Voltar
Notícias
07
dez
2007
(CARBONO)
Amazônia “guarda 30% do carbono florestal do mundo”
A floresta amazônica é uma reserva de cerca de 80 bilhões de toneladas de carbono - o que equivale a quase um terço do estoque mundial -, segundo um estudo publicado na última edição da revista científica Environmental Research Letters.
As florestas de todo o mundo, de acordo com o levantamento feito pela universidade americana de Wisconsin e das organizações Winrock International e Carbon Conservation, guardam 300 bilhões de toneladas de carbono.
No total das emissões globais de carbono, estima-se que a queima de florestas equivalha a cerca de 20%, e o Brasil, dependendo do estudo, flutua entre a segunda e a quarta posições entre os maiores contribuintes neste quesito. Do total de emissões de CO2 brasileiro, calcula-se que três quartos se devam ao desmatamento.
Ainda segundo o levantamento americano, o segundo país com maior estoque de carbono seria a República Democrática do Congo, com até 36 bilhões de toneladas de carbono, seguido da Indonésia, outro grande contribuinte para as emissões de CO2 provocadas por desmatamento, com até 25 bilhões de toneladas de carbono guardadas em suas florestas.
De acordo com especialistas, as florestas funcionam como grandes reservas de carbono, que é absorvido da atmosfera e é retido pela vegetação e, eventualmente, pela matéria orgânica que se acumula no solo. Com a destruição da floresta, seja por queimadas ou pelo corte da vegetação, esse estoque de carbono acaba liderado na atmosfera e a capacidade de novas absorções se extingue.
Uma das polêmicas em torno do debate sobre florestas e reservas de carbono é justamente como medir a quantidade de carbono que elas guardam. Para alguns especialistas, o entendimento científico sobre quanto carbono é retido pelas florestas ainda é baixo.
Para Holly Gibbs, que coordenou o estudo publicado na Environmental Research Letters e é também consultora de Papua Nova Guiné para questões climáticas, o trabalho desenvolvido por ela e por outros cientistas propõe uma nova metodologia de medição.
"A nossa intenção é mostrar que existem formas de se calcular cientificamente os estoques de carbono das florestas, ao contrário do que afirmam alguns detratores", disse Gibbs à BBC Brasil.
O debate tem sido especialmente relevante na conferência da ONU sobre mudanças climáticas que está ocorrendo em Bali, na Indonésia. No encontro, um grupo de 40 países, que forma a Coalizão das Florestas Tropicais (Tropical Rainforest Coalition), criada por Papua Nova Guiné, defende um mecanismo em que as reservas de carbono das florestas de um país possam ser transformadas em crédito e negociadas no mercado internacional.
Para que isso seja possível, é fundamental que exista uma forma confiável e amplamente aceita de medir as reservas de caborno, justamente o que o trabalho coordenado por Gibbs se propõe.
Um dos grandes problemas para a Coalizão das Florestas Tropicais é a posição do Brasil, que é contra a sua proposta. O Brasil defende uma alternativa baseada na criação de um fundo internacional que forneceria recursos aos países que consigam combater o desmatamento. Pela proposta brasileira, as metas e o controle sobre o desmatamento seriam de responsabilidade dos países quem detêm as florestas.
De acordo com Holly Gibbs, a expectativa da Coalizão das Florestas é de que o texto final do encontro em Bali tenha "palavras fortes" sobre o assunto. Mas ela admite que para isso o apoio brasileiro é fundamental. "A idéia precisa do Brasil, já que o país guarda quase um terço do carbono florestal do mundo."
Do lado brasileiro, porém, não há sinais de que os negociadores estão propensos a mudar de posição.
As florestas de todo o mundo, de acordo com o levantamento feito pela universidade americana de Wisconsin e das organizações Winrock International e Carbon Conservation, guardam 300 bilhões de toneladas de carbono.
No total das emissões globais de carbono, estima-se que a queima de florestas equivalha a cerca de 20%, e o Brasil, dependendo do estudo, flutua entre a segunda e a quarta posições entre os maiores contribuintes neste quesito. Do total de emissões de CO2 brasileiro, calcula-se que três quartos se devam ao desmatamento.
