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Notícias
06
dez
2007
(DESMATAMENTO)
Greenpeace pede US$ 14 bilhões para preservar florestas tropicais
O Greenpeace apresentou nesta, na 13ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança Climática, em Bali, um mecanismo para impedir o desaparecimento das florestas tropicais, com a criação de um fundo de US$ 14 bilhões para preservar este ecossistema.
"É imprescindível que se utilize a oportunidade que Bali oferece para incluir a preservação das florestas nas discussões sobre a mudança climática e entre as soluções para enfrentá-la", disse o brasileiro Paulo Adário, coordenador da Campanha Amazônia do Greenpeace.
Adário afirmou que o grupo apresentou na terça-feira "um mecanismo de redução de emissões de carbono por desmatamento de florestas tropicais que pede a criação de um fundo para financiar a preservação deste ecossistema".
"Sem dinheiro, não há florestas e não há futuro", afirmou o coordenador.
"O Governo do Amazonas já mostrou que tem vontade política para frear o desmatamento, e os países (reunidos) em Bali têm que fazer o mesmo", acrescentou.
Para Adário, os mecanismos de venda de direitos de emissão de carbono iniciados com o Protocolo de Kyoto são insuficientes e ineficazes.
"As emissões não mudam, continuam sem ser reduzidas, já que muitas vezes sai muito mais barato para as grandes empresas comprar uma área florestal que reduzir suas emissões”, explicou.
O Greenpeace considera imprescindível o estabelecimento de um mecanismo que permita a proteção das florestas e que "não possa ser utilizado pelas grandes companhias para descumprir sua obrigação de reduzir suas emissões".
Por isso, propõe a criação de compromissos nacionais para combater o desmatamento e um fundo internacional que, segundo suas estimativas, poderia captar até US$ 14 bilhões para os países que assumirem e cumprirem as metas de redução.
Desmatamento - Calcula-se que 20% das emissões de carbono na atmosfera vêm do desmatamento das florestas tropicais.
"Sem dinheiro, as florestas continuarão sendo destruídas", disse Adário, ao ressaltar que as tropicais, todas localizadas em países pobres ou em desenvolvimento, são as mais prejudicadas e as que têm maior impacto sobre o clima.
"Não é justo esperar que países que têm poucos recursos econômicos possam preservar suas florestas", afirmou Adário.
"É necessário que a comunidade internacional forneça recursos para que esses países possam proteger suas florestas de forma eficaz e, ao mesmo tempo, ajudar o clima e defender a biodiversidade e as comunidades indígenas locais", acrescentou.
Quanto ao Brasil, quinto país do mundo em emissões de gases do efeito estufa devido à destruição de florestas, Adário considera que a "contribuição que o país deve fazer para ajudar o mundo a resolver a mudança climática é muito clara: desmatamento zero".
Responsabilidade - O coordenador afirmou que "quase 75% das emissões brasileiras vêm do desmatamento".
"O Brasil continua dizendo que os países ricos são os grandes responsáveis históricos da mudança climática, mas nós também temos nossa parcela de responsabilidade e devemos fazer nossos deveres", afirmou.
Segundo dados do Greenpeace, a Amazônia brasileira perdeu 17% de sua extensão nos últimos 40 anos, equivalente a um território maior que a França.
Em média, o Brasil perde cerca de 20 mil quilômetros quadrados de florestas ao ano, embora a destruição tenha diminuído nos últimos três anos.
O Greenpeace, presente na Amazônia desde 1997, trabalha com as comunidades locais, recolhendo dessas e do Governo informações sobre o que ocorre na floresta.
A organização também vigia periodicamente a destruição da floresta por satélite e com um avião que sobrevoa as enormes extensões verdes em perigo.
"É imprescindível que se utilize a oportunidade que Bali oferece para incluir a preservação das florestas nas discussões sobre a mudança climática e entre as soluções para enfrentá-la", disse o brasileiro Paulo Adário, coordenador da Campanha Amazônia do Greenpeace.
Adário afirmou que o grupo apresentou na terça-feira "um mecanismo de redução de emissões de carbono por desmatamento de florestas tropicais que pede a criação de um fundo para financiar a preservação deste ecossistema".
"Sem dinheiro, não há florestas e não há futuro", afirmou o coordenador.
"O Governo do Amazonas já mostrou que tem vontade política para frear o desmatamento, e os países (reunidos) em Bali têm que fazer o mesmo", acrescentou.
Para Adário, os mecanismos de venda de direitos de emissão de carbono iniciados com o Protocolo de Kyoto são insuficientes e ineficazes.
"As emissões não mudam, continuam sem ser reduzidas, já que muitas vezes sai muito mais barato para as grandes empresas comprar uma área florestal que reduzir suas emissões”, explicou.
O Greenpeace considera imprescindível o estabelecimento de um mecanismo que permita a proteção das florestas e que "não possa ser utilizado pelas grandes companhias para descumprir sua obrigação de reduzir suas emissões".
Por isso, propõe a criação de compromissos nacionais para combater o desmatamento e um fundo internacional que, segundo suas estimativas, poderia captar até US$ 14 bilhões para os países que assumirem e cumprirem as metas de redução.
Desmatamento - Calcula-se que 20% das emissões de carbono na atmosfera vêm do desmatamento das florestas tropicais.
"Sem dinheiro, as florestas continuarão sendo destruídas", disse Adário, ao ressaltar que as tropicais, todas localizadas em países pobres ou em desenvolvimento, são as mais prejudicadas e as que têm maior impacto sobre o clima.
"Não é justo esperar que países que têm poucos recursos econômicos possam preservar suas florestas", afirmou Adário.
"É necessário que a comunidade internacional forneça recursos para que esses países possam proteger suas florestas de forma eficaz e, ao mesmo tempo, ajudar o clima e defender a biodiversidade e as comunidades indígenas locais", acrescentou.
Quanto ao Brasil, quinto país do mundo em emissões de gases do efeito estufa devido à destruição de florestas, Adário considera que a "contribuição que o país deve fazer para ajudar o mundo a resolver a mudança climática é muito clara: desmatamento zero".
Responsabilidade - O coordenador afirmou que "quase 75% das emissões brasileiras vêm do desmatamento".
"O Brasil continua dizendo que os países ricos são os grandes responsáveis históricos da mudança climática, mas nós também temos nossa parcela de responsabilidade e devemos fazer nossos deveres", afirmou.
Segundo dados do Greenpeace, a Amazônia brasileira perdeu 17% de sua extensão nos últimos 40 anos, equivalente a um território maior que a França.
Em média, o Brasil perde cerca de 20 mil quilômetros quadrados de florestas ao ano, embora a destruição tenha diminuído nos últimos três anos.
O Greenpeace, presente na Amazônia desde 1997, trabalha com as comunidades locais, recolhendo dessas e do Governo informações sobre o que ocorre na floresta.
A organização também vigia periodicamente a destruição da floresta por satélite e com um avião que sobrevoa as enormes extensões verdes em perigo.
Fonte: Folha Online
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