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Notícias
26
set
2007
(INDÚSTRIA)
Indústria exporta 25% da produção, mostra Firjan
Apesar do progresso, a entidade avalia que a indústria do país tem potencial para exportar até 40% da sua produção, estando limitada especialmente pela má qualidade da infra-estrutura do país
O índice de exportações da produção industrial brasileira deu um salto de aproximadamente dez pontos percentuais em uma década, passando da casa dos 15% para a dos 25%. E o que revelam os dados do Índice Firjan de Produção Exportada, calculado pela Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan).
Apesar do progresso, a entidade avalia que a indústria do país tem potencial para exportar até 40% da sua produção, estando limitada especialmente pela má qualidade da infra-estrutura do país. Apesar da crítica, a Firjan contesta a tese de que há uma desindustrialização em curso no Brasil, provocada pela valorização do real.
Segundo o índice elaborado pela Divisão de Estudos Econômicos da Firjan, no trimestre de abril a junho deste ano 24,9% da produção industrial brasileira foi destinada ao mercado externo, um índice 0,4 ponto percentual maior do que os 24,5% do primeiro trimestre. Nos três anos que foram de julho de 2004 a junho deste ano, o índice foi de 24,7%, evidenciando o estabelecimento de um patamar, segundo análise de Patrick Carvalho, chefe da divisão responsável pelo cálculo do indicador. O pico, de 25,5%, foi alcançado no terceiro trimestre de 2005, fortemente influenciado por exportações pontuais de navios.
Nos três anos anteriores (entre julho de 2001 e junho de 2004), a média exportada da produção industrial era de 20,9%. Na segunda metade dos anos 1990, a média era de 15,2%. Produtos alimentícios e celulose puxaram a elevação da média no trimestre passado. Em veículos automotores, a pressão do mercado interno reduziu o índice exportado de 29,6% para 26,5% de um trimestre para o outro. No Rio de Janeiro, o índice de exportações da indústria ficou estável em 12,6%. Em 2003, era de 18,1%.
Quanto ao perfil tecnológico das exportações do país, calculado segundo a metodologia da Organização das Nações Unidas para o Comércio e Desenvolvimento (Unctad), o estudo da Firjan revela pequenas variações nos 12 meses encerrados em junho deste ano em relação ao ano de 2006. A participação dos bens de alta intensidade tecnológica caiu de 12% para 11% (10% no primeiro semestre deste ano), enquanto as commodities primárias tiveram aumento no valor total exportado de 41% em 2006 para 43% de julho do ano passado a junho deste ano (44% no primeiro semestre).
A queda nas exportações de bens tecnologicamente mais avançados ocorreu paralelamente à redução das importações desses bens, de 37% em 2006 para 34% nos 12 meses encerrados em junho (31% no primeiro semestre). Para Carvalho, os números mostram uma forte correlação entre as importações e as exportações de bens de alta tecnologia, denotando que o aumento das vendas depende mais da abertura para o crescimento das compras do que da situação cambial.
"Os fatos não corroboram a tese da doença holandesa (desindustrialização provocada pelo câmbio valorizado). Eu desafio alguém a mostrar dados que demonstrem isso", afirmou o economista da Firjan. Para ele "as pessoas são tão apaixonadas por suas próprias idéias que esquecem os fatos".
Para Carvalho, o grande freio às exportações brasileiras está na infra-estrutura sucateada e na falta de investimentos públicos, combinado com o elevado gasto estatal na conta de custeio, na pouca abertura e no atraso de reformas estruturais como a fiscal e a trabalhista.
O índice de exportações da produção industrial brasileira deu um salto de aproximadamente dez pontos percentuais em uma década, passando da casa dos 15% para a dos 25%. E o que revelam os dados do Índice Firjan de Produção Exportada, calculado pela Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan).
Apesar do progresso, a entidade avalia que a indústria do país tem potencial para exportar até 40% da sua produção, estando limitada especialmente pela má qualidade da infra-estrutura do país. Apesar da crítica, a Firjan contesta a tese de que há uma desindustrialização em curso no Brasil, provocada pela valorização do real.
Segundo o índice elaborado pela Divisão de Estudos Econômicos da Firjan, no trimestre de abril a junho deste ano 24,9% da produção industrial brasileira foi destinada ao mercado externo, um índice 0,4 ponto percentual maior do que os 24,5% do primeiro trimestre. Nos três anos que foram de julho de 2004 a junho deste ano, o índice foi de 24,7%, evidenciando o estabelecimento de um patamar, segundo análise de Patrick Carvalho, chefe da divisão responsável pelo cálculo do indicador. O pico, de 25,5%, foi alcançado no terceiro trimestre de 2005, fortemente influenciado por exportações pontuais de navios.
Nos três anos anteriores (entre julho de 2001 e junho de 2004), a média exportada da produção industrial era de 20,9%. Na segunda metade dos anos 1990, a média era de 15,2%. Produtos alimentícios e celulose puxaram a elevação da média no trimestre passado. Em veículos automotores, a pressão do mercado interno reduziu o índice exportado de 29,6% para 26,5% de um trimestre para o outro. No Rio de Janeiro, o índice de exportações da indústria ficou estável em 12,6%. Em 2003, era de 18,1%.
Quanto ao perfil tecnológico das exportações do país, calculado segundo a metodologia da Organização das Nações Unidas para o Comércio e Desenvolvimento (Unctad), o estudo da Firjan revela pequenas variações nos 12 meses encerrados em junho deste ano em relação ao ano de 2006. A participação dos bens de alta intensidade tecnológica caiu de 12% para 11% (10% no primeiro semestre deste ano), enquanto as commodities primárias tiveram aumento no valor total exportado de 41% em 2006 para 43% de julho do ano passado a junho deste ano (44% no primeiro semestre).
A queda nas exportações de bens tecnologicamente mais avançados ocorreu paralelamente à redução das importações desses bens, de 37% em 2006 para 34% nos 12 meses encerrados em junho (31% no primeiro semestre). Para Carvalho, os números mostram uma forte correlação entre as importações e as exportações de bens de alta tecnologia, denotando que o aumento das vendas depende mais da abertura para o crescimento das compras do que da situação cambial.
"Os fatos não corroboram a tese da doença holandesa (desindustrialização provocada pelo câmbio valorizado). Eu desafio alguém a mostrar dados que demonstrem isso", afirmou o economista da Firjan. Para ele "as pessoas são tão apaixonadas por suas próprias idéias que esquecem os fatos".
Para Carvalho, o grande freio às exportações brasileiras está na infra-estrutura sucateada e na falta de investimentos públicos, combinado com o elevado gasto estatal na conta de custeio, na pouca abertura e no atraso de reformas estruturais como a fiscal e a trabalhista.
Fonte: Valor Econômico
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