Ainda segundo o levantamento americano, o segundo país com maior estoque de carbono seria a República Democrática do Congo, com até 36 bilhões de toneladas de carbono, seguido da Indonésia, outro grande contribuinte para as emissões de CO2 provocadas por desmatamento, com até 25 bilhões de toneladas de carbono guardadas em suas florestas.
De acordo com especialistas, as florestas funcionam como grandes reservas de carbono, que é absorvido da atmosfera e é retido pela vegetação e, eventualmente, pela matéria orgânica que se acumula no solo. Com a destruição da floresta, seja por queimadas ou pelo corte da vegetação, esse estoque de carbono acaba liderado na atmosfera e a capacidade de novas absorções se extingue.
Uma das polêmicas em torno do debate sobre florestas e reservas de carbono é justamente como medir a quantidade de carbono que elas guardam. Para alguns especialistas, o entendimento científico sobre quanto carbono é retido pelas florestas ainda é baixo.
Para Holly Gibbs, que coordenou o estudo publicado na Environmental Research Letters e é também consultora de Papua Nova Guiné para questões climáticas, o trabalho desenvolvido por ela e por outros cientistas propõe uma nova metodologia de medição.
"A nossa intenção é mostrar que existem formas de se calcular cientificamente os estoques de carbono das florestas, ao contrário do que afirmam alguns detratores", disse Gibbs à BBC Brasil.
O debate tem sido especialmente relevante na conferência da ONU sobre mudanças climáticas que está ocorrendo em Bali, na Indonésia. No encontro, um grupo de 40 países, que forma a Coalizão das Florestas Tropicais (Tropical Rainforest Coalition), criada por Papua Nova Guiné, defende um mecanismo em que as reservas de carbono das florestas de um país possam ser transformadas em crédito e negociadas no mercado internacional.
Para que isso seja possível, é fundamental que exista uma forma confiável e amplamente aceita de medir as reservas de caborno, justamente o que o trabalho coordenado por Gibbs se propõe.
Um dos grandes problemas para a Coalizão das Florestas Tropicais é a posição do Brasil, que é contra a sua proposta. O Brasil defende uma alternativa baseada na criação de um fundo internacional que forneceria recursos aos países que consigam combater o desmatamento. Pela proposta brasileira, as metas e o controle sobre o desmatamento seriam de responsabilidade dos países quem detêm as florestas.
De acordo com Holly Gibbs, a expectativa da Coalizão das Florestas é de que o texto final do encontro em Bali tenha "palavras fortes" sobre o assunto. Mas ela admite que para isso o apoio brasileiro é fundamental. "A idéia precisa do Brasil, já que o país guarda quase um terço do carbono florestal do mundo."
Do lado brasileiro, porém, não há sinais de que os negociadores estão propensos a mudar de posição.
Fonte: Estadão Online
Notícias em destaque
Fundação Florestal cria Selo Pró-Juçara para o incentivo à produção sustentável na Mata Atlântica
Iniciativa visa gerar valor agregado aos produtos desenvolvidos com a polpa da juçara no modelo de produção...
(GERAL)
Guia de Utilização de Madeira Urbana já disponível
O Campus de Reciclagem de Madeira Urbana de Memphis é um excelente exemplo de parceria comunitária para o uso de madeira em...
(INTERNACIONAL)
Forro de madeira: como escolher o ideal para sua casa
Do aconchego visual ao conforto térmico, o forro de madeira volta ao centro dos projetos, exigindo escolhas bem pensadas para garantir...
(CONSTRUÇÃO CIVIL)
Exportações brasileiras de produtos derivados da madeira (exceto celulose e papel) diminuíram 22 por cento
Em fevereiro de 2026, as exportações brasileiras de produtos derivados da madeira (exceto celulose e papel) diminuíram 22% em...
(MERCADO)
Adeus, MDF: nova tendência de móveis 'eternos' resiste até à maresia e ao mofo
Novos armários podem ser lavados com mangueira e não estufam com a umidade
Migração não é apenas uma...
(GERAL)
A ITTO destaca o papel das florestas sustentáveis no fomento do crescimento econômico global.
As florestas são cada vez mais reconhecidas como ativos econômicos vitais, com seu papel indo muito além do valor ambiental....
(SETOR FLORESTAL)














