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Notícias
09
nov
2007
(CARBONO)
ONU alerta que mercado de carbono pode entrar em colapso
O emergente mercado global de carbono recebeu um golpe duplo após um alerta da ONU dizendo que o setor pode entrar em colapso se não houver progresso na conferência de Bali no mês que vem e um dos maiores desenvolvedores de projetos de carbono reduzir em um quinto sua gama de produtos.
Ao falar durante o Carbon Fórum Ásia, o oficial de mudanças climáticas da ONU, Yvo de Boer, alertou que sem um acordo internacional pós-2012 para substituir o Protocolo de Kyoto, o mercado de carbono "pode desaparecer mais rápido do que apareceu”.
Ele adicionou que o progresso durante a conferência é essencial para o estabelecimento de um acordo até 2012, insistindo que no mínimo as negociações precisam ser lançadas formalmente e uma agenda precisa ser estabelecida.
O diretor de análise de mercado de carbono da Point Carbon, Trevor Sikorski, concordou que sem um progresso real existe o risco de o crescente mercado, estimado em $60 bilhões este ano, entrar em colapso após 2012.
"A Europa declarou que seu EU ETS (esquema de comércio de emissões) irá continuar sem um acordo pós-Kyoto, mas sem um acordo teremos uma redução massiva de interesse no mercado," disse ele.
O alerta de De Boer aparece junto a revelação da Ecosecurities de que existe um gargalo no processo de entrega de créditos do Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL), uma vez que a empresa não conseguirá gerar a quantidade de RCEs (Redução Certificada de Emissões) originalmente prevista.
As ações da Ecosecurities caíram 47% assim que a empresa alertou que as vendas e ganhos anuais seriam menor que o esperado.
O chefe-executivo da empresa, Bruce Usher, disse que o processo de registro e expedição dos créditos no MDL está mais lento, o que está impactando o fluxo de novos créditos de carbono no mercado. "Estamos procurando mitigar o impacto desses atrasos sempre que possível, por exemplo, ao vender créditos não registrados no mercado voluntário", afirmou.
A empresa também disse que irá expressar suas preocupações em relação ao processo de aprovação do MDL via governos nacionais, fóruns industriais e durante a conferência de Bali.
Entretanto, Sikorski fez um alerta: enquanto não forem feitas algumas melhorias no processo de acreditação, as empresas que dirigem projetos de redução de carbono talvez tenham que se acostumar a lentidão do processo de certificação, se desejarem a aprovação do MDL.
"O comitê executivo (para acreditação de projetos de MDL) está lidando com um amplo espectro de diferentes projetos e precisa ser muito rígido, pois se apenas alguns projetos fracos fossem aprovados, isso minaria todo o mercado. Isto significa que o processo será inerentemente lento", explicou Sikorski.
Ao falar durante o Carbon Fórum Ásia, o oficial de mudanças climáticas da ONU, Yvo de Boer, alertou que sem um acordo internacional pós-2012 para substituir o Protocolo de Kyoto, o mercado de carbono "pode desaparecer mais rápido do que apareceu”.
Ele adicionou que o progresso durante a conferência é essencial para o estabelecimento de um acordo até 2012, insistindo que no mínimo as negociações precisam ser lançadas formalmente e uma agenda precisa ser estabelecida.
O diretor de análise de mercado de carbono da Point Carbon, Trevor Sikorski, concordou que sem um progresso real existe o risco de o crescente mercado, estimado em $60 bilhões este ano, entrar em colapso após 2012.
"A Europa declarou que seu EU ETS (esquema de comércio de emissões) irá continuar sem um acordo pós-Kyoto, mas sem um acordo teremos uma redução massiva de interesse no mercado," disse ele.
O alerta de De Boer aparece junto a revelação da Ecosecurities de que existe um gargalo no processo de entrega de créditos do Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL), uma vez que a empresa não conseguirá gerar a quantidade de RCEs (Redução Certificada de Emissões) originalmente prevista.
As ações da Ecosecurities caíram 47% assim que a empresa alertou que as vendas e ganhos anuais seriam menor que o esperado.
O chefe-executivo da empresa, Bruce Usher, disse que o processo de registro e expedição dos créditos no MDL está mais lento, o que está impactando o fluxo de novos créditos de carbono no mercado. "Estamos procurando mitigar o impacto desses atrasos sempre que possível, por exemplo, ao vender créditos não registrados no mercado voluntário", afirmou.
A empresa também disse que irá expressar suas preocupações em relação ao processo de aprovação do MDL via governos nacionais, fóruns industriais e durante a conferência de Bali.
Entretanto, Sikorski fez um alerta: enquanto não forem feitas algumas melhorias no processo de acreditação, as empresas que dirigem projetos de redução de carbono talvez tenham que se acostumar a lentidão do processo de certificação, se desejarem a aprovação do MDL.
"O comitê executivo (para acreditação de projetos de MDL) está lidando com um amplo espectro de diferentes projetos e precisa ser muito rígido, pois se apenas alguns projetos fracos fossem aprovados, isso minaria todo o mercado. Isto significa que o processo será inerentemente lento", explicou Sikorski.
Fonte: BusinessGreen
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