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Notícias
22
nov
2005
(GERAL)
Madeireiras cearenses buscam espaço no mercado externo.
Os fabricantes de esquadrias do Ceará fecharam contrato de exportação para Cabo Verde e até 23 de novembro devem embarcar 800 portas e 250 conjuntos de janelas em madeira muiracatiara, equivalentes a 40 metros cúbicos, no valor de US$ 30 mil. "É apenas o começo das vendas externas, com produtos de maior valor agregado", diz o presidente do Sindicato das Indústrias de Serrarias, Carpintarias e Tanoarias de Fortaleza (Sindserrarias), Francisco de Assis Alves de Almeida, responsável pela intermediação do contrato.
O dirigente, que aguarda para este fim de semana o grupo de compradores caboverdianos, acredita na continuidade das exportações em 2004. "Essa investida representa a porta de entrada na Europa e é importante para o setor madeireiro do Ceará, que não tem tradição no como exportador", diz. De acordo com o dirigente, algumas empresas até realizaram vendas, por enquanto esporádicas e de madeira bruta transformada.
O negócio acertado com distribuidores de Cabo Verde envolve quatro empresas de Fortaleza - Serraria Almeida, Serraria São José, Fafi Indústria e Comércio de Madeira e Madeireira Escala, que trabalham com matéria-prima do Pará. "Estamos abrindo caminho para uma área até agora pouco explorada", assinala.
As negociações duraram cinco meses, mas o trabalho de prospecção de mercados vem sendo articulado pelo sindicato há cerca de três anos. Segundo Almeida, nesse período os empresários também investiram na infra-estrutura das serrarias e hoje dominam a tecnologia de secagem. "As empresas têm condições de processar até 250 metros cúbicos por mês para exportação", afirma.
Os negócios internacionais, de acordo com Almeida, mais do que aumentar a receita das empresas vão permitir ao setor utilizar a capacidade ociosa do parque industrial, que hoje opera com 55% a 60% e enfrenta acirrada concorrência no mercado doméstico. "Eles abrem perspectivas para novos postos de trabalho", observa o dirigente, também diretor da Serraria Almeida, que produz 4 mil metros quadrados por mês de esquadrias e chegou a exportar para a Espanha seus produtos há cerca de seis anos. Apenas em Fortaleza, o setor garante cerca de 6 mil empregos diretos, segundo estima o presidente do Sindserrarias.
Mercado italiano
De olho na expansão das vendas externas, o sindicato também acertou a instalação de um escritório de representação na cidade italiana de Bérgamo, e já começa a colher resultados. Almeida adianta que o lugar é estratégico nos planos de expansão das vendas para a Europa. "Temos boas condições de competir", assegura o dirigente ao revelar que as empresas garantiram o fornecimento de 200 metros cúbicos mensais de madeira tauari e muiracatiara tratada, com embarques a partir do início de 2004.
"A idéia é de criar uma mentalidade exportadora que permita vendas constantes", acrescenta o dirigente, que espera reforçar as vendas internacionais do setor no próximo ano. Almeida aposta firme no mercado da Itália. "Os empresários do país já visitaram indústrias cearenses, aprovaram amostras e agora é só aguardar a continuidade dos negócios."
Ele diz que, apesar do ano difícil, o setor deve encerrar o exercício com expansão de 5% a 10% na receita, comparado a 2002. Em Fortaleza, 53 empresas fazem parte do sindicato, entre madeireiras e fabricantes de esquadrias - na maioria, micros e pequenas.
Adriana Thomasi
Fonte: Gazeta
31/out/03
O dirigente, que aguarda para este fim de semana o grupo de compradores caboverdianos, acredita na continuidade das exportações em 2004. "Essa investida representa a porta de entrada na Europa e é importante para o setor madeireiro do Ceará, que não tem tradição no como exportador", diz. De acordo com o dirigente, algumas empresas até realizaram vendas, por enquanto esporádicas e de madeira bruta transformada.
O negócio acertado com distribuidores de Cabo Verde envolve quatro empresas de Fortaleza - Serraria Almeida, Serraria São José, Fafi Indústria e Comércio de Madeira e Madeireira Escala, que trabalham com matéria-prima do Pará. "Estamos abrindo caminho para uma área até agora pouco explorada", assinala.
As negociações duraram cinco meses, mas o trabalho de prospecção de mercados vem sendo articulado pelo sindicato há cerca de três anos. Segundo Almeida, nesse período os empresários também investiram na infra-estrutura das serrarias e hoje dominam a tecnologia de secagem. "As empresas têm condições de processar até 250 metros cúbicos por mês para exportação", afirma.
Os negócios internacionais, de acordo com Almeida, mais do que aumentar a receita das empresas vão permitir ao setor utilizar a capacidade ociosa do parque industrial, que hoje opera com 55% a 60% e enfrenta acirrada concorrência no mercado doméstico. "Eles abrem perspectivas para novos postos de trabalho", observa o dirigente, também diretor da Serraria Almeida, que produz 4 mil metros quadrados por mês de esquadrias e chegou a exportar para a Espanha seus produtos há cerca de seis anos. Apenas em Fortaleza, o setor garante cerca de 6 mil empregos diretos, segundo estima o presidente do Sindserrarias.
Mercado italiano
De olho na expansão das vendas externas, o sindicato também acertou a instalação de um escritório de representação na cidade italiana de Bérgamo, e já começa a colher resultados. Almeida adianta que o lugar é estratégico nos planos de expansão das vendas para a Europa. "Temos boas condições de competir", assegura o dirigente ao revelar que as empresas garantiram o fornecimento de 200 metros cúbicos mensais de madeira tauari e muiracatiara tratada, com embarques a partir do início de 2004.
"A idéia é de criar uma mentalidade exportadora que permita vendas constantes", acrescenta o dirigente, que espera reforçar as vendas internacionais do setor no próximo ano. Almeida aposta firme no mercado da Itália. "Os empresários do país já visitaram indústrias cearenses, aprovaram amostras e agora é só aguardar a continuidade dos negócios."
Ele diz que, apesar do ano difícil, o setor deve encerrar o exercício com expansão de 5% a 10% na receita, comparado a 2002. Em Fortaleza, 53 empresas fazem parte do sindicato, entre madeireiras e fabricantes de esquadrias - na maioria, micros e pequenas.
Adriana Thomasi
Fonte: Gazeta
31/out/03
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