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Notícias
21
set
2007
(QUEIMADAS)
Número de queimadas já faz de 2007 “ano crítico”
O aumento significativo da ocorrência de queimadas em todo o território nacional, resultado da estiagem prolongada e da baixa umidade do ar, já faz de 2007 um ano crítico, com perspectivas pouco animadoras. A avaliação é do pesquisador do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), Alberto Setzer, responsável pelo monitoramento de dados dos satélites que detectam focos de calor sinalizando queimadas.
Em agosto, esses satélites registraram 16.592 focos de incêndio no País. O número é mais que o dobro do constatado no mesmo período do ano passado, quando foram registrados 8,2 mil focos. A situação é mais grave no Pará (5.020), Mato Grosso (4.665) e Rondônia (1.663). “Configura-se um ano atípico em relação aos anteriores. Vamos ter situações calamitosas em algumas semanas, se as coisas continuarem assim”, disse Setzer.
Segundo o pesquisador, é impossível fazer uma comparação histórica precisa porque dobrou o número de satélites que fazem o monitoramento. Atualmente, são dez. Como referência, são utilizados dados do NOAA 12 - desativado em agosto - e do NOAA 15, que o substituiu.
Ontem, a Secretaria Nacional de Defesa Civil (Sedec), do Ministério da Integração Nacional, enviou alerta de baixa umidade do ar às Defesas Civis dos Estados da Bahia, do Maranhão, Piauí, Distrito Federal, de Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, São Paulo, Tocantins. Ontem e hoje, a umidade relativa mínima fica abaixo de 30%.
Preservação
As queimadas em áreas de preservação ambiental aumentaram 43%, de janeiro a agosto deste ano, em relação 2006. Entre julho e agosto, o sistema de monitoramento indicou quase 6,5 mil casos em unidades de conservação federais e estaduais e reservas indígenas. “Essas são áreas onde não poderia ocorrer queimada de forma nenhuma”, alertou o pesquisador.
No geral, somente nos primeiros sete dias de setembro, foram 6.515 focos de incêndio. De quarta para quinta-feira, em 24 horas, os satélites observaram mais de 25 mil pontos de calor . Segundo Setzer, neste ano, a situação está crítica principalmente na região Centro-Oeste, onde a vegetação rasteira do cerrado facilita os incêndios, e em parte do Norte do País. Até a semana passada, o fogo havia destruído mais de 15% do Parque Nacional da Chapada dos Guimarães, em Mato Grosso.
Ontem, equipes da Defesa Civil e do Corpo de Bombeiros de São José dos Campos (SP) conseguiram acabar com um incêndio que consumiu cerca de 60 hectares do Horto Municipal. Nos 15 primeiros dias de setembro, já foram registrados na região mais focos do que durante todo o mês de setembro de 2006.
Números
16.592 focos de incêndio foram detectados em todo o País em agosto, ante 8,2 mil no mesmo período de 2007
5.020 incêndios ocorreram no Pará, o Estado mais atingido, seguido de Mato Grosso e Rondônia
10 Estados receberam alerta de baixa umidade do ar ontem do Ministério da Integração Nacional
Em agosto, esses satélites registraram 16.592 focos de incêndio no País. O número é mais que o dobro do constatado no mesmo período do ano passado, quando foram registrados 8,2 mil focos. A situação é mais grave no Pará (5.020), Mato Grosso (4.665) e Rondônia (1.663). “Configura-se um ano atípico em relação aos anteriores. Vamos ter situações calamitosas em algumas semanas, se as coisas continuarem assim”, disse Setzer.
Segundo o pesquisador, é impossível fazer uma comparação histórica precisa porque dobrou o número de satélites que fazem o monitoramento. Atualmente, são dez. Como referência, são utilizados dados do NOAA 12 - desativado em agosto - e do NOAA 15, que o substituiu.
Ontem, a Secretaria Nacional de Defesa Civil (Sedec), do Ministério da Integração Nacional, enviou alerta de baixa umidade do ar às Defesas Civis dos Estados da Bahia, do Maranhão, Piauí, Distrito Federal, de Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, São Paulo, Tocantins. Ontem e hoje, a umidade relativa mínima fica abaixo de 30%.
Preservação
As queimadas em áreas de preservação ambiental aumentaram 43%, de janeiro a agosto deste ano, em relação 2006. Entre julho e agosto, o sistema de monitoramento indicou quase 6,5 mil casos em unidades de conservação federais e estaduais e reservas indígenas. “Essas são áreas onde não poderia ocorrer queimada de forma nenhuma”, alertou o pesquisador.
No geral, somente nos primeiros sete dias de setembro, foram 6.515 focos de incêndio. De quarta para quinta-feira, em 24 horas, os satélites observaram mais de 25 mil pontos de calor . Segundo Setzer, neste ano, a situação está crítica principalmente na região Centro-Oeste, onde a vegetação rasteira do cerrado facilita os incêndios, e em parte do Norte do País. Até a semana passada, o fogo havia destruído mais de 15% do Parque Nacional da Chapada dos Guimarães, em Mato Grosso.
Ontem, equipes da Defesa Civil e do Corpo de Bombeiros de São José dos Campos (SP) conseguiram acabar com um incêndio que consumiu cerca de 60 hectares do Horto Municipal. Nos 15 primeiros dias de setembro, já foram registrados na região mais focos do que durante todo o mês de setembro de 2006.
Números
16.592 focos de incêndio foram detectados em todo o País em agosto, ante 8,2 mil no mesmo período de 2007
5.020 incêndios ocorreram no Pará, o Estado mais atingido, seguido de Mato Grosso e Rondônia
10 Estados receberam alerta de baixa umidade do ar ontem do Ministério da Integração Nacional
Fonte: O Estado de S.Paulo
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