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Notícias
17
nov
2007
(MADEIRA E PRODUTOS)
Setor, em Portugal, quer apoios à importação de matéria-prima
Os industriais do setor da madeira vão pedir apoio ao Governo português para poderem importar matéria-prima, como forma de garantir a sua continuidade, disse hoje em Imarães o presidente da AIMMP, Associação das Indústrias de Madeira e Mobiliário de Portugal.
Fernando Rolin adiantou que a escassez de madeira em Portugal vai obrigar os industriais do ramo, quer do mobiliário, das serrações ou do fabricação de painéis, a recorrer à importação como forma de estabilizar os preços e poderem competir no mercado global.
O industrial falava em conferência de imprensa no final da Assembléia Geral da CEI-Bois, a confederação europeia de associações do setor, e em que participaram o secretário de Estado da Indústria, Castro Guerra e o presidente do organismo, Mikael Eliasson.
Fernando Rolin referiu que a importação de madeira de países como os escandinavos, onde existe em excesso, implica elevados custos de transporte, que não podem ser suportados na íntegra pelo setor.
Adiantou, por isso, que vai solicitar ao Governo o estudo de medidas que possam subsidiar o transporte da madeira», sublinhando que, estão em causa dezenas de empresas do setor, com um papel relevante em toda a fileira florestal.
Em resposta à questão levantada pelo presidente da AIMMP, o governante limitou-se a recordar que o setor irá dispor a partir de quinta-feira dos instrumentos de apoio ao investimento do novo QREN, avisando, porém, que privilegiam a inovação e a requalificação dos recursos humanos.
"A concorrência no mercado global está aí e é salutar para as empresas e para a economia", sublinhou.
Na intervenção que havia feito na sessão de encerramento da reunião, o Secretário de Estado havia frisou que «em economia de mercado, o sistema de preços é o melhor mecanismo para afetar um recurso de utilizações múltiplas aos usos alternativos associados aos padrões de procura das várias indústrias consumidoras».
"Políticas públicas voluntaristas, que interfiram diretamente nos preços da madeira ou, indiretamente, nos preços dos bens e serviços que a utilizem podem ser geradoras de ineficiências na alocação da madeira aos melhores usos alternativos", sustentou.
À margem da conversa com os jornalistas, os dirigentes da AIMMP manifestaram-se descontentes com a incompreensão do Governo, sublinhando que não querem subsídio a fundo perdido, mas, por exemplo, que o Governo avalize operações financeiras de importação.
"As empresas não têm capacidade para importações de vários milhões de euros, pelo que precisam do aval do Estado", acentuam.
Os industriais avisam que, "se assim não for, haverá muitas mais empresas a fechar, com os conseqüentes custos sociais e para o próprio Orçamento de Estado".
Consideram, por outro lado, haver um "tratamento desigual" face às grandes empresas, lembrando o caso do aval dado à Portucel, de 900 milhões de euros para a compra de equipamento.
"Se há para os grandes, porque é que não há para os pequenos?”, interrogam-se.
Os industriais lamentam ainda que não haja uma verdadeira política integrada para o sector, frisando que há cada vez menos floresta em Portugal devido aos incêndios.
"Dizem-nos agora que a área ardida diminuiu, mas, a verdade é que os pinheiros nascidos há cinco anos, depois dos grandes incêndios da década, voltam agora a arder, ainda pequenos", apontam.
Segundo Fernando Rolin, o setor industrial das madeiras envolve 7.500 empresas, com 77 mil trabalhadores, sendo responsável por 5,6% do PIB e por 11,6% das exportações.
Fernando Rolin adiantou que a escassez de madeira em Portugal vai obrigar os industriais do ramo, quer do mobiliário, das serrações ou do fabricação de painéis, a recorrer à importação como forma de estabilizar os preços e poderem competir no mercado global.
O industrial falava em conferência de imprensa no final da Assembléia Geral da CEI-Bois, a confederação europeia de associações do setor, e em que participaram o secretário de Estado da Indústria, Castro Guerra e o presidente do organismo, Mikael Eliasson.
Fernando Rolin referiu que a importação de madeira de países como os escandinavos, onde existe em excesso, implica elevados custos de transporte, que não podem ser suportados na íntegra pelo setor.
Adiantou, por isso, que vai solicitar ao Governo o estudo de medidas que possam subsidiar o transporte da madeira», sublinhando que, estão em causa dezenas de empresas do setor, com um papel relevante em toda a fileira florestal.
Em resposta à questão levantada pelo presidente da AIMMP, o governante limitou-se a recordar que o setor irá dispor a partir de quinta-feira dos instrumentos de apoio ao investimento do novo QREN, avisando, porém, que privilegiam a inovação e a requalificação dos recursos humanos.
"A concorrência no mercado global está aí e é salutar para as empresas e para a economia", sublinhou.
Na intervenção que havia feito na sessão de encerramento da reunião, o Secretário de Estado havia frisou que «em economia de mercado, o sistema de preços é o melhor mecanismo para afetar um recurso de utilizações múltiplas aos usos alternativos associados aos padrões de procura das várias indústrias consumidoras».
"Políticas públicas voluntaristas, que interfiram diretamente nos preços da madeira ou, indiretamente, nos preços dos bens e serviços que a utilizem podem ser geradoras de ineficiências na alocação da madeira aos melhores usos alternativos", sustentou.
À margem da conversa com os jornalistas, os dirigentes da AIMMP manifestaram-se descontentes com a incompreensão do Governo, sublinhando que não querem subsídio a fundo perdido, mas, por exemplo, que o Governo avalize operações financeiras de importação.
"As empresas não têm capacidade para importações de vários milhões de euros, pelo que precisam do aval do Estado", acentuam.
Os industriais avisam que, "se assim não for, haverá muitas mais empresas a fechar, com os conseqüentes custos sociais e para o próprio Orçamento de Estado".
Consideram, por outro lado, haver um "tratamento desigual" face às grandes empresas, lembrando o caso do aval dado à Portucel, de 900 milhões de euros para a compra de equipamento.
"Se há para os grandes, porque é que não há para os pequenos?”, interrogam-se.
Os industriais lamentam ainda que não haja uma verdadeira política integrada para o sector, frisando que há cada vez menos floresta em Portugal devido aos incêndios.
"Dizem-nos agora que a área ardida diminuiu, mas, a verdade é que os pinheiros nascidos há cinco anos, depois dos grandes incêndios da década, voltam agora a arder, ainda pequenos", apontam.
Segundo Fernando Rolin, o setor industrial das madeiras envolve 7.500 empresas, com 77 mil trabalhadores, sendo responsável por 5,6% do PIB e por 11,6% das exportações.
Fonte: Dinheiro Digital
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