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Notícias
03
out
2007
(MÁQUINAS E EQUIPAMENTOS)
Aumente a vida útil das máquinas
Ter uma máquina eficiente e econômica depende de um rigoroso acompanhamento do desempenho do equipamento na propriedade. O ideal, diz o pesquisador Gastão Moraes da Silveira, do Centro Avançado de Pesquisa Tecnológica do Agronegócio de Engenharia e Automação, do Instituto Agronômico (IAC), é ter todos os custos na ponta do lápis e adotar um programa de manutenção preventiva da frota. “A função da máquina é dar lucro, mas o produtor tem que se informar sobre mercado, levantar custos fixos e variáveis e obedecer à vida útil do equipamento”.
O engenheiro agrícola Ângelo Domingos Banchi, de uma empresa especializada em softwares para gestão de frotas, de Piracicaba (SP), diz que a relação de itens básicos necessários a uma frota eficiente e econômica inclui aquisição de modelo apropriado para a atividade, manutenção preventiva, operação adequada e respeito à vida útil da máquina.
DEPRECIAÇÃO
Silveira explica que dificilmente o produtor faz o controle completo da máquina e, quando faz, leva em conta apenas custos variáveis (combustível, reparos e mão-de-obra) e desconsidera custos fixos. “A depreciação, que é a desvalorização da máquina em função do tempo de uso, idade, desgaste e obsolescência, compõe a relação de despesas fixas e não pode ser deixada de fora”.
Segundo Silveira, na soma dos custos totais de uma máquina, a depreciação pode representar até 10%. “Dentro dos custos fixos, além da depreciação, há, ainda, juros (taxas e impostos), que correspondem a quase 12%, seguro e custos do galpão (construção que abrigará a frota na propriedade), que representam quase 3% das despesas fixas. 'Se o produtor não contabilizar esses 25%, a conta está furada”, observa. Entre os custos variáveis, o item que mais pesa no bolso é o combustível, que equivale a cerca de 40%. Mão-de-obra representa 17% e manutenção, 14%, conforme projeções do pesquisador.
OCIOSIDADE
Silveira chama atenção para a questão da ociosidade de máquinas na propriedade. “Máquina parada é sinal de prejuízo, porque, quanto maior o número de horas trabalhadas, menos o custo-horário do equipamento”, diz, citando dados do Anuário da Agricultura Brasileira 2006 (Agrianual), da Agra FNP e Instituto FNP: “O custo-horário de um trator de R$ 80 mil que trabalha 500 horas é de R$ 49,20. Se o número de horas trabalhadas aumentar para 2.500, o custo-horário cai para R$ 29,29”.
Banchi diz que, no País, o aproveitamento da capacidade de máquinas é baixo, “não passa de 40%”. Os motivos incluem falhas administrativas e operacionais, como falta de tratorista e uso excessivo da máquina, após o término de sua vida útil. Esta última razão, diz Banchi, é a principal responsável pelo aumento do custo de manutenção.
“Não compensa gastar R$ 300 mil só com peças e mão-de-obra mecânica em uma colhedora de cana que custou R$ 900 mil”, diz. “Ao manter na propriedade uma máquina acima de seu ponto econômico de renovação, o dinheiro gasto em reparos poderia ser usado para financiar um equipamento novo”.
O engenheiro agrícola Ângelo Domingos Banchi, de uma empresa especializada em softwares para gestão de frotas, de Piracicaba (SP), diz que a relação de itens básicos necessários a uma frota eficiente e econômica inclui aquisição de modelo apropriado para a atividade, manutenção preventiva, operação adequada e respeito à vida útil da máquina.
DEPRECIAÇÃO
Silveira explica que dificilmente o produtor faz o controle completo da máquina e, quando faz, leva em conta apenas custos variáveis (combustível, reparos e mão-de-obra) e desconsidera custos fixos. “A depreciação, que é a desvalorização da máquina em função do tempo de uso, idade, desgaste e obsolescência, compõe a relação de despesas fixas e não pode ser deixada de fora”.
Segundo Silveira, na soma dos custos totais de uma máquina, a depreciação pode representar até 10%. “Dentro dos custos fixos, além da depreciação, há, ainda, juros (taxas e impostos), que correspondem a quase 12%, seguro e custos do galpão (construção que abrigará a frota na propriedade), que representam quase 3% das despesas fixas. 'Se o produtor não contabilizar esses 25%, a conta está furada”, observa. Entre os custos variáveis, o item que mais pesa no bolso é o combustível, que equivale a cerca de 40%. Mão-de-obra representa 17% e manutenção, 14%, conforme projeções do pesquisador.
OCIOSIDADE
Silveira chama atenção para a questão da ociosidade de máquinas na propriedade. “Máquina parada é sinal de prejuízo, porque, quanto maior o número de horas trabalhadas, menos o custo-horário do equipamento”, diz, citando dados do Anuário da Agricultura Brasileira 2006 (Agrianual), da Agra FNP e Instituto FNP: “O custo-horário de um trator de R$ 80 mil que trabalha 500 horas é de R$ 49,20. Se o número de horas trabalhadas aumentar para 2.500, o custo-horário cai para R$ 29,29”.
Banchi diz que, no País, o aproveitamento da capacidade de máquinas é baixo, “não passa de 40%”. Os motivos incluem falhas administrativas e operacionais, como falta de tratorista e uso excessivo da máquina, após o término de sua vida útil. Esta última razão, diz Banchi, é a principal responsável pelo aumento do custo de manutenção.
“Não compensa gastar R$ 300 mil só com peças e mão-de-obra mecânica em uma colhedora de cana que custou R$ 900 mil”, diz. “Ao manter na propriedade uma máquina acima de seu ponto econômico de renovação, o dinheiro gasto em reparos poderia ser usado para financiar um equipamento novo”.
Fonte: O Estado de São Paulo
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