Voltar
Notícias
20
nov
2007
(MEIO AMBIENTE)
Edital para exploração de floresta pública foi adiado para aproveitar sugestões da sociedade
O edital de licitação para concessões de exploração sustentável na Floresta Nacional do Jamari (RO), lançado no dia 14 pelo Ministério do Meio Ambiente, teve a liberação atrasada em duas semanas. Segundo o diretor-geral do Serviço Florestal Brasileiro (SFB), Tasso Azevedo, o adiamento foi necessário para incorporar análises e sugestões surgidas durante a consulta pública.
Uma das idéias aproveitadas no edital foi o pedido de aumento da lista de produtos não-madeireiros exclusivos do manejo comunitário. Na minuta do edital, constavam apenas o açaí e a castanha-do-pará. “São produtos muito importantes para a comunidade local. O concessionário tem de deixar a comunidade colher esses produtos de forma exclusiva”, explica Tasso.
A Comissão de Gestão de Florestas Públicas (CGFlop) queria a inclusão de vários outros produtos, como a copaíba, o breu (resina) e o Amapá (leite com uso medicinal). Apenas a copaíba foi incluída. O breu e o Amapá não foram considerados de uso tradicional.
Durante a consulta pública, foi identificado um grupo de produtos formado por frutos de palmeiras, como o buriti e a bacaba, e cipós de duas espécies utilizadas para fazer artesanato. “A exploração deles só poderá acontecer depois de consultado o Serviço Florestal, que vai avaliar se a exploração desses produtos não entre em conflito com o uso comunitário”, afirma Tasso Azevedo.
Outra sugestão incorporada no edital foi a criação de diferentes pesos para a avaliação dos critérios socioambientais. “A agregação de valor [renda adicional gerada pela exploração da floresta] ganhou mais peso na avaliação final”, exemplifica.
A possibilidade de parcerias entre as populações locais e o consórcio vencedor do leilão foi outra reivindicação da sociedade civil. A preocupação é que as comunidades tenham participação nos futuros negócios e sejam incluídas econômica e socialmente.
De acordo com o diretor-geral, a participação da comunidade se dará de três formas. Parte dos recursos arrecadados com a exploração da floresta será repassada à prefeitura do município onde se encontra a floresta pública. O uso dessa verba deverá ser aprovado pelo Conselho Municipal de Meio Ambiente, do qual participa a sociedade local.
A segunda forma de participação consiste na definição de áreas de uso exclusivo para a comunidade e de produtos a serem trabalhados de forma conjunta. A terceira maneira são incentivos para projetos conjuntos com participação direta da comunidade, como o fornecimento de madeira para a geração de energia local. “Quando a empresa faz isso, recebe um desconto de até 90% no preço que paga pelos produtos”, destaca Tasso.
As três empresas vencedoras da licitação deverão conservar a área e poderão explorar produtos florestais como madeira, óleos, sementes e resinas, desde que use técnicas de manejo sustentável. Os vencedores poderão ainda oferecer serviços como ecoturismo e atividades esportivas nas áreas de floresta pública. A expectativa do SFB é de que os contratos sejam assinados em março.
Uma das idéias aproveitadas no edital foi o pedido de aumento da lista de produtos não-madeireiros exclusivos do manejo comunitário. Na minuta do edital, constavam apenas o açaí e a castanha-do-pará. “São produtos muito importantes para a comunidade local. O concessionário tem de deixar a comunidade colher esses produtos de forma exclusiva”, explica Tasso.
A Comissão de Gestão de Florestas Públicas (CGFlop) queria a inclusão de vários outros produtos, como a copaíba, o breu (resina) e o Amapá (leite com uso medicinal). Apenas a copaíba foi incluída. O breu e o Amapá não foram considerados de uso tradicional.
Durante a consulta pública, foi identificado um grupo de produtos formado por frutos de palmeiras, como o buriti e a bacaba, e cipós de duas espécies utilizadas para fazer artesanato. “A exploração deles só poderá acontecer depois de consultado o Serviço Florestal, que vai avaliar se a exploração desses produtos não entre em conflito com o uso comunitário”, afirma Tasso Azevedo.
Outra sugestão incorporada no edital foi a criação de diferentes pesos para a avaliação dos critérios socioambientais. “A agregação de valor [renda adicional gerada pela exploração da floresta] ganhou mais peso na avaliação final”, exemplifica.
A possibilidade de parcerias entre as populações locais e o consórcio vencedor do leilão foi outra reivindicação da sociedade civil. A preocupação é que as comunidades tenham participação nos futuros negócios e sejam incluídas econômica e socialmente.
De acordo com o diretor-geral, a participação da comunidade se dará de três formas. Parte dos recursos arrecadados com a exploração da floresta será repassada à prefeitura do município onde se encontra a floresta pública. O uso dessa verba deverá ser aprovado pelo Conselho Municipal de Meio Ambiente, do qual participa a sociedade local.
A segunda forma de participação consiste na definição de áreas de uso exclusivo para a comunidade e de produtos a serem trabalhados de forma conjunta. A terceira maneira são incentivos para projetos conjuntos com participação direta da comunidade, como o fornecimento de madeira para a geração de energia local. “Quando a empresa faz isso, recebe um desconto de até 90% no preço que paga pelos produtos”, destaca Tasso.
As três empresas vencedoras da licitação deverão conservar a área e poderão explorar produtos florestais como madeira, óleos, sementes e resinas, desde que use técnicas de manejo sustentável. Os vencedores poderão ainda oferecer serviços como ecoturismo e atividades esportivas nas áreas de floresta pública. A expectativa do SFB é de que os contratos sejam assinados em março.
Fonte: Amazônia.Org
Notícias em destaque
Pesquisa busca adaptar pinus às mudanças climáticas e aumentar a produtividade
Embrapa Florestas desenvolve desde 2021 estudo para identificar materiais genéticos mais adaptados às transformações...
(TECNOLOGIA)
Mercado de madeira tratada deve crescer 6,7 por cento ao ano até 2030, segundo pesquisa
O mercado mundial de madeira tratada deve crescer, em média, 6,7% ao ano até 2030, segundo projeção da Grand View...
(MADEIRA E PRODUTOS)
Suzano abre oportunidades de emprego em Bataguassu, Ribas do Rio Pardo e Três Lagoas (MS)
Oportunidades abrangem áreas florestal, manutenção, logística, administrativa e operacional, com...
(GERAL)
Suzano bate recorde em Santos e embarca 39,1 mil t de celulose em 24h
Volume, que seguiu em dois navios para a Europa, equivale a 407 vagões de trens de carga
A Suzano embarcou 39,1 mil toneladas de...
(LOGÍSTICA)
Em cenário desafiador, setor brasileiro de árvores cultivadas exporta US$ 3,6 bilhões no primeiro trimestre de 2026
Boletim Mosaico, produzido pela Ibá, traz os resultados da indústria no período; China segue como principal destino dos...
(MERCADO)
Equipamentos para plantio florestal na operação
A janela de plantio tem impacto direto sobre o custo de formação da floresta. Quando a equipe entra em campo com solo mal preparado,...
(MÁQUINAS E EQUIPAMENTOS)














