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Notícias
26
out
2007
(MEIO AMBIENTE)
Governo é contrário à expansão da cana-de-açúcar na Amazônia
A ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, afirmou que o governo brasileiro é contrário à expansão do cultivo de cana-de-açúcar na região amazônica. De acordo ela, a produção do vegetal, que vem sendo incrementada para a produção de álcool, não pode avançar às custas de prejuízos ambientais.
“Existe uma determinação do governo de que não haverá nenhum incentivo para o plantio de cana na Amazônia. O ministro da Agricultura está fazendo um zoneamento agrícola e o ministério do Meio Ambiente está aportando uma série de informações para isso, porque os biocombustíveis brasileiros não podem ser produzidos a custa de problemas ambientais e nem de problemas sociais. Se eles querem ter alguma viabilidade, algum futuro, não podem sequer pensar em se expandir para a Amazônia” disse.
A ministra informou ainda que irá se reunir nesta sexta-feira (26) com os ministros da Defesa, Nelson Jobim, da Justiça, Tarso Genro, e do Desenvolvimento Agrário, Guilherme Cassel, para dar continuidade a ações conjuntas que vem sendo realizadas com o emprego da Polícia Federal, Exército, do Ibama - Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recurosos Naturais Renováveis, e de um destacamento da Força Nacional de Segurança, que acompanham questões ambientais.
Ao falar com a imprensa, Marina Silva também contestou críticas de ambientalistas de que a redução de 25% do desmatamento na Amazônia anunciada esse ano pelo governo seja resultado da redução do preço da soja no mercado internacional e de que o quadro voltará a piorar quando houver alteração nesse mercado.
“Nós levamos em consideração essas variáveis desde o início do Plano de Combate ao Desmatamento. Eu discordo da visão que atribui a queda de 65% do desmatamento (nos últimos três anos) apenas ao preço das commodities. Nos últimos três anos foram aplicados R$ 3 bilhões em multas, presas 675 pessoas entre elas, 120 servidores do Ibama, foram desconstituídas 1500 empresas, embargadas 66 mil propriedades de grilagem, apreendidas centenas de caminhões, tratores, moto-serra, além de 22 operações de inteligência com a Polícia Federal e 400 operações do Ibama. Então se alguém quiser dizer que tudo isso que aconteceu não significou nada na taxa de desmatamento eu tenho uma discordância”.
Marina Silva participou hoje do encontro do Painel Intergovernamental sobre Mudança do Clima (IPCC em inglês), que avalia conclusões sobre mudanças climáticas no Brasil.
“Existe uma determinação do governo de que não haverá nenhum incentivo para o plantio de cana na Amazônia. O ministro da Agricultura está fazendo um zoneamento agrícola e o ministério do Meio Ambiente está aportando uma série de informações para isso, porque os biocombustíveis brasileiros não podem ser produzidos a custa de problemas ambientais e nem de problemas sociais. Se eles querem ter alguma viabilidade, algum futuro, não podem sequer pensar em se expandir para a Amazônia” disse.
A ministra informou ainda que irá se reunir nesta sexta-feira (26) com os ministros da Defesa, Nelson Jobim, da Justiça, Tarso Genro, e do Desenvolvimento Agrário, Guilherme Cassel, para dar continuidade a ações conjuntas que vem sendo realizadas com o emprego da Polícia Federal, Exército, do Ibama - Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recurosos Naturais Renováveis, e de um destacamento da Força Nacional de Segurança, que acompanham questões ambientais.
Ao falar com a imprensa, Marina Silva também contestou críticas de ambientalistas de que a redução de 25% do desmatamento na Amazônia anunciada esse ano pelo governo seja resultado da redução do preço da soja no mercado internacional e de que o quadro voltará a piorar quando houver alteração nesse mercado.
“Nós levamos em consideração essas variáveis desde o início do Plano de Combate ao Desmatamento. Eu discordo da visão que atribui a queda de 65% do desmatamento (nos últimos três anos) apenas ao preço das commodities. Nos últimos três anos foram aplicados R$ 3 bilhões em multas, presas 675 pessoas entre elas, 120 servidores do Ibama, foram desconstituídas 1500 empresas, embargadas 66 mil propriedades de grilagem, apreendidas centenas de caminhões, tratores, moto-serra, além de 22 operações de inteligência com a Polícia Federal e 400 operações do Ibama. Então se alguém quiser dizer que tudo isso que aconteceu não significou nada na taxa de desmatamento eu tenho uma discordância”.
Marina Silva participou hoje do encontro do Painel Intergovernamental sobre Mudança do Clima (IPCC em inglês), que avalia conclusões sobre mudanças climáticas no Brasil.
Fonte: Agência Brasil
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