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Notícias
06
jan
2008
(CARBONO)
Árvores “absorvem menos CO2” em altas temperaturas
Um estudo conduzido por uma equipe de cientistas de vários países mostrou que as árvores estão absorvendo menos gás carbônico no Hemisfério Norte à medida que as temperaturas aumentam.
Os cientistas explicam que com o aquecimento global, nas últimas duas décadas a primavera tem chegado mais cedo e o inverno começado mais tarde no Hemisfério Norte, aumentando o tempo em que as árvores retêm suas folhas.
Em tese, afirmam os especialistas, isso favoreceria a absorção de CO2 e a liberação de oxigênio na atmosfera. Mas o estudo, publicado na revista Nature, mostrou que, na prática, isso não está ocorrendo.
Os cientistas analisaram imagens de satélites armazenadas durante 20 anos em estações de monitoramento na Sibéria, Alasca, Canadá e Europa. Eles observaram que a respiração das plantas, durante a qual emitem gás carbônico, aumentou mais do que a fotossíntese, processo em que os vegetais capturam CO2 da atmosfera para transformar em oxigênio.
Equilíbrio - O estudo conclui que se o aumento das temperaturas - que nessas regiões foi de até 1,1°C em duas décadas - significa uma menor absorção de CO2 pelas plantas, então a maior emissão de gás carbônico pode contribuir para elevar ainda mais os termômetros.
"A informação que tínhamos dos satélites, de que a área verde estava se mantendo por mais tempo, era um sinal positivo", disse Anders Lindroth, da Universidade de Lund, na Suécia, um dos pesquisadores envolvidos no estudo.
"Era a esperança de que isso ajudaria a diminuir os efeitos provocados pelas crescentes emissões de carbono. Mas mesmo com a área verde, isso não significou um efeito positivo no equilíbrio da quantidade de carbono", afirmou.
Para o coordenador da pesquisa, Timo Vesala, da Universidade de Helsinque, na Finlândia, "de fato isso representa um grande potencial para que o aquecimento continue aumentando".
Na avaliação dos cientistas, os resultados são cruciais porque sugerem que as altas emissões de gases provocadas pelo homem vão acabar afetando o clima da atmosfera em vez de serem absorvidas de forma segura pelas árvores e pelo solo.
"Nós atualmente estamos tendo um desconto de 50% no impacto climático provocado pelas emissões de gases", disse o cientista climático John Miller num comentário à pesquisa, esclarecendo que metade das emissões de carbono é capturada pelos oceanos e ecossistemas terrestres.
"Mas infelizmente não temos garantia de que esses 50% de desconto vão continuar, e se isso acontecer, vamos sentir os efeitos que as emissões de CO2 vão provocar no clima".
Os cientistas explicam que com o aquecimento global, nas últimas duas décadas a primavera tem chegado mais cedo e o inverno começado mais tarde no Hemisfério Norte, aumentando o tempo em que as árvores retêm suas folhas.
Em tese, afirmam os especialistas, isso favoreceria a absorção de CO2 e a liberação de oxigênio na atmosfera. Mas o estudo, publicado na revista Nature, mostrou que, na prática, isso não está ocorrendo.
Os cientistas analisaram imagens de satélites armazenadas durante 20 anos em estações de monitoramento na Sibéria, Alasca, Canadá e Europa. Eles observaram que a respiração das plantas, durante a qual emitem gás carbônico, aumentou mais do que a fotossíntese, processo em que os vegetais capturam CO2 da atmosfera para transformar em oxigênio.
Equilíbrio - O estudo conclui que se o aumento das temperaturas - que nessas regiões foi de até 1,1°C em duas décadas - significa uma menor absorção de CO2 pelas plantas, então a maior emissão de gás carbônico pode contribuir para elevar ainda mais os termômetros.
"A informação que tínhamos dos satélites, de que a área verde estava se mantendo por mais tempo, era um sinal positivo", disse Anders Lindroth, da Universidade de Lund, na Suécia, um dos pesquisadores envolvidos no estudo.
"Era a esperança de que isso ajudaria a diminuir os efeitos provocados pelas crescentes emissões de carbono. Mas mesmo com a área verde, isso não significou um efeito positivo no equilíbrio da quantidade de carbono", afirmou.
Para o coordenador da pesquisa, Timo Vesala, da Universidade de Helsinque, na Finlândia, "de fato isso representa um grande potencial para que o aquecimento continue aumentando".
Na avaliação dos cientistas, os resultados são cruciais porque sugerem que as altas emissões de gases provocadas pelo homem vão acabar afetando o clima da atmosfera em vez de serem absorvidas de forma segura pelas árvores e pelo solo.
"Nós atualmente estamos tendo um desconto de 50% no impacto climático provocado pelas emissões de gases", disse o cientista climático John Miller num comentário à pesquisa, esclarecendo que metade das emissões de carbono é capturada pelos oceanos e ecossistemas terrestres.
"Mas infelizmente não temos garantia de que esses 50% de desconto vão continuar, e se isso acontecer, vamos sentir os efeitos que as emissões de CO2 vão provocar no clima".
Fonte: Estadão Online
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