibama, apontados como responsáveis pela falta de regularização fundiária e falta de política florestal nos municípios cuja economia se sustenta na atividade madeireira. O protesto, apoiado pelo comércio local, que fechou suas portas, não tem prazo para acabar.
Há três dias, depois de agentes do Ibama e da polícia ficarem reféns de madeireiros em Medicilândia, foi desencadeada uma onda de protestos na região. Em Porto de Moz, a rádio local convocou a população a se juntar à manifestação e anunciavam a distribuição de camisetas e combustível.
Irritado com o Greenpeace e num discurso inflamado contra a reserva extrativista, o deputado federal Nicias Ribeiro (PSDB), que estava presente na cidade, exortou os madeireiros de Porto de Moz a expulsar o Greenpeace da região.
O clima ficou tenso quando doze barcos regionais, cinco voadeiras e duas balsas chegaram perto do navio do Greenpeace, o MV Arctic Sunrise, na boca do rio Jaurucu. Uma delegação de sete pessoas subiu no navio para conversar com os dirigentes da organização sobre a situação. Os membros da comissão afirmaram que não eram necessariamente contra a reserva, mas contra o processo, alegando que "não foram ouvidos pelo governo."
Os representantes dos madeireiros acreditam que a reserva extrativista vai inviabilizar o desenvolvimento econômico da região. Eles afirmam que a presença do Greenpeace e do Ibama já está trazendo o caos econômico para a cidade porque a atividade madeireira está totalmente paralisada.
Antônio José Soares
Fonte: Jornal do Brasil Online
24/nov/03
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