Voltar
Notícias
13
set
2007
(QUEIMADAS)
Queimadas podem afetar abastecimento de água
As queimadas em curso no cerrado nos últimos dias podem trazer prejuízo ao abastecimento de água do país. A avaliação é do diretor de Conservação e Biodiversidade do Ministério do Meio Ambiente, Bráulio Dias, que classifica o cerrado como “a caixa d'água do Brasil”, por causa do grande número de nascentes concentradas na região central do país.
“Mais da metade de todo o potencial hidrelétrico do Brasil depende dos rios que vêm do cerrado, e a qualidade e quantidade de água que boa parte do país utiliza para abastecimento urbano, para agricultura e para geração de energia vem dos planaltos do Brasil Central”, afirma Dias, em entrevista à Agência Brasil.
O desmatamento da região, causado pelas recentes queimadas, pode provocar o assoreamento e a diminuição da vazão dos rios, além da poluição da água. “Isso vai prejudicar consumidores e usuários de água no Brasil inteiro”, calcula.
Apesar de estar sujeito a um “ciclo de fogo” natural, o cerrado não consegue se recuperar de grandes incêndios no auge no período seco. Segundo Bráulio Dias, a ocorrência de queimadas em intervalos curtos prejudica a capacidade da vegetação de rebrotar.
“O regime de queima natural está associado à ocorrência de raios de tempestades na estação das chuvas, quando o incêndio começa e logo a seguir vem a chuva para apagar. Quando vem um incêndio nessa época (seca), destrói todo o esforço de investimento que as árvores fizeram na refolha, o impacto é enorme e a mortalidade é muito maior”, explica.
Dados do Ibama - Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis mostram que de junho a setembro deste ano foram detectados mais de 21 mil focos de incêndio no país.
De acordo com Dias, o combate às queimadas exige capacitação e treinamento de pessoal para atuar perto das áreas de risco, como grandes parques, por exemplo. “O Brasil tem bom sistemas de monitoramento por satélite, isso dá uma idéia geral do que está acontecendo, mas é preciso ter um trabalho de vigilância, de monitoramento mais presente localmente”, avalia.
“Mais da metade de todo o potencial hidrelétrico do Brasil depende dos rios que vêm do cerrado, e a qualidade e quantidade de água que boa parte do país utiliza para abastecimento urbano, para agricultura e para geração de energia vem dos planaltos do Brasil Central”, afirma Dias, em entrevista à Agência Brasil.
O desmatamento da região, causado pelas recentes queimadas, pode provocar o assoreamento e a diminuição da vazão dos rios, além da poluição da água. “Isso vai prejudicar consumidores e usuários de água no Brasil inteiro”, calcula.
Apesar de estar sujeito a um “ciclo de fogo” natural, o cerrado não consegue se recuperar de grandes incêndios no auge no período seco. Segundo Bráulio Dias, a ocorrência de queimadas em intervalos curtos prejudica a capacidade da vegetação de rebrotar.
“O regime de queima natural está associado à ocorrência de raios de tempestades na estação das chuvas, quando o incêndio começa e logo a seguir vem a chuva para apagar. Quando vem um incêndio nessa época (seca), destrói todo o esforço de investimento que as árvores fizeram na refolha, o impacto é enorme e a mortalidade é muito maior”, explica.
Dados do Ibama - Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis mostram que de junho a setembro deste ano foram detectados mais de 21 mil focos de incêndio no país.
De acordo com Dias, o combate às queimadas exige capacitação e treinamento de pessoal para atuar perto das áreas de risco, como grandes parques, por exemplo. “O Brasil tem bom sistemas de monitoramento por satélite, isso dá uma idéia geral do que está acontecendo, mas é preciso ter um trabalho de vigilância, de monitoramento mais presente localmente”, avalia.
Fonte: Agência Brasil
Notícias em destaque
Tendências na construção em madeira em 2026
A construção em madeira deixou de ser um nicho associado apenas a casas de campo ou estruturas temporárias. As...
(MADEIRA E PRODUTOS)
Torre de madeira com 85,4 metros mostrou que edifícios altos não precisam depender apenas de concreto e aço, ao usar 22 colunas principais, quatro grandes treliças de glulam nas fachadas e peças que chegam a quase 1,5 metro de seção para sustentar
Torre de madeira Mjøstårnet usa glulam, CLT e concreto para sustentar 18 pavimentos e controlar cargas e vento em 85,4 metros na...
(MADEIRA E PRODUTOS)
A Sauder Woodworking reduz o tempo de troca de ferramentas e aumenta a produtividade com uma solução de IA.
A Sauder Woodworking, uma das maiores fornecedoras da IKEA na América do Norte e a última fabricante de móveis...
(GERAL)
Fundação Florestal amplia uso de tecnologia para combater e prevenir incêndios florestais em São Paulo
Uso integrado de drones termais, satélites de alta precisão, varredura a laser e inteligência artificial permite detectar...
(QUEIMADAS)
Homem constrói moto aquática de madeira no interior do Pará e surpreende com inovação
Pescador conta que sempre quis ter uma embarcação do mesmo modelo, mas não tinha condições de...
(GERAL)
Por que madeira certificada cresce no mercado
A certificação deixou de ser apenas um diferencial de reputação em contratos específicos. Em cadeias que...
(CERTIFICAÇÃO)














