Voltar
Notícias
09
nov
2007
(MADEIRA E PRODUTOS)
São Paulo contra madeira ilegal
O pacto proposto por diversas ONGs, entre as quais o Greenpeace, para zerar o desmatamento na Amazônia, em sete anos, ganhou um reforço de peso. O governador de São Paulo, José Serra, e o prefeito da capital, Gilberto Kassab, aderiram à proposta em ato político realizado no Parque Villa Lobos pela governança da Amazônia, subindo no caminhão preparado pelo Greenpeace para a exposição itinerante "Aquecimento Global: Apague Essa Idéia".
O Brasil é o quarto maior poluidor do clima mundial graças às queimadas e ao desmatamento da Amazônia.
“O Greenpeace foi impedido de trazer uma castanheira que foi derrubada a troco de nada. Estamos tornando o futuro uma vítima do presente, em troca de praticamente nada. Podem contar com minha solidariedade, agora e no futuro, onde quer que eu esteja", afirmou Serra durante a cerimônia.
A castanheira de 13 metros coletada pelo Greenpeace na Amazônia para participar da exposição itinerante foi confiscada por madeireiros na cidade de Castelo dos Sonhos (PA). Ativistas do Greenpeace ficaram sob cárcere privado por mais de 40 horas. O Greenpeace tinha autorização do Ibama para coletar e transportar a árvore, mas ela foi retirada pelo órgão depois dele ser pressionado pelos madeireiros.
As intenções do governo de São Paulo não ficam apenas nas palavras. A Operação Primavera, realizada nas estradas que cortam o Estado, apreendeu mais de 300 toneladas de madeira nativa que saiu ilegalmente da Amazônia. A operação vem sendo realizada também em outras cidades do Estado.
"Estamos cercando a entrada de madeira ilegal em São Paulo como contribuição à conservação da Amazônia", afirmou Xico Graziano, secretário de Meio Ambiente do Estado de São Paulo. O prefeito Gilberto Kassab anunciou sua solidariedade ao movimento e lamentou a ausência da árvore.
"A ausência dessa árvore fala mais alto do que sua presença porque significa a prova da falta de governança na Amazônia", afirmou Paulo Adário, coordenador da campanha de Amazônia do Greenpeace. "Com seu peso político e econômico, São Paulo pode dar uma grande contribuição à preservação da Floresta Amazônica", disse Adário, que considerou a presença das autoridades paulistas no evento como "um estímulo ao Pacto pelo Fim do Desmatamento e um claro sinal da necessidade de maior governança na floresta".
Cidade Amiga da Amazônia
São Paulo foi o primeiro estado brasileiro a aderir, em 206, ao programa Cidade Amiga da Amazônia, do Greenpeace, que visa banir madeira ilegal e predatória do consumo público. Para mostrar o compromisso do Estado com a proteção da Amazônia, José Serra divulgou medidas recentes adotadas pelo seu governo para coibir a comercialização de madeira ilegal no território estadual, o maior consumidor de madeira da região amazônica.
“O conjunto de ações apresentadas hoje e as políticas de clima atualmente em discussão sinalizam que o estado de São Paulo e sua capital estão no caminho certo para combater o aquecimento global", disse Marcelo Furtado, diretor de campanhas do Greenpeace. "A Amazônia exerce grande influência no clima de São Paulo, protegê-la também significa qualidade de vida aos paulistas", concluiu Furtado.
O Brasil é o quarto maior poluidor do clima mundial graças às queimadas e ao desmatamento da Amazônia.
“O Greenpeace foi impedido de trazer uma castanheira que foi derrubada a troco de nada. Estamos tornando o futuro uma vítima do presente, em troca de praticamente nada. Podem contar com minha solidariedade, agora e no futuro, onde quer que eu esteja", afirmou Serra durante a cerimônia.
A castanheira de 13 metros coletada pelo Greenpeace na Amazônia para participar da exposição itinerante foi confiscada por madeireiros na cidade de Castelo dos Sonhos (PA). Ativistas do Greenpeace ficaram sob cárcere privado por mais de 40 horas. O Greenpeace tinha autorização do Ibama para coletar e transportar a árvore, mas ela foi retirada pelo órgão depois dele ser pressionado pelos madeireiros.
As intenções do governo de São Paulo não ficam apenas nas palavras. A Operação Primavera, realizada nas estradas que cortam o Estado, apreendeu mais de 300 toneladas de madeira nativa que saiu ilegalmente da Amazônia. A operação vem sendo realizada também em outras cidades do Estado.
"Estamos cercando a entrada de madeira ilegal em São Paulo como contribuição à conservação da Amazônia", afirmou Xico Graziano, secretário de Meio Ambiente do Estado de São Paulo. O prefeito Gilberto Kassab anunciou sua solidariedade ao movimento e lamentou a ausência da árvore.
"A ausência dessa árvore fala mais alto do que sua presença porque significa a prova da falta de governança na Amazônia", afirmou Paulo Adário, coordenador da campanha de Amazônia do Greenpeace. "Com seu peso político e econômico, São Paulo pode dar uma grande contribuição à preservação da Floresta Amazônica", disse Adário, que considerou a presença das autoridades paulistas no evento como "um estímulo ao Pacto pelo Fim do Desmatamento e um claro sinal da necessidade de maior governança na floresta".
Cidade Amiga da Amazônia
São Paulo foi o primeiro estado brasileiro a aderir, em 206, ao programa Cidade Amiga da Amazônia, do Greenpeace, que visa banir madeira ilegal e predatória do consumo público. Para mostrar o compromisso do Estado com a proteção da Amazônia, José Serra divulgou medidas recentes adotadas pelo seu governo para coibir a comercialização de madeira ilegal no território estadual, o maior consumidor de madeira da região amazônica.
“O conjunto de ações apresentadas hoje e as políticas de clima atualmente em discussão sinalizam que o estado de São Paulo e sua capital estão no caminho certo para combater o aquecimento global", disse Marcelo Furtado, diretor de campanhas do Greenpeace. "A Amazônia exerce grande influência no clima de São Paulo, protegê-la também significa qualidade de vida aos paulistas", concluiu Furtado.
Fonte: Greenpeace
Notícias em destaque
Vale a pena plantar pinus? Veja a conta do negócio
A pergunta “vale a pena plantar pinus?” não se responde apenas com o preço atual da madeira em pé. Pinus é...
(MADEIRA E PRODUTOS)
Celulose se consolida como nova locomotiva da indústria do Mato Grosso do Sul
Em pouco mais de uma década, a indústria da celulose transformou o perfil da economia de Mato Grosso do Sul e se consolidou como um...
(PAPEL E CELULOSE)
Eucalipto garante produção florestal recorde de R$ 47,9 bi, aponta IBGE
A produção florestal brasileira alcançou R$ 47,9 bilhões em 2025, maior valor registrado pela série...
(MADEIRA E PRODUTOS)
No setor de papel e celulose, inovações aumentam produtividade e ajudam empresas a se adaptar às novas condições climáticas
A redução de cerca de 180 milímetros no índice anual de chuvas ao longo dos últimos anos, com perda de...
(MEIO AMBIENTE)
PM acha área de desmatamento irregular e apreende mais de 100 toras de madeira
PM acha área de desmatamento irregular e apreende mais de 100 toras de madeiraA equipe do Batalhão de Polícia Militar de...
(GERAL)
Setor florestal pode transformar potencial do mercado de carbono no Brasil
As florestas destinadas à restauração podem reter 9,6 milhões de toneladas de carbono por ano no Brasil, com potencial...
(SETOR FLORESTAL)














