Voltar
Notícias
23
ago
2007
(BIOENERGIA)
MMA cria grupo de trabalho para estudar cadeia produtiva do carvão
O Ministério do Meio Ambiente criou um grupo de trabalho (GT) para estudar alternativas do uso do carvão na cadeia produtiva. A intenção é analisar a questão e propor normas para servir de base às políticas públicas e às legislações sobre o tema. "O desafio é aliar o uso sustentável da vegetação com a necessidade energética do setor produtivo", disse o diretor do Departamento de Florestas do Ministério do Meio Ambiente, Leonel Pereira.
Um dos trabalhos do GT será detalhar todo o processo da cadeia produtiva: da qualidade legal do material consumido na indústria até a forma de produção do carvão. Segundo Leonel serão estudadas novas tecnologias para melhorar a eficiência energética e também formas de associar a produção do carvão às demais atividades florestais. "Com tecnologias adequadas, o carvão poderá se transformar em um subproduto das atividades econômicas florestais legalmente estruturadas", explicou.
Para embasar tais alternativas serão avaliados estudos como o do professor da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro, José de Arimatéia, que catalogou a perda de biomassa vegetal por meio da taxa média de desmatamento na Amazônia nos últimos quatro anos. Segundo ele, o total estimado de perda de biomassa é na ordem de 880 milhões de toneladas, 220 milhões ao ano. Enquanto a produção anual da indústria de processamento madeireiro é cerca de 30 milhões de toneladas. "Cruzando os dados vemos que grande parte do que é desmatado acaba sendo desperdiçado, vira cinza de queimada e libera carbono na atmosfera", explicou o professor.
Para Leonel esse total desperdiçado poderia virar carvão. "O ideal seria que o carvão fosse produzido a partir de floresta plantada, mas se mesmo assim se optar por usar floresta nativa, deve ser feito com sustentabilidade, com o adequado plano de manejo e com condições dignas de trabalho", disse.
O GT terá prazo de um ano, prorrogável por igual período, para levantar dados que possam direcionar as políticas do Ministério do Meio Ambiente e orientar parlamentares estaduais e federais que demandam do MMA informações para subsidiar a confecção de uma legislação para o tema.
A portaria, assinada pela ministra Marina Silva, foi publicada no Diário Oficial da União. O grupo é composto por 12 membros, representados entre o Ministério do Meio Ambiente, o Ibama e o Instituto Chico Mendes.
Um dos trabalhos do GT será detalhar todo o processo da cadeia produtiva: da qualidade legal do material consumido na indústria até a forma de produção do carvão. Segundo Leonel serão estudadas novas tecnologias para melhorar a eficiência energética e também formas de associar a produção do carvão às demais atividades florestais. "Com tecnologias adequadas, o carvão poderá se transformar em um subproduto das atividades econômicas florestais legalmente estruturadas", explicou.
Para embasar tais alternativas serão avaliados estudos como o do professor da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro, José de Arimatéia, que catalogou a perda de biomassa vegetal por meio da taxa média de desmatamento na Amazônia nos últimos quatro anos. Segundo ele, o total estimado de perda de biomassa é na ordem de 880 milhões de toneladas, 220 milhões ao ano. Enquanto a produção anual da indústria de processamento madeireiro é cerca de 30 milhões de toneladas. "Cruzando os dados vemos que grande parte do que é desmatado acaba sendo desperdiçado, vira cinza de queimada e libera carbono na atmosfera", explicou o professor.
Para Leonel esse total desperdiçado poderia virar carvão. "O ideal seria que o carvão fosse produzido a partir de floresta plantada, mas se mesmo assim se optar por usar floresta nativa, deve ser feito com sustentabilidade, com o adequado plano de manejo e com condições dignas de trabalho", disse.
O GT terá prazo de um ano, prorrogável por igual período, para levantar dados que possam direcionar as políticas do Ministério do Meio Ambiente e orientar parlamentares estaduais e federais que demandam do MMA informações para subsidiar a confecção de uma legislação para o tema.
A portaria, assinada pela ministra Marina Silva, foi publicada no Diário Oficial da União. O grupo é composto por 12 membros, representados entre o Ministério do Meio Ambiente, o Ibama e o Instituto Chico Mendes.
Fonte: MMA
Notícias em destaque
El Niño pode pressionar oferta global de celulose e alterar dinâmica do mercado, avalia JPMorgan
Banco aponta a Suzano como uma das empresas mais resilientes diante dos potenciais impactos do fenômeno climático sobre a...
(MERCADO)
Mobiliário modular feito com painéis de grama.
O banco Clique Luxe do Studio TK, desenhado por Mario Ruiz, apresenta painéis estruturais à base de grama da Plantd como componentes...
(GERAL)
Exportações de móveis recuam, enquanto suprimentos produtivos avançam no acumulado do ano
O comércio exterior da cadeia de móveis brasileira atravessou o segundo trimestre de 2026 em um ambiente marcado por maior...
(EXPORTAÇÃO)
A produtividade florestal também depende do executor
Durante uma conversa entre profissionais do setor florestal, surgiu uma pergunta interessante:
— Depois de tantos anos acompanhando a...
(SILVICULTURA)
Pouca gente sabe, mas existe uma árvore de 2 mil anos na África do Sul que “ruge” quando o vento sopra entre os galhos e armazena até 4.500 litros de água no próprio tronco, virando fonte de vida da comunidade
Pouca gente sabe, mas existe uma árvore de 2 mil anos na África do Sul que “ruge” quando o vento sopra entre os galhos e...
(GERAL)
Como avaliar produtividade florestal
Um povoamento com bom fechamento de copa nem sempre entrega o melhor resultado econômico. Em campo, a diferença entre uma floresta...
(GERAL)














