Voltar
Notícias
10
set
2007
(ECONOMIA)
Eliminação da TEC divide setores econômico e agrícola do governo
A alta do preço do trigo pode levar a uma queda-de-braço dentro do governo.
A proposta do Ministério da Fazenda de eliminar a Tarifa Externa Comum (TEC), dos atuais 10%, para facilitar a importação do trigo de países de fora do Mercosul pode depreciar os preços ao produtor nacional, advertiu o secretário-executivo da Câmara de Culturas de Inverno e coordenador-geral de Cereais e Culturas Anuais do Ministério da Agricultura, Silvio Farnese. Pode sobrar trigo nacional porque a safra começa a ser colhida.
Caso a medida seja adotada, a pasta da Agricultura deverá adotar medidas de garantia de preços mínimos, para evitar que o plantio de trigo seja desestimulado no Brasil.
Portanto, o atual cenário não é factível para a eliminação da TEC. Esse foi o recado que a Câmara Setorial encaminhou à Secretária de Relações Internacionais do Ministério da Agricultura, que negocia as tarifas agrícolas, por parte do órgão. Qualquer medida que possa alterar o preço, disse Farnese, pode trazer problemas à comercialização do grão no mercado doméstico, já que a safra nacional de trigo deve quase dobrar para cerca de 4 milhões de toneladas na safra 2007/08.
O ministro da Fazenda, Guido Mantega, sinalizou ontem a intenção de eliminar a TEC nos atuais 10% provisoriamente para poder conter a inflação dos alimentos. Há também a pressão da indústria de trigo para eliminar a tarifa e diminuir a dependência da Argentina, que é o principal fornecedor de trigo do Brasil. Em maio, o governo daquele país suspendeu os contratos de exportação do grão para conter a inflação nesta entressafra.
A indústria nacional de trigo apresentou ao governo uma proposta que propõe a necessidade de trazer de terceiros países pelo menos um milhão de toneladas do cereal, sem a incidência da TEC, segundo fontes do mercado. Mas, se for eliminada, analistas dizem que a medida não deve fazer grande efeito no mercado interno. O volume previsto para ser importado de terceiros países é pequeno e não compensa por conta do valor do frete. "Não resolve nada porque a melhor opção para se comprar o grão ainda é na Argentina, pois o frete que vai incidir no trigo trazido do Canadá, por exemplo, é bem maior em relação ao argentino, avaliou a analista de agronegócio da Tendências Consultoria, Amaryllis Romano. Amaryllis lembra que o preço do trigo está elevado no mundo inteiro diante do desequilíbrio entre a oferta e a demanda.
Ontem a cotação do cereal bateu um novo recorde de 805,50 centavos de dólar por bushel na Bolsa de Chicago (CBOT) (ver na matéria abaixo). Segundo a Safra & Mercado, mesmo se o Brasil eliminar a TEC, o trigo americano chegaria ao porto de São Paulo a US$ 394 a tonelada, US$ 44 a mais que o da Argentina - hoje cotado entre US$ 290 e US$ 300 - que chegaria a US$ 350. O analista da consultoria, Élcio Bento, acredita que o governo manterá a tarifa em 10% porque a safra de trigo do País começa a ganhar fôlego. "Esse pedido foi negado quando estávamos na entressafra e é lógico que não vão tirar no momento de safra, estima Bento. Já o conselheiro do Conselho Regional de Economia (Corecon-SP), Carlos Eduardo Oliveira Junior, se mostra a favor da medida para reduzir a pressão inflacionária do trigo sobre a inflação.
A proposta do Ministério da Fazenda de eliminar a Tarifa Externa Comum (TEC), dos atuais 10%, para facilitar a importação do trigo de países de fora do Mercosul pode depreciar os preços ao produtor nacional, advertiu o secretário-executivo da Câmara de Culturas de Inverno e coordenador-geral de Cereais e Culturas Anuais do Ministério da Agricultura, Silvio Farnese. Pode sobrar trigo nacional porque a safra começa a ser colhida.
Caso a medida seja adotada, a pasta da Agricultura deverá adotar medidas de garantia de preços mínimos, para evitar que o plantio de trigo seja desestimulado no Brasil.
