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Notícias
06
dez
2007
(SETOR FLORESTAL)
Agricultores cultivam na floresta
O sistema de agroflorestas, que chegou ao Brasil no fim do século passado, difundido principalmente pelo suíço Ernest Götsch, conquista cada vez mais adeptos. Gõtsch, que ainda é referência desta forma de cultivar o solo, mora no norte da Bahia, numa fazenda revitalizada graças a esse sistema, variável da permacultura, que imita a dinâmica da natureza na agricultura.
Em Ubatuba, litoral de SP, seis comunidades de agricultores começam a utilizá-la em busca de sustentabilidade. Elas seguem o exemplo de Barra do Turvo (SP) e Parati (RJ). O projeto, chamado Educação Agroflorestal para o Manejo Sustentável das Comunidades Tradicionais da Mata Atlântica, está sendo adotado pelo Instituto de Permacultura da Mata Atlântica (Ipema), com recursos do Programa PDA Mata Atlântica, do Ministério do Meio Ambiente.
Manejo - Parceiros como a Secretaria Municipal de Agricultura, Pesca e Abastecimento, Parque Estadual da Serra do Mar e Agência Paulista de Tecnologia do Agronegócio (Apta) também estão no projeto. Por enquanto os agricultores estão conhecendo o manejo, sem queimadas, adubos químicos ou capina tradicional.
Também se capacitam para extrair a polpa do palmito juçara, como renda e forma de preservar a espécie. Os frutos de juçara são colhidos sob licença do Ibama e empregados num processo de capacitação de agricultores, para a produção de polpa e sementes, numa unidade montada na Apta local.
São ações que visam à segurança alimentar, à geração de renda e à recomposição das populações naturais desta palmeira. Cada 2 quilos de frutos rendem 1 quilo de polpa. Cerca de 300 quilos de semente já foram produzidos para reposição de árvores.
Experimentos - Quanto às agroflorestas, desde março de 2006, no Ipema, no Bairro do Corcovado, há áreas experimentais. Outras seis áreas localizadas nos Quilombos do Camburi e Fazenda, Aldeia Boa Vista, Ubatumirim e Sertão do Corcovado estão iniciando. Outras duas serão instaladas este ano.
São pequenas lavouras de milho, feijão e frutas como abacaxi e mamão, dependendo do tipo e do porte da floresta, com prioridade para plantas tradicionais, como mandioca e banana. A adubação é feita com consórcio de leguminosas como feijão-de-porco e guandu, que cobrem o solo de matéria verde. “O objetivo é produzir na agrofloresta e fazer o manejo florestal para gerar renda, mantendo as comunidades e preservando o ecossistema”, diz o biólogo responsável, Luciano Maciel Corbellini.
Em Ubatuba, litoral de SP, seis comunidades de agricultores começam a utilizá-la em busca de sustentabilidade. Elas seguem o exemplo de Barra do Turvo (SP) e Parati (RJ). O projeto, chamado Educação Agroflorestal para o Manejo Sustentável das Comunidades Tradicionais da Mata Atlântica, está sendo adotado pelo Instituto de Permacultura da Mata Atlântica (Ipema), com recursos do Programa PDA Mata Atlântica, do Ministério do Meio Ambiente.
Manejo - Parceiros como a Secretaria Municipal de Agricultura, Pesca e Abastecimento, Parque Estadual da Serra do Mar e Agência Paulista de Tecnologia do Agronegócio (Apta) também estão no projeto. Por enquanto os agricultores estão conhecendo o manejo, sem queimadas, adubos químicos ou capina tradicional.
Também se capacitam para extrair a polpa do palmito juçara, como renda e forma de preservar a espécie. Os frutos de juçara são colhidos sob licença do Ibama e empregados num processo de capacitação de agricultores, para a produção de polpa e sementes, numa unidade montada na Apta local.
São ações que visam à segurança alimentar, à geração de renda e à recomposição das populações naturais desta palmeira. Cada 2 quilos de frutos rendem 1 quilo de polpa. Cerca de 300 quilos de semente já foram produzidos para reposição de árvores.
Experimentos - Quanto às agroflorestas, desde março de 2006, no Ipema, no Bairro do Corcovado, há áreas experimentais. Outras seis áreas localizadas nos Quilombos do Camburi e Fazenda, Aldeia Boa Vista, Ubatumirim e Sertão do Corcovado estão iniciando. Outras duas serão instaladas este ano.
São pequenas lavouras de milho, feijão e frutas como abacaxi e mamão, dependendo do tipo e do porte da floresta, com prioridade para plantas tradicionais, como mandioca e banana. A adubação é feita com consórcio de leguminosas como feijão-de-porco e guandu, que cobrem o solo de matéria verde. “O objetivo é produzir na agrofloresta e fazer o manejo florestal para gerar renda, mantendo as comunidades e preservando o ecossistema”, diz o biólogo responsável, Luciano Maciel Corbellini.
Fonte: Estadão Online
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