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Notícias
20
out
2007
(ECONOMIA)
Produto feito de plástico reciclado substitui o compensado de madeira em fibras metálicas
Fortaleza cresce em ritmo acelerado e o avanço da cidade como grande metrópole vai se percebendo, cada vez mais intensamente, no movimento de verticalização em que se insere. Com isso, um dos setores da economia que mais se beneficia é o da construção civil, que, para garantir o desenvolvimento da capital, procura investir em inovações tecnológicas de engenharia de estruturas. Soluções inteligentes e que, muitas vezes, seguem a atual máxima do desenvolvimento sustentável já começam a ganhar espaço nas construções que vêm se erguendo atualmente.
De acordo com o engenheiro e coordenador de Ciência, Tecnologia e Inovação da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Educação Superior (Secitece), Francisco Carvalho, a construção civil já consegue realizar hoje, com posse de novos materiais e métodos de cálculo, edificações ou construções há pouco impossíveis.
São outras formações de concreto, utilizações de plásticos e vidro, por exemplo, que ganham espaço nos canteiros de obra e permitem uma criatividade e ousadia maior ao conceber uma edificação.
Contudo, tais construções que impressionam os olhos, como as que podem ser vistas em países como Espanha, China, Japão e Alemanha, entre outros, ainda se mostram distantes da realidade local.
´De coisa prática, para nós, esses produtos ainda estão distantes. Esses instrumentos são usados para edifícios, como os que Peiretti mostrou, de cerca de 500 metros. Aqui, o maior edifício que temos, a Torre Quixadá, só chega a 80, 100 metros´, aponta o engenheiro da Construtora Santo Amaro, Maurílio Medeiros de Oliveira.
Alternativas
Mas, mesmo sem as ´superconstruções´ que surgem por aí, Fortaleza já utiliza algumas modernas inovações de engenharia e, mais, exporta tecnologia para outras cidades do País.
E um dos que vêm encabeçando esta posição privilegiada é o engenheiro Joaquim Caracas, sócio-diretor da Impacto Protensão. Ele, que é conhecido no meio como o ´Professor Pardal da engenharia´, criou o material conhecido como Plasterit, um produto feito de plástico reciclado que substitui o compensado de madeira em fibras metálicas de construção.
´Além de ser feito 100% de material reciclado, ele é mais rápido de produzir. O que dois carpinteiros produzem hoje de compensado em 12 horas, dois serventes fazem em 20 minutos´, afirma. A novidade deu certo e, além de ter sido vencedora do Prêmio Finep de Inovação Tecnológica do Nordeste, ganhou também o mercado. A Plasterit já vem sendo utilizada por diversas construtoras do Estado e cidades como Rio de Janeiro, Brasília, Salvador, Manaus, Recife, entre outras, já compram a idéia. ´Outra vantagem, é que o compensado dura por 20 usos, enquanto que a Plasterit pode ser utilizada por até 300 vezes´, acrescenta.
Além da Plasterit, Caracas trouxe dos Estados Unidos a utilização do chamado concreto protendido, muito utilizado em países desenvolvidos e que tem vantagem sobre o de tipo comum. O engenheiro, que possui duas patentes na construção civil, tem oito outros projetos na fila. ´Investir em tecnologia dá lucro´, garante.
Para o engenheiro da Secitece Francisco Carvalho, que também é professor da Universidade do Vale do Acaraú, essas tecnologias ganham na equação custo-benefício. ´A construção, além de viabilizada, tem seu custo, muitas vezes, saindo ainda mais barato´, destaca.
Entretanto, ele aponta para a necessidade de parcerias entre universidades, órgãos públicos e o setor produtivo para que se possa gerar investimentos nessas inovações.
De acordo com o engenheiro e coordenador de Ciência, Tecnologia e Inovação da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Educação Superior (Secitece), Francisco Carvalho, a construção civil já consegue realizar hoje, com posse de novos materiais e métodos de cálculo, edificações ou construções há pouco impossíveis.
São outras formações de concreto, utilizações de plásticos e vidro, por exemplo, que ganham espaço nos canteiros de obra e permitem uma criatividade e ousadia maior ao conceber uma edificação.
Contudo, tais construções que impressionam os olhos, como as que podem ser vistas em países como Espanha, China, Japão e Alemanha, entre outros, ainda se mostram distantes da realidade local.
´De coisa prática, para nós, esses produtos ainda estão distantes. Esses instrumentos são usados para edifícios, como os que Peiretti mostrou, de cerca de 500 metros. Aqui, o maior edifício que temos, a Torre Quixadá, só chega a 80, 100 metros´, aponta o engenheiro da Construtora Santo Amaro, Maurílio Medeiros de Oliveira.
Alternativas
Mas, mesmo sem as ´superconstruções´ que surgem por aí, Fortaleza já utiliza algumas modernas inovações de engenharia e, mais, exporta tecnologia para outras cidades do País.
E um dos que vêm encabeçando esta posição privilegiada é o engenheiro Joaquim Caracas, sócio-diretor da Impacto Protensão. Ele, que é conhecido no meio como o ´Professor Pardal da engenharia´, criou o material conhecido como Plasterit, um produto feito de plástico reciclado que substitui o compensado de madeira em fibras metálicas de construção.
´Além de ser feito 100% de material reciclado, ele é mais rápido de produzir. O que dois carpinteiros produzem hoje de compensado em 12 horas, dois serventes fazem em 20 minutos´, afirma. A novidade deu certo e, além de ter sido vencedora do Prêmio Finep de Inovação Tecnológica do Nordeste, ganhou também o mercado. A Plasterit já vem sendo utilizada por diversas construtoras do Estado e cidades como Rio de Janeiro, Brasília, Salvador, Manaus, Recife, entre outras, já compram a idéia. ´Outra vantagem, é que o compensado dura por 20 usos, enquanto que a Plasterit pode ser utilizada por até 300 vezes´, acrescenta.
Além da Plasterit, Caracas trouxe dos Estados Unidos a utilização do chamado concreto protendido, muito utilizado em países desenvolvidos e que tem vantagem sobre o de tipo comum. O engenheiro, que possui duas patentes na construção civil, tem oito outros projetos na fila. ´Investir em tecnologia dá lucro´, garante.
Para o engenheiro da Secitece Francisco Carvalho, que também é professor da Universidade do Vale do Acaraú, essas tecnologias ganham na equação custo-benefício. ´A construção, além de viabilizada, tem seu custo, muitas vezes, saindo ainda mais barato´, destaca.
Entretanto, ele aponta para a necessidade de parcerias entre universidades, órgãos públicos e o setor produtivo para que se possa gerar investimentos nessas inovações.
Fonte: Diário do Nordeste
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