Voltar
Notícias
14
dez
2007
(MATO GROSSO)
Pesquisador defende sistema agroflorestal para gerar mais sustentabilidade
O plantio integrando entre diferentes tipos de árvores e culturas, conhecidos ainda como sistema agroflorestal, é uma das alternativas para gerar mais sustentabilidade para empresários de diferentes setores em Mato Grosso. De acordo com o especialista da Embrapa Florestas, Paulo Ernani Ramalho Carvalho, é preciso deixar de lado apenas a “monocultura” e trabalhar com um sistema agregado.
O engenheiro florestal, com 38 anos de profissão e doutor pela Universidade Federal do Paraná, esteve em Sinop, falando sobre a experiência. Reforçou que o método pelo qual se conciliará tipos de culturas pode se tornar viável e trazer mais rentabilidade.
"Esse sistema permitiria sustentabilidade, diminuição de doenças e valores agregados aumentados. Por exemplo, plantar alternado madeiras e cacau, madeiras e café, madeira e pupunha, madeira e gado", disse. "O plantio puro, chamado de monoespecífico é muito perigoso, sujeito a doenças, pragas", declarou. "Todo estrangeiro que vem aqui fica apavorado porque só vê soja, algodão. Na Costa Rica, Colômbia e China, os olhos ficam em harmonia, pois, mesmo estando desmatado, há as árvores e mais outra cultura", salientou.
O pesquisador defende que a implantação deste sistema agroflorestal traz bons resultados. Segundo ele, em algumas cidades do Paraná, a prática já é adotada. Mas, ainda é necessário capacitar os profissionais (engenheiros florestais, agrônomos, entre outros) da área para conhecerem a alternativa.
"A China tem o maior consórcio agroflorestal do planeta, com três milhões de hectares de uma árvore para proteção do trigo, por causa dos ventos gélidos da Sibéria e Mongólia, que faziam os chineses perder até 40% da produção. 400 milhões de chineses passando fome poderiam desestabilizar o governo. Pesquisadores resolveram o problema. Testaram 100 espécies de árvores e encontraram uma que reduz a velocidade do vento em até 60% e matou a charada", disse.
"Por desconhecimento ou má fé muita gente não quer plantar as espécies alternativas, ficar apenas no arroz com feijão. Pode ser o lucro hoje, mas amanhã um fator altamente negativo", concluiu.
O pesquisador esteve em algumas cidades de Mato Grosso, ministrando palestras e hoje estará em Alta Floresta, a convite de uma Ong, para falar sobre viabilidade econômica das atividades de reflorestamento.
O engenheiro florestal, com 38 anos de profissão e doutor pela Universidade Federal do Paraná, esteve em Sinop, falando sobre a experiência. Reforçou que o método pelo qual se conciliará tipos de culturas pode se tornar viável e trazer mais rentabilidade.
"Esse sistema permitiria sustentabilidade, diminuição de doenças e valores agregados aumentados. Por exemplo, plantar alternado madeiras e cacau, madeiras e café, madeira e pupunha, madeira e gado", disse. "O plantio puro, chamado de monoespecífico é muito perigoso, sujeito a doenças, pragas", declarou. "Todo estrangeiro que vem aqui fica apavorado porque só vê soja, algodão. Na Costa Rica, Colômbia e China, os olhos ficam em harmonia, pois, mesmo estando desmatado, há as árvores e mais outra cultura", salientou.
O pesquisador defende que a implantação deste sistema agroflorestal traz bons resultados. Segundo ele, em algumas cidades do Paraná, a prática já é adotada. Mas, ainda é necessário capacitar os profissionais (engenheiros florestais, agrônomos, entre outros) da área para conhecerem a alternativa.
"A China tem o maior consórcio agroflorestal do planeta, com três milhões de hectares de uma árvore para proteção do trigo, por causa dos ventos gélidos da Sibéria e Mongólia, que faziam os chineses perder até 40% da produção. 400 milhões de chineses passando fome poderiam desestabilizar o governo. Pesquisadores resolveram o problema. Testaram 100 espécies de árvores e encontraram uma que reduz a velocidade do vento em até 60% e matou a charada", disse.
"Por desconhecimento ou má fé muita gente não quer plantar as espécies alternativas, ficar apenas no arroz com feijão. Pode ser o lucro hoje, mas amanhã um fator altamente negativo", concluiu.
O pesquisador esteve em algumas cidades de Mato Grosso, ministrando palestras e hoje estará em Alta Floresta, a convite de uma Ong, para falar sobre viabilidade econômica das atividades de reflorestamento.
Fonte: Só Notícias
Notícias em destaque
Resistente, a madeira cabreúva pode ser a escolha perfeita para sua reforma
Naturalmente durável, a cabreúva é uma espécie brasileira que conecta ciência, arquitetura e marcenaria,...
(MADEIRA E PRODUTOS)
O Departamento de Comércio decide a favor da aplicação de direitos compensatórios preliminares em casos relacionados à madeira compensada de lei.
Foram calculadas as taxas compensatórias vigentes sobre as importações de compensado de madeira dura da China,...
(INTERNACIONAL)
Da chegada ao Brasil até se tornar ouro verde: como a silvicultura do pinus teve início no país
A trajetória do agronegócio brasileiro está diretamente ligada à ciência, à pesquisa e ao melhoramento...
(MADEIRA E PRODUTOS)
Essa é a madeira mais dura do mundo, segundo a ciência
Especialistas analisam impacto, compressão, torção e desgaste do material
- Schinopsis é um gênero de...
(MADEIRA E PRODUTOS)
A nova ordem comercial mundial e as oportunidades para o setor florestal brasileiro
Nas primeiras semanas do ano, enquanto muita gente estava de férias na praia, tivemos um acontecimento global de extrema importância...
(SETOR FLORESTAL)
Adeus aos tijolos: essa alternativa reduz o valor da obra e entrega uma casa de 40 metros quadrados pronta para morar em poucos dias
Nos últimos anos, a construção em madeira serrada de reflorestamento ganhou força no Brasil como uma alternativa real...
(MADEIRA E PRODUTOS)














