Voltar
Notícias
14
ago
2007
(ECONOMIA)
Redução da taxa de desmatamento é menor do que governo previa
O governo anunciou, na última sexta-feira (10), depois de oito meses de atraso, os dados sobre o desmatamento no período 2005/2006. Apesar da redução de 25% da área desmatada no período - de 18.790 km² para 14.039 km² -, as projeções do Ibama não foram alcançadas.
O órgão esperava que a redução fosse de 30%, 939 km² a mais que os dados consolidados, segundo pesquisa divulgada em 26 de outubro de 2006, que previa 13.100 km² devastados. Além disso, o Instituto havia garantido a divulgação dos dados para dezembro do ano passado, com detalhamento por estado e município, o que não foi feito até agora.
A discrepância entre o dado previsto e o consolidado se deve à metodologia utilizada, que combina dados do Deter (Detecção de Desmatamento em Tempo Real) e do Prodes (Programa de Cálculo de Desflorestamento da Amazônia).
Como o Deter só mapeia desmatamentos superiores a 50 hectares, é necessária a utilização dos dois sistemas. Outro agravante dessa metodologia é que a estimativa atual é feita por meio de uma projeção dos dois últimos anos. O dado só é corrigido após a consolidação dos dados no Prodes.
A previsão da área desmatada para 2004/2005 também foi maior que o dado consolidado, com uma diferença de 2991 km². Confira, no gráfico abaixo, a diferença entre os dados estimados e os consolidados nos últimos quatro anos:
Redução do desmatamento
Para Paulo Barreto, do Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon), a redução está mais ligada à queda do preço da soja e do gado do que às ações governamentais para deter o desmatamento. "70% da área desmatada é para pasto, deslocando as fronteiras do desmatamento. O restante é destinado ao plantio de soja", detalha.
O pesquisador conta que o preço da soja caiu 48% nesse período, enquanto que o do gado sofreu uma baixa de 18%. Em contrapartida, a contribuição da criação de novas unidades de conservação para reduzir o desmatamento foi de apenas 2%, o que comprova sua constatação.
A distribuição geográfica das regiões onde a redução do desmatamento foi mais forte também ajuda a entender a questão. No Mato Grosso, grande produtor de soja e criador de gado, a redução foi de 36%, enquanto no Pará, sem essas atividades, a queda foi de apenas 4,3%.
O órgão esperava que a redução fosse de 30%, 939 km² a mais que os dados consolidados, segundo pesquisa divulgada em 26 de outubro de 2006, que previa 13.100 km² devastados. Além disso, o Instituto havia garantido a divulgação dos dados para dezembro do ano passado, com detalhamento por estado e município, o que não foi feito até agora.
A discrepância entre o dado previsto e o consolidado se deve à metodologia utilizada, que combina dados do Deter (Detecção de Desmatamento em Tempo Real) e do Prodes (Programa de Cálculo de Desflorestamento da Amazônia).
Como o Deter só mapeia desmatamentos superiores a 50 hectares, é necessária a utilização dos dois sistemas. Outro agravante dessa metodologia é que a estimativa atual é feita por meio de uma projeção dos dois últimos anos. O dado só é corrigido após a consolidação dos dados no Prodes.
A previsão da área desmatada para 2004/2005 também foi maior que o dado consolidado, com uma diferença de 2991 km². Confira, no gráfico abaixo, a diferença entre os dados estimados e os consolidados nos últimos quatro anos:
Redução do desmatamento
Para Paulo Barreto, do Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon), a redução está mais ligada à queda do preço da soja e do gado do que às ações governamentais para deter o desmatamento. "70% da área desmatada é para pasto, deslocando as fronteiras do desmatamento. O restante é destinado ao plantio de soja", detalha.
O pesquisador conta que o preço da soja caiu 48% nesse período, enquanto que o do gado sofreu uma baixa de 18%. Em contrapartida, a contribuição da criação de novas unidades de conservação para reduzir o desmatamento foi de apenas 2%, o que comprova sua constatação.
A distribuição geográfica das regiões onde a redução do desmatamento foi mais forte também ajuda a entender a questão. No Mato Grosso, grande produtor de soja e criador de gado, a redução foi de 36%, enquanto no Pará, sem essas atividades, a queda foi de apenas 4,3%.
Fonte: Amazonia.org.br
Notícias em destaque
Pesquisa busca adaptar pinus às mudanças climáticas e aumentar a produtividade
Embrapa Florestas desenvolve desde 2021 estudo para identificar materiais genéticos mais adaptados às transformações...
(TECNOLOGIA)
Mercado de madeira tratada deve crescer 6,7 por cento ao ano até 2030, segundo pesquisa
O mercado mundial de madeira tratada deve crescer, em média, 6,7% ao ano até 2030, segundo projeção da Grand View...
(MADEIRA E PRODUTOS)
Suzano abre oportunidades de emprego em Bataguassu, Ribas do Rio Pardo e Três Lagoas (MS)
Oportunidades abrangem áreas florestal, manutenção, logística, administrativa e operacional, com...
(GERAL)
Suzano bate recorde em Santos e embarca 39,1 mil t de celulose em 24h
Volume, que seguiu em dois navios para a Europa, equivale a 407 vagões de trens de carga
A Suzano embarcou 39,1 mil toneladas de...
(LOGÍSTICA)
Em cenário desafiador, setor brasileiro de árvores cultivadas exporta US$ 3,6 bilhões no primeiro trimestre de 2026
Boletim Mosaico, produzido pela Ibá, traz os resultados da indústria no período; China segue como principal destino dos...
(MERCADO)
Equipamentos para plantio florestal na operação
A janela de plantio tem impacto direto sobre o custo de formação da floresta. Quando a equipe entra em campo com solo mal preparado,...
(MÁQUINAS E EQUIPAMENTOS)














