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Notícias
13
ago
2007
(QUEIMADAS)
Volume de queimadas sobe 39% na Amazônia
Dois novos satélites vão ajudar no monitoramento de queimadas no País neste ano. O Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) divulgou que o satélite europeu MSG-02 e o norte-americano GOES-10 vão passar pelo Brasil e captar as imagens de focos de incêndios.
Desde janeiro o número de incêndios já teve um aumento de 25% com relação ao mesmo período de 2006. Mas na Amazônia a situação é pior e o volume de queimadas já subiu 39%. Apenas um satélite, dos onze que estão em operação, o NOAA-12, detectou neste ano 25.290 focos, sendo 16 mil na Amazônia.
“Esses dois novos satélites vão permitir mais qualidade no serviço de monitoramento das queimadas. Vamos saber mais sobre a destruição”, informou o especialista no assunto, o pesquisador do Departamento de Queimadas do Inpe, Alberto Setzer.
Campeão em queimadas no mundo, o Brasil também é o País que mais utiliza satélites para monitorar suas queimadas no mundo. O trabalho do Inpe de detectar os focos de calor começou em 1987. Os onze satélites geram centenas de imagens, atualizadas sete vezes por dia. Esse monitoramento, que pode ser feito pela internet, auxilia, por exemplo, o Ibama no acompanhamento da situação de risco em florestas, como o Corpo de Bombeiros no combate às queimadas.
Ao todo cerca de dois mil usuários entre instituições, universidade e pessoas físicas recebem as informações diariamente dos satélites. “A queimada é proibida no País, mas ainda é, infelizmente, uma prática muito comum, profundamente enraizada na cultura brasileira de manejo da terra”.
E não são somente terras particulares que são queimadas. O principal problema do País é o fogo indiscriminado e impune nas reservas florestais, onde os índices são muito altos. “Todos os dias constatamos inúmeras unidades sendo destruídas pelo fogo”. Nos últimos dois meses foram 6.500 focos de incêndios em áreas de conservação ambiental e reservas indígenas.
O Estado campeão em queimadas continua sendo o Mato Grosso, mas São Paulo se destaca, principalmente por conta da queima da palha da cana. Desde o começo do ano, os focos no Mato Grosso subiram 25%. “O motivo de tanta destruição continua sendo o desmatamento e a requeima da vegetação”, informa Setzer. Em São Paulo o aumento foi de 21%. “O que chama a atenção em São Paulo é o aumento da área de plantio da cana de açúcar”.
Desde janeiro o número de incêndios já teve um aumento de 25% com relação ao mesmo período de 2006. Mas na Amazônia a situação é pior e o volume de queimadas já subiu 39%. Apenas um satélite, dos onze que estão em operação, o NOAA-12, detectou neste ano 25.290 focos, sendo 16 mil na Amazônia.
“Esses dois novos satélites vão permitir mais qualidade no serviço de monitoramento das queimadas. Vamos saber mais sobre a destruição”, informou o especialista no assunto, o pesquisador do Departamento de Queimadas do Inpe, Alberto Setzer.
Campeão em queimadas no mundo, o Brasil também é o País que mais utiliza satélites para monitorar suas queimadas no mundo. O trabalho do Inpe de detectar os focos de calor começou em 1987. Os onze satélites geram centenas de imagens, atualizadas sete vezes por dia. Esse monitoramento, que pode ser feito pela internet, auxilia, por exemplo, o Ibama no acompanhamento da situação de risco em florestas, como o Corpo de Bombeiros no combate às queimadas.
Ao todo cerca de dois mil usuários entre instituições, universidade e pessoas físicas recebem as informações diariamente dos satélites. “A queimada é proibida no País, mas ainda é, infelizmente, uma prática muito comum, profundamente enraizada na cultura brasileira de manejo da terra”.
E não são somente terras particulares que são queimadas. O principal problema do País é o fogo indiscriminado e impune nas reservas florestais, onde os índices são muito altos. “Todos os dias constatamos inúmeras unidades sendo destruídas pelo fogo”. Nos últimos dois meses foram 6.500 focos de incêndios em áreas de conservação ambiental e reservas indígenas.
O Estado campeão em queimadas continua sendo o Mato Grosso, mas São Paulo se destaca, principalmente por conta da queima da palha da cana. Desde o começo do ano, os focos no Mato Grosso subiram 25%. “O motivo de tanta destruição continua sendo o desmatamento e a requeima da vegetação”, informa Setzer. Em São Paulo o aumento foi de 21%. “O que chama a atenção em São Paulo é o aumento da área de plantio da cana de açúcar”.
Fonte: O Liberal
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