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Notícias
22
nov
2005
(GERAL)
Reaproveitamento de madeiras da Amazônia em obras de arte é destacado pela ministra.
Preservar a Amazônia por meio da arte. Esta é a intenção de "Amazônia: nosso futuro comum", exposição com obras criadas a partir do reaproveitamento de madeiras raras da flora brasileira. As peças apresentadas ao público são resultado de um projeto social com populações ribeirinhas e indígenas.
Ao abrir a mostra na Embaixada da Holanda, na noite de ontem (19), a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, elogiou a iniciativa dos artistas. “Primeiro, porque é uma forma de valorizar a cultura e a produção artística destas comunidades. Segundo, é um modo sustentável de utilizar nossos recursos madeireiros. Terceiro, é uma alternativa para viabilizar uma fonte de renda e melhoria das condições de vida dos ribeirinhos. Além de propiciar para a sociedade uma produção artística de altíssima qualidade”, disse.
A idéia de utilizar madeira abandonada na floresta surgiu quando o designer Luís Galvão percebeu que a riqueza deste material não era reaproveitado na região. Atualmente, segundo Galvão, 200 famílias de indígenas e ribeirinhos são beneficiadas com este trabalho, pois as peças criadas tornam-se fonte de renda quando vendidas no Brasil e no exterior.
Muirapiranga, tucumã, molongó e marupá são apenas algumas das 42 espécies de madeira que o designer utiliza em suas obras – e muitas delas nem estavam catalogadas pelo Ibama. “Este número pode aumentar, mas isto é conseqüência de um trabalho que desenvolvo há 25 anos”, explica o designer. Além do cunho social, Galvão lembrou que a riqueza amazônica pode ser preservada por meio da arte.
A exposição, que vai até 2 de dezembro, também traz a arte de três jovens artistas: Mário Palhares, Eduardo Fittipaldi e Fabrícia Cabral. O trabalho, segundo Palhares, permite utilizar madeiras desconhecidas e que, por isso, não são exploradas pelo comércio, embora tenham um valor estético tão bom quanto o das espécies de lei. O artista destaca que durante o desmatamento de uma floresta em busca de um tipo de madeira específica, como mogno ou ipê, cerca de 30 outras espécies são descartadas. “Em nossas obras, resgatamos justamente este resto que seria queimado", informa.
Rafael Gasparotto
Fonte: Radiobras
21/nov/03
Ao abrir a mostra na Embaixada da Holanda, na noite de ontem (19), a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, elogiou a iniciativa dos artistas. “Primeiro, porque é uma forma de valorizar a cultura e a produção artística destas comunidades. Segundo, é um modo sustentável de utilizar nossos recursos madeireiros. Terceiro, é uma alternativa para viabilizar uma fonte de renda e melhoria das condições de vida dos ribeirinhos. Além de propiciar para a sociedade uma produção artística de altíssima qualidade”, disse.
A idéia de utilizar madeira abandonada na floresta surgiu quando o designer Luís Galvão percebeu que a riqueza deste material não era reaproveitado na região. Atualmente, segundo Galvão, 200 famílias de indígenas e ribeirinhos são beneficiadas com este trabalho, pois as peças criadas tornam-se fonte de renda quando vendidas no Brasil e no exterior.
Muirapiranga, tucumã, molongó e marupá são apenas algumas das 42 espécies de madeira que o designer utiliza em suas obras – e muitas delas nem estavam catalogadas pelo Ibama. “Este número pode aumentar, mas isto é conseqüência de um trabalho que desenvolvo há 25 anos”, explica o designer. Além do cunho social, Galvão lembrou que a riqueza amazônica pode ser preservada por meio da arte.
A exposição, que vai até 2 de dezembro, também traz a arte de três jovens artistas: Mário Palhares, Eduardo Fittipaldi e Fabrícia Cabral. O trabalho, segundo Palhares, permite utilizar madeiras desconhecidas e que, por isso, não são exploradas pelo comércio, embora tenham um valor estético tão bom quanto o das espécies de lei. O artista destaca que durante o desmatamento de uma floresta em busca de um tipo de madeira específica, como mogno ou ipê, cerca de 30 outras espécies são descartadas. “Em nossas obras, resgatamos justamente este resto que seria queimado", informa.
Rafael Gasparotto
Fonte: Radiobras
21/nov/03
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