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Notícias
30
nov
2007
(DESMATAMENTO)
Alta nos preços de produtos agrícolas faz aumentar desmatamento na Amazônia
Após três anos de redução nos índices de desmatamento na Amazônia, a derrubada de área florestal voltou a crescer. A informação é da organização não-governamental (ONG) WWF Brasil, que apontou um aumento de 8% na área desmatada entre os meses de junho e setembro, na comparação com igual período de 2006. Segundo a ONG, o motivo é a alta nos preços dos produtos agropecuários no mercado internacional.
O pesquisador Paulo Barreto, do Instituto do Homem e Meio-Ambiente da Amazônia (Imazon), confirmou a relação direta entre esses preços e o desmatamento de florestas: "Nos anos recentes, o preço estava caindo bastante, aí o desmatamento caiu bastante. Entre 2004 e 2006, o preço do gado caiu 18% e o da soja, 48%. Mas desde o final do ano passado esses preços têm se recuperado, por isso uma tendência de aumentar o desmatamento”.
Para os produtores rurais da Amazônia, a alta no mercado internacional não tem relação com os índices de desmatamento divulgados pelo governo federal. O presidente da Federação de Agricultura e Pecuária do Acre, Assuêro Veronês, disse que o momento atual não favorece o desmatamento. "É um exagero achar que haverá impacto sobre a floresta. Os órgãos de fiscalização da área ambiental estão muito bem aparelhados. E acho muito difícil que voltem a acontecer esses episódios que ocorreram no passado", comentou.
Já o pesquisador do Imazon destacou as diferenças regionais: "Por exemplo, a queda do preço mais forte foi da soja, e a queda do desmatamento mais forte recente foi em Mato Grosso, onde fica grande parte de produção de soja na Amazônia".
Assuêro Veronês defendeu que os produtores não querem "desmatar a Amazônia ainda mais". E que eles se sentem "patrulhados" pelos ambientalistas. "Nós passamos da hora, o governo entregou os pontos antes da hora, cedeu, se curvou a essa pressão toda feita pelas ONGs e pela comunidade internacional e acabamos criando um clima hoje totalmente desfavorável a qualquer desmatamento, então não estamos mais pretendendo isso", afirmou.
De acordo com o indicador de preços do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada e da Escola Superior de Agricultura (Cepea/Esalq), a saca de 60 quilos da soja passou de R$ 29, em outubro de 2005, para R$ 40, em outubro passado. O preço da carne também foi valorizado e a arroba que custava R$ 55 em 2005 já chegou a R$ 64 neste ano.
Os estados que apresentaram maiores índices de desmatamento foram Mato Grosso, com avanço de 107%, e Rondônia, com 53%.
O pesquisador Paulo Barreto, do Instituto do Homem e Meio-Ambiente da Amazônia (Imazon), confirmou a relação direta entre esses preços e o desmatamento de florestas: "Nos anos recentes, o preço estava caindo bastante, aí o desmatamento caiu bastante. Entre 2004 e 2006, o preço do gado caiu 18% e o da soja, 48%. Mas desde o final do ano passado esses preços têm se recuperado, por isso uma tendência de aumentar o desmatamento”.
Para os produtores rurais da Amazônia, a alta no mercado internacional não tem relação com os índices de desmatamento divulgados pelo governo federal. O presidente da Federação de Agricultura e Pecuária do Acre, Assuêro Veronês, disse que o momento atual não favorece o desmatamento. "É um exagero achar que haverá impacto sobre a floresta. Os órgãos de fiscalização da área ambiental estão muito bem aparelhados. E acho muito difícil que voltem a acontecer esses episódios que ocorreram no passado", comentou.
Já o pesquisador do Imazon destacou as diferenças regionais: "Por exemplo, a queda do preço mais forte foi da soja, e a queda do desmatamento mais forte recente foi em Mato Grosso, onde fica grande parte de produção de soja na Amazônia".
Assuêro Veronês defendeu que os produtores não querem "desmatar a Amazônia ainda mais". E que eles se sentem "patrulhados" pelos ambientalistas. "Nós passamos da hora, o governo entregou os pontos antes da hora, cedeu, se curvou a essa pressão toda feita pelas ONGs e pela comunidade internacional e acabamos criando um clima hoje totalmente desfavorável a qualquer desmatamento, então não estamos mais pretendendo isso", afirmou.
De acordo com o indicador de preços do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada e da Escola Superior de Agricultura (Cepea/Esalq), a saca de 60 quilos da soja passou de R$ 29, em outubro de 2005, para R$ 40, em outubro passado. O preço da carne também foi valorizado e a arroba que custava R$ 55 em 2005 já chegou a R$ 64 neste ano.
Os estados que apresentaram maiores índices de desmatamento foram Mato Grosso, com avanço de 107%, e Rondônia, com 53%.
Fonte: Agência Brasil
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