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Notícias
30
ago
2007
(GERAL)
Corrupção e investimentos fazem Maggi querer devolver gestão florestal
O alto nível de investimentos contrabalanceado pela corrupção e o elevado desgaste político fizeram o governador Blairo Maggi pensar em devolver a gestão florestal de Mato Grosso ao Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Renováveis da Amazônia (Ibama). Na visita da ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, a Mato Grosso, Maggi chegou com o discurso na cabeça, mas acabou sendo demovido na última hora por alguns mais próximos, entre eles, o presidente da Federação das Indústrias de Mato Grosso (Fiemt), Mauro Mendes. “Ele não agüenta mais tantos problemas” – comentou uma fonte ligada a Maggi e Mendes.
Não é de agora que o governador pensa em devolver ao Ibama a gestão florestal do Estado. Já na discussão para instalação da CPI da Sema, Maggi chegou a comentar com o deputado José Riva (PP), atual presidente da Comissão Parlamentar de Inquérito, que estava desgostoso com os rumos dos acontecimentos. Pilhada várias vezes com parte do seu pessoal envolvida em transações fraudulentas, a Sema tem sido um problema atrás do outro para o governador, que já enfrenta o desgaste natural da mídia internacional por ser sojicultor – ao qual lhe pesam acusações de ser destruidor de florestas.
A exposição do Governo diante da CPI tem sido vista como um sacrifício desnecessário. O fato de o secretário Luís Henrique Daldegan e o adjunto Bathilde Jorge Moraes Abdalla serem reconvocados para prestar novos esclarecimentos indicam que a resolução do problema exige mais que “check-list” para acelerar os procedimentos de análise dos manejos. Daldegan deve deixar o cargo assim que a CPI concluir os trabalhos e apresentar sugestões efetivas para “destravar” o setor ambiental.
A CPI já solicitou todos os EIA/RIMA das PCH’s (Pequenas Centrais Hidrelétricas) e Usinas de Mato Grosso nos últimos 10 anos, bem como as que se encontram atualmente em análise da Secretaria de Meio Ambiente; os processos que resultaram nas prisões da “Operação Guilhotina”; os processos que foram assinados por engenheiros que tiveram projetos investigados pela “Operação Guilhotina”; informação ano a ano e por regiões, do desmatamento ocorrido em Mato Grosso nos últimos 10 anos, bem como a participação de cada um dos setores da atividade econômica nesse processo, com o impacto ambiental causado.
Por mais que se tente, o apaziguamento na área ambiental parece estar cada vez mais difícil. No Norte e Noroeste do Estado, onde se concentram as atividades florestais, o clima segue tenso. Madeireiros estão revoltados e o conflito com ambientalistas segue latente. Exemplo foi o incidente envolvendo dirigentes do Greenpeace e jornalistas franceses na cidade de Juina, quando foram ameaçados e expulsos da cidade.
Para demover Maggi de devolver a gestão florestal ao Ibama, o governador Blairo Maggi ouviu dos seus interlocutores algo do tipo “ruim com ela, pior ficará sem ela”. Em outras palavras, com o Ibama a situação da exploração florestal ficaria ainda mais lenta e resultando em prejuízos econômicos para o Estado. Blairo aceitou os argumentos, por enquanto.
Não é de agora que o governador pensa em devolver ao Ibama a gestão florestal do Estado. Já na discussão para instalação da CPI da Sema, Maggi chegou a comentar com o deputado José Riva (PP), atual presidente da Comissão Parlamentar de Inquérito, que estava desgostoso com os rumos dos acontecimentos. Pilhada várias vezes com parte do seu pessoal envolvida em transações fraudulentas, a Sema tem sido um problema atrás do outro para o governador, que já enfrenta o desgaste natural da mídia internacional por ser sojicultor – ao qual lhe pesam acusações de ser destruidor de florestas.
A exposição do Governo diante da CPI tem sido vista como um sacrifício desnecessário. O fato de o secretário Luís Henrique Daldegan e o adjunto Bathilde Jorge Moraes Abdalla serem reconvocados para prestar novos esclarecimentos indicam que a resolução do problema exige mais que “check-list” para acelerar os procedimentos de análise dos manejos. Daldegan deve deixar o cargo assim que a CPI concluir os trabalhos e apresentar sugestões efetivas para “destravar” o setor ambiental.
A CPI já solicitou todos os EIA/RIMA das PCH’s (Pequenas Centrais Hidrelétricas) e Usinas de Mato Grosso nos últimos 10 anos, bem como as que se encontram atualmente em análise da Secretaria de Meio Ambiente; os processos que resultaram nas prisões da “Operação Guilhotina”; os processos que foram assinados por engenheiros que tiveram projetos investigados pela “Operação Guilhotina”; informação ano a ano e por regiões, do desmatamento ocorrido em Mato Grosso nos últimos 10 anos, bem como a participação de cada um dos setores da atividade econômica nesse processo, com o impacto ambiental causado.
Por mais que se tente, o apaziguamento na área ambiental parece estar cada vez mais difícil. No Norte e Noroeste do Estado, onde se concentram as atividades florestais, o clima segue tenso. Madeireiros estão revoltados e o conflito com ambientalistas segue latente. Exemplo foi o incidente envolvendo dirigentes do Greenpeace e jornalistas franceses na cidade de Juina, quando foram ameaçados e expulsos da cidade.
Para demover Maggi de devolver a gestão florestal ao Ibama, o governador Blairo Maggi ouviu dos seus interlocutores algo do tipo “ruim com ela, pior ficará sem ela”. Em outras palavras, com o Ibama a situação da exploração florestal ficaria ainda mais lenta e resultando em prejuízos econômicos para o Estado. Blairo aceitou os argumentos, por enquanto.
Fonte: Colin McPherson
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