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Notícias
08
jan
2008
(ECONOMIA)
Analistas descartam redução do consumo com aumento do IOF
Especialistas e representantes de instituições de crédito e financeiras discordam da avaliação da equipe econômica do governo de que o aumento do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) vai ajudar a frear a expansão do consumo e, assim, impedir que o Banco Central seja obrigado a elevar a taxa básica de juros, a Selic, para conter o aumento da inflação.
Para Gilberto Braga, professor do Ibmec-RJ, o aumento do imposto que incide diretamente sobre as operações de crédito foi mal recebido pela população. Por isso, o governo difundiu que um dos objetivos da elevação do IOF seria conter também a taxa básica de juros.
"O pacote foi elaborado para repor a perda de R$ 38 bilhões com a CPMF. Não havia nenhuma intenção macroeconômica no aumento de impostos. Mas, como pegou mal com a população, agora o governo vem com a história de que não vai precisar aumentar juros”.
O aumento do IOF de 1,5% para 3,38% para pessoas físicas foi divulgado na quarta-feira junto com a elevação da CSLL (Contribuição Social sobre Lucro Líquido) dos bancos de 9% para 15%. Na ocasião, o ministro Guido Mantega (Fazenda) disse que o imposto mais alto poderia "jogar um pouquinho de água na fervura, mas mantém aceso o fogo do crédito". Naquele momento, fazia questão de mostrar que o pacote não teria impacto no crescimento econômico e no volume crescente de financiamentos.
O vice-presidente da Acrefi (Associação Nacional das Instituições de Crédito, Financiamento e Investimentos), José Arthur Assunção, afirma que o pacote não vai sequer "jogar água na fervura do crédito". Ele argumenta que o aumento do nível de emprego e de renda vai sustentar a elevação do consumo e do crédito, mesmo com a alíquota mais alta do imposto. Isto porque, diz Assunção, o consumidor está mais preocupado com o tamanho da prestação do que dos juros a serem pagos. "Ninguém vai deixar de comprar um carro porque a prestação aumentou R$ 10”.
Simulação feita pela gestora de recursos Quest Investimentos, do ex-ministro das Comunicações Luiz Carlos Mendonça de Barros, mostrou que o valor da prestação de um veículo de R$ 30.000,00 financiado subiria R$ 13, para R$ 899,80.
A consultoria mostrou também que o aumento do IOF substituiu uma elevação de quase um ponto percentual na taxa Selic. Braga, do Ibmec, admite que, teoricamente, o aumento de carga tributária tem o mesmo efeito da política monetária, neste caso, da alta dos juros na economia. Mas afirma que este resultado no curto prazo seria quase nulo.
Ele concorda com o vice-presidente da Acrefi de que o consumidor, principalmente de classe média e baixa, está com poder de compra maior e não deixará de fazer empréstimos por causa do aumento do IOF.
Braga lembra, ainda, que o BC não sinalizou no final do ano passado a possibilidade de ter que aumentar a Selic neste ano. Ao contrário, a previsão do mercado financeiro era de queda da taxa básica de juros no segundo semestre de 2008. "Nem o governo nem o BC sinalizaram que havia risco para a inflação a ponto de a autoridade monetária ter que elevar a Selic", conclui.
Para Gilberto Braga, professor do Ibmec-RJ, o aumento do imposto que incide diretamente sobre as operações de crédito foi mal recebido pela população. Por isso, o governo difundiu que um dos objetivos da elevação do IOF seria conter também a taxa básica de juros.
"O pacote foi elaborado para repor a perda de R$ 38 bilhões com a CPMF. Não havia nenhuma intenção macroeconômica no aumento de impostos. Mas, como pegou mal com a população, agora o governo vem com a história de que não vai precisar aumentar juros”.
O aumento do IOF de 1,5% para 3,38% para pessoas físicas foi divulgado na quarta-feira junto com a elevação da CSLL (Contribuição Social sobre Lucro Líquido) dos bancos de 9% para 15%. Na ocasião, o ministro Guido Mantega (Fazenda) disse que o imposto mais alto poderia "jogar um pouquinho de água na fervura, mas mantém aceso o fogo do crédito". Naquele momento, fazia questão de mostrar que o pacote não teria impacto no crescimento econômico e no volume crescente de financiamentos.
O vice-presidente da Acrefi (Associação Nacional das Instituições de Crédito, Financiamento e Investimentos), José Arthur Assunção, afirma que o pacote não vai sequer "jogar água na fervura do crédito". Ele argumenta que o aumento do nível de emprego e de renda vai sustentar a elevação do consumo e do crédito, mesmo com a alíquota mais alta do imposto. Isto porque, diz Assunção, o consumidor está mais preocupado com o tamanho da prestação do que dos juros a serem pagos. "Ninguém vai deixar de comprar um carro porque a prestação aumentou R$ 10”.
Simulação feita pela gestora de recursos Quest Investimentos, do ex-ministro das Comunicações Luiz Carlos Mendonça de Barros, mostrou que o valor da prestação de um veículo de R$ 30.000,00 financiado subiria R$ 13, para R$ 899,80.
A consultoria mostrou também que o aumento do IOF substituiu uma elevação de quase um ponto percentual na taxa Selic. Braga, do Ibmec, admite que, teoricamente, o aumento de carga tributária tem o mesmo efeito da política monetária, neste caso, da alta dos juros na economia. Mas afirma que este resultado no curto prazo seria quase nulo.
Ele concorda com o vice-presidente da Acrefi de que o consumidor, principalmente de classe média e baixa, está com poder de compra maior e não deixará de fazer empréstimos por causa do aumento do IOF.
Braga lembra, ainda, que o BC não sinalizou no final do ano passado a possibilidade de ter que aumentar a Selic neste ano. Ao contrário, a previsão do mercado financeiro era de queda da taxa básica de juros no segundo semestre de 2008. "Nem o governo nem o BC sinalizaram que havia risco para a inflação a ponto de a autoridade monetária ter que elevar a Selic", conclui.
Fonte: Folha Online
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