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Notícias
05
nov
2007
(MEIO AMBIENTE)
Construção de ferrovia é alternativa para o desenvolvimento da Amazônia
Os participantes da mesa-redonda? Recuperação da BR-319 x Ferrovia - Um debate sócio-ambiental necessário e urgente? Que aconteceu na última segunda-feira (29), no Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), foram unânimes em dizer que a construção de uma ferrovia é alternativa para o desenvolvimento da Amazônia.
Melhorias
Além de praticamente inviabilizar a ocupação desordenada das áreas do entorno do trecho a ser construído, evita o desmatamento de grandes áreas de floresta, conseqüentemente, diminui a emissão de gases do efeito estufa para a atmosfera. Apesar do visível benefício da ferrovia, os membros levantaram uma questão: não há estudos relacionados ao assunto e é algo que precisa ser feito.
A mesa-redonda, que foi organizada pela Coordenação de Extensão (Coxt/Inpa) e pela Associação dos Pesquisadores (Aspi), contou com a participação do secretário de Estado do Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável do Amazonas (SDS), Virgílio Viana, do cientista Philip Fearnside, da Coordenação de Pesquisas em Ecologia (CPEC/Inpa), de Marcos Mariani, representante da ONG Preserva Amazônia, e do representante do Fundo de Estratégia e Conservação (CSF, sigla em inglês), Leonardo C. Fleck.
Menos impacto
Mariani disse que o bom exemplo para a Amazônia é a estrada de ferro que faz o percurso entre Curitiba e o porto de Paranaguá, no Paraná, construída em 1860. A ferrovia transporta, até hoje, 30% da mercadoria que chega ao porto, as pessoas que utilizam o trem, além de causar menos impactos ao meio ambiente. ?É visível que a utilização de ferrovias é a alternativa mais viável. Elas podem ser uma opção para o Plano de Aceleração do Crescimento (PAC), enfatizou.
Mobilização
Segundo o secretário da SDS, Virgílio Viana, a reconstrução da estrada não é um fato consumado, apesar de ser algo difícil de ser revertido. Mas depende da mobilização da sociedade. ?O governo do Estado está aberto às discussões sobre alternativas. Por isso, é preciso apresentar propostas. O processo envolve componentes científicos, tecnológicos, econômicos e políticos. Talvez o político seja o mais forte. Contudo, a maior arma são os dados sobre os prós e contra da construção da rodovia. É preciso aproveitar o momento? afirmou Viana.
Porto Velho e Manaus
O cientista Fearnside, em sua apresentação: ?Considerações sobre a proposta de uma ferrovia entre Porto Velho e Manaus? Disse que a rodovia ligaria Manaus ao arco do desmatamento, onde são comuns invasões de terras, grilagem e mortes. Ele alertou que os problemas poderiam se espalhar para outros locais da Amazônia, bem como a migração. E citou o caso da estrada de Ferro Carajás, que faz o percurso entre Maranhão e Pará. ?A ferrovia causou vários danos ao meio ambiente no centro do Pará. Contudo, entre a rodovia e a estrada de ferro o melhor é a ferrovia?, ressaltou.
Migração
Em relação à migração para Manaus, Fearnside lembrou que estão planejadas construções de hidrelétricas no rio Madeira. A obra vai exigir cerca de 20 mil trabalhadores, os quais serão demitidos no final da obra, em 2012. ?Eles não vão querer ficar desempregados em Porto Velho. A primeira opção será Manaus. Isso porque a cidade é uma das mais ricas do país. Fica em terceiro lugar no rank nacional. Tem o dobro da renda per capta de Rondônia e quatro vezes a do Maranhão? informou.
Melhorias
Além de praticamente inviabilizar a ocupação desordenada das áreas do entorno do trecho a ser construído, evita o desmatamento de grandes áreas de floresta, conseqüentemente, diminui a emissão de gases do efeito estufa para a atmosfera. Apesar do visível benefício da ferrovia, os membros levantaram uma questão: não há estudos relacionados ao assunto e é algo que precisa ser feito.
A mesa-redonda, que foi organizada pela Coordenação de Extensão (Coxt/Inpa) e pela Associação dos Pesquisadores (Aspi), contou com a participação do secretário de Estado do Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável do Amazonas (SDS), Virgílio Viana, do cientista Philip Fearnside, da Coordenação de Pesquisas em Ecologia (CPEC/Inpa), de Marcos Mariani, representante da ONG Preserva Amazônia, e do representante do Fundo de Estratégia e Conservação (CSF, sigla em inglês), Leonardo C. Fleck.
Menos impacto
Mariani disse que o bom exemplo para a Amazônia é a estrada de ferro que faz o percurso entre Curitiba e o porto de Paranaguá, no Paraná, construída em 1860. A ferrovia transporta, até hoje, 30% da mercadoria que chega ao porto, as pessoas que utilizam o trem, além de causar menos impactos ao meio ambiente. ?É visível que a utilização de ferrovias é a alternativa mais viável. Elas podem ser uma opção para o Plano de Aceleração do Crescimento (PAC), enfatizou.
Mobilização
Segundo o secretário da SDS, Virgílio Viana, a reconstrução da estrada não é um fato consumado, apesar de ser algo difícil de ser revertido. Mas depende da mobilização da sociedade. ?O governo do Estado está aberto às discussões sobre alternativas. Por isso, é preciso apresentar propostas. O processo envolve componentes científicos, tecnológicos, econômicos e políticos. Talvez o político seja o mais forte. Contudo, a maior arma são os dados sobre os prós e contra da construção da rodovia. É preciso aproveitar o momento? afirmou Viana.
Porto Velho e Manaus
O cientista Fearnside, em sua apresentação: ?Considerações sobre a proposta de uma ferrovia entre Porto Velho e Manaus? Disse que a rodovia ligaria Manaus ao arco do desmatamento, onde são comuns invasões de terras, grilagem e mortes. Ele alertou que os problemas poderiam se espalhar para outros locais da Amazônia, bem como a migração. E citou o caso da estrada de Ferro Carajás, que faz o percurso entre Maranhão e Pará. ?A ferrovia causou vários danos ao meio ambiente no centro do Pará. Contudo, entre a rodovia e a estrada de ferro o melhor é a ferrovia?, ressaltou.
Migração
Em relação à migração para Manaus, Fearnside lembrou que estão planejadas construções de hidrelétricas no rio Madeira. A obra vai exigir cerca de 20 mil trabalhadores, os quais serão demitidos no final da obra, em 2012. ?Eles não vão querer ficar desempregados em Porto Velho. A primeira opção será Manaus. Isso porque a cidade é uma das mais ricas do país. Fica em terceiro lugar no rank nacional. Tem o dobro da renda per capta de Rondônia e quatro vezes a do Maranhão? informou.
Fonte: Portal Amazônia
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