Voltar
Notícias
20
out
2007
(MEIO AMBIENTE)
CNA defende revisão das reservas legais de floresta na Amazônia
Ao mesmo tempo em que condena o desmatamento ilegal na Amazônia, a CNA - Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil considera um exagero a reserva legal de 80% da área florestal em propriedades privadas da região e defende a revisão do índice. Esse posicionamento foi manifestado pelo presidente da Comissão de Meio Ambiente da entidade, Assuero Veronez.
“A CNA discute a questão em instâncias apropriadas, no Legislativo e no Judiciário, mas não apóia quem age em desacordo com a Lei. Cabe ao governo punir quem estiver nesta situação”, afirmou nesta quarta-feira (17) Veronez, em entrevista à Agência Brasil.
O dirigente da CNA também rebateu a tese do Imazon - Instituto do Homem e do Meio Ambiente na Amazônia, que aponta a pecuária como principal responsável pela devastação da floresta e defende a restrição de crédito para quem desmata.
“Ninguém contribui mais para o meio ambiente do que o produtor da Amazônia. Ele já pode usar apenas 20% de suas terras e seria injusto tentar impedi-lo de optar pela atividade mais conveniente do ponto de vista econômico”, disse Veronez.
O presidente da Comissão de Meio Ambiente da CNA avaliou, entretanto, que um grande percentual de desmatamento ilegal na Amazônia é causado por pequenos produtores rurais. São aproximadamente 800 mil proprietários, segundo Veronez, que se vêem sem alternativas para aumentar a produtividade de suas áreas e assegurar o sustento.
“É uma questão de sobrevivência que deve despertar maior atenção das autoridades. O Poder Público precisa incentivar alternativas econômicas na região, com a incorporação de tecnologias”, ponderou.
O sistema de monitoramento do governo federal registrou aumento de 107% dos índices de desmatamento na região amazônica, no estado do Mato Grosso, entre junho e setembro, em comparação com o mesmo período do ano passado. No mesmo período, a prática ilegal também cresceu em Rondônia e no Acre. O secretário executivo do Ministério do Meio Ambiente, João Paulo Capobianco, informou que um plano emergencial para coibir o avanço da devastação está sendo colocado em prática pelo governo.
No dia 3, foi lançado em reunião da Câmara dos Deputados o Pacto Nacional pela Valorização da Floresta e pelo Fim do Desmatamento na Amazônia Brasileira. A iniciativa partiu de nove organizações não-governamentais. A meta é reduzir o desmatamento florestal até atingir a conservação total da floresta amazônica e recuperar as áreas florestais já devastadas. A CNA disse não ter sido convidada a assinar o pacto, mas apontou vertentes positivas no documento em relação à remuneração de atividades produtivas na floresta.
“Para acabar com o desmatamento na Amazônia, não basta boas intenções. Tem que ter política pública coerente, que estabeleça incentivos econômicos para quem mantém a floresta de pé”, concluiu Assuero Veronez.
“A CNA discute a questão em instâncias apropriadas, no Legislativo e no Judiciário, mas não apóia quem age em desacordo com a Lei. Cabe ao governo punir quem estiver nesta situação”, afirmou nesta quarta-feira (17) Veronez, em entrevista à Agência Brasil.
O dirigente da CNA também rebateu a tese do Imazon - Instituto do Homem e do Meio Ambiente na Amazônia, que aponta a pecuária como principal responsável pela devastação da floresta e defende a restrição de crédito para quem desmata.
“Ninguém contribui mais para o meio ambiente do que o produtor da Amazônia. Ele já pode usar apenas 20% de suas terras e seria injusto tentar impedi-lo de optar pela atividade mais conveniente do ponto de vista econômico”, disse Veronez.
O presidente da Comissão de Meio Ambiente da CNA avaliou, entretanto, que um grande percentual de desmatamento ilegal na Amazônia é causado por pequenos produtores rurais. São aproximadamente 800 mil proprietários, segundo Veronez, que se vêem sem alternativas para aumentar a produtividade de suas áreas e assegurar o sustento.
“É uma questão de sobrevivência que deve despertar maior atenção das autoridades. O Poder Público precisa incentivar alternativas econômicas na região, com a incorporação de tecnologias”, ponderou.
O sistema de monitoramento do governo federal registrou aumento de 107% dos índices de desmatamento na região amazônica, no estado do Mato Grosso, entre junho e setembro, em comparação com o mesmo período do ano passado. No mesmo período, a prática ilegal também cresceu em Rondônia e no Acre. O secretário executivo do Ministério do Meio Ambiente, João Paulo Capobianco, informou que um plano emergencial para coibir o avanço da devastação está sendo colocado em prática pelo governo.
No dia 3, foi lançado em reunião da Câmara dos Deputados o Pacto Nacional pela Valorização da Floresta e pelo Fim do Desmatamento na Amazônia Brasileira. A iniciativa partiu de nove organizações não-governamentais. A meta é reduzir o desmatamento florestal até atingir a conservação total da floresta amazônica e recuperar as áreas florestais já devastadas. A CNA disse não ter sido convidada a assinar o pacto, mas apontou vertentes positivas no documento em relação à remuneração de atividades produtivas na floresta.
“Para acabar com o desmatamento na Amazônia, não basta boas intenções. Tem que ter política pública coerente, que estabeleça incentivos econômicos para quem mantém a floresta de pé”, concluiu Assuero Veronez.
Fonte: Agência Brasil
Notícias em destaque
Por que oliveiras centenárias com mais de 200 anos e avaliadas em até R$ 100 mil viraram alvo de contrabando
Por que oliveiras centenárias com mais de 200 anos e avaliadas em até R$ 100 mil viraram alvo de contrabando entre Argentina e...
(GERAL)
Avanços tecnológicos ajudam a indústria de celulose a reduzir paradas e aumentar a eficiência
Novos desenvolvimentos da Voith, como o feltro com dupla emenda Infinity ToughLine 6S e o revestimento de rolos CellPress, ajudam fabricantes a...
(TECNOLOGIA)
No Fire Brasil 2026 fortalece debate sobre prevenção de incêndios florestais
O congresso No Fire Brasil chega à edição de 2026 consolidado como um dos principais fóruns de debate sobre...
(EVENTOS)
Mangue-maçã: saiba mais sobre a árvore invasora da Ásia e que ameaça os manguezais brasileiros
Fundação Florestal e Ibama trabalham para erradicar o mangue-maçã do Brasil. Até o momento, mais de 700...
(GERAL)
Indústria de móveis amplia produção, mas enfrenta demanda retraída
No primeiro olhar, janeiro trouxe algum alívio para a indústria brasileira de móveis e colchões. A...
(MERCADO)
“Terra preta da Amazônia” aumenta diâmetro de árvores em 88 por cento
Pequenas quantidades da “terra preta da Amazônia” no solo garantem árvores com crescimento maior em altura e...
(SILVICULTURA)