Portanto, o atual cenário não é factível para a eliminação da TEC. Esse foi o recado que a Câmara Setorial encaminhou à Secretária de Relações Internacionais do Ministério da Agricultura, que negocia as tarifas agrícolas, por parte do órgão. Qualquer medida que possa alterar o preço, disse Farnese, pode trazer problemas à comercialização do grão no mercado doméstico, já que a safra nacional de trigo deve quase dobrar para cerca de 4 milhões de toneladas na safra 2007/08.
O ministro da Fazenda, Guido Mantega, sinalizou ontem a intenção de eliminar a TEC nos atuais 10% provisoriamente para poder conter a inflação dos alimentos. Há também a pressão da indústria de trigo para eliminar a tarifa e diminuir a dependência da Argentina, que é o principal fornecedor de trigo do Brasil. Em maio, o governo daquele país suspendeu os contratos de exportação do grão para conter a inflação nesta entressafra.
A indústria nacional de trigo apresentou ao governo uma proposta que propõe a necessidade de trazer de terceiros países pelo menos um milhão de toneladas do cereal, sem a incidência da TEC, segundo fontes do mercado. Mas, se for eliminada, analistas dizem que a medida não deve fazer grande efeito no mercado interno. O volume previsto para ser importado de terceiros países é pequeno e não compensa por conta do valor do frete. "Não resolve nada porque a melhor opção para se comprar o grão ainda é na Argentina, pois o frete que vai incidir no trigo trazido do Canadá, por exemplo, é bem maior em relação ao argentino, avaliou a analista de agronegócio da Tendências Consultoria, Amaryllis Romano. Amaryllis lembra que o preço do trigo está elevado no mundo inteiro diante do desequilíbrio entre a oferta e a demanda.
Ontem a cotação do cereal bateu um novo recorde de 805,50 centavos de dólar por bushel na Bolsa de Chicago (CBOT) (ver na matéria abaixo). Segundo a Safra & Mercado, mesmo se o Brasil eliminar a TEC, o trigo americano chegaria ao porto de São Paulo a US$ 394 a tonelada, US$ 44 a mais que o da Argentina - hoje cotado entre US$ 290 e US$ 300 - que chegaria a US$ 350. O analista da consultoria, Élcio Bento, acredita que o governo manterá a tarifa em 10% porque a safra de trigo do País começa a ganhar fôlego. "Esse pedido foi negado quando estávamos na entressafra e é lógico que não vão tirar no momento de safra, estima Bento. Já o conselheiro do Conselho Regional de Economia (Corecon-SP), Carlos Eduardo Oliveira Junior, se mostra a favor da medida para reduzir a pressão inflacionária do trigo sobre a inflação.
Fonte: Gazeta Mercantil
Notícias em destaque
Pesquisa busca adaptar pinus às mudanças climáticas e aumentar a produtividade
Embrapa Florestas desenvolve desde 2021 estudo para identificar materiais genéticos mais adaptados às transformações...
(TECNOLOGIA)
Mercado de madeira tratada deve crescer 6,7 por cento ao ano até 2030, segundo pesquisa
O mercado mundial de madeira tratada deve crescer, em média, 6,7% ao ano até 2030, segundo projeção da Grand View...
(MADEIRA E PRODUTOS)
Suzano abre oportunidades de emprego em Bataguassu, Ribas do Rio Pardo e Três Lagoas (MS)
Oportunidades abrangem áreas florestal, manutenção, logística, administrativa e operacional, com...
(GERAL)
Suzano bate recorde em Santos e embarca 39,1 mil t de celulose em 24h
Volume, que seguiu em dois navios para a Europa, equivale a 407 vagões de trens de carga
A Suzano embarcou 39,1 mil toneladas de...
(LOGÍSTICA)
Em cenário desafiador, setor brasileiro de árvores cultivadas exporta US$ 3,6 bilhões no primeiro trimestre de 2026
Boletim Mosaico, produzido pela Ibá, traz os resultados da indústria no período; China segue como principal destino dos...
(MERCADO)
Equipamentos para plantio florestal na operação
A janela de plantio tem impacto direto sobre o custo de formação da floresta. Quando a equipe entra em campo com solo mal preparado,...
(MÁQUINAS E EQUIPAMENTOS)














