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Notícias
26
jul
2007
(ECONOMIA)
Empresários pedem a desvalorização do real
Um dia depois de o Banco Central (BC) ter anunciado um volume recorde de US$ 59 bilhões de ingresso de capital externo no Brasil no primeiro semestre, empresários pediram ao ministro da Fazenda, Guido Mantega, a adoção de medidas para conter esse movimento e forçar uma desvalorização do real frente ao dólar. No encontro, os empresários alertaram Mantega para a perda de competitividade das exportações brasileiras no mercado internacional com o dólar em queda, sobretudo de produtos manufaturados. Eles acrescentaram que a indústria brasileira enfrenta dificuldades para concorrer até no mercado interno, diante da concorrência dos importados.
"O governo tem de ter consciência do que está acontecendo para poder nos ajudar. Não há solução mágica. Existem inúmeras medidas possíveis, regulatórias, tributárias, que podem melhorar a competitividade brasileira", afirmou o diretor do Departamento de Relações Internacionais e Comércio Exterior da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Roberto Giannetti da Fonseca, escolhido como porta-voz do grupo.
O presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Armando Monteiro Neto, expressou sua preocupação com a tendência de haver pressões cada vez mais fortes sobre o câmbio. "Perguntamos ao ministro qual é o limite", disse.
Monteiro e Giannetti defenderam o fim da isenção do Imposto de Renda (IR) para as aplicações em títulos públicos feitas pelos investidores estrangeiros. O presidente da CNI reconheceu que o empresariado apoiou a medida quando ela foi adotada, em fevereiro de 2006, porque via nela uma forma de obter mais recursos para o crédito no mercado interno. "Mas agora o quadro é diferente", disse. "Essa isenção é um absurdo", reforçou Giannetti.
Para o diretor da Fiesp, o governo precisa agir rápido sobre o câmbio. "O custo de reversão do problema vai ficando mais elevado", afirmou. Na sua avaliação, os dados positivos da economia, impulsionados pela liquidez internacional, mascaram os problemas enfrentados pelo empresariado brasileiro. "Vivemos de novo uma fase de ilusão, de auto-engano."
Giannetti classificou de anormal o fluxo de capital externo para o País, que está provocando uma sobrevalorização excessiva do câmbio. "Os bancos estão em posição ostensivamente vendida, e nós vamos pagar o pato", afirmou. Monteiro concordou, dizendo que a atual desvalorização do dólar ante o real tem um componente forte de arbitragem. Ou seja, a pressão tem se intensificado pelas operações em que se captam recursos no exterior para lucrar com o alto juro no mercado interno.
Guido Mantega não quis comentar os temas abordados na reunião. Ele afirmou apenas que é normal a discussão com o setor empresarial.
"O governo tem de ter consciência do que está acontecendo para poder nos ajudar. Não há solução mágica. Existem inúmeras medidas possíveis, regulatórias, tributárias, que podem melhorar a competitividade brasileira", afirmou o diretor do Departamento de Relações Internacionais e Comércio Exterior da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Roberto Giannetti da Fonseca, escolhido como porta-voz do grupo.
O presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Armando Monteiro Neto, expressou sua preocupação com a tendência de haver pressões cada vez mais fortes sobre o câmbio. "Perguntamos ao ministro qual é o limite", disse.
Monteiro e Giannetti defenderam o fim da isenção do Imposto de Renda (IR) para as aplicações em títulos públicos feitas pelos investidores estrangeiros. O presidente da CNI reconheceu que o empresariado apoiou a medida quando ela foi adotada, em fevereiro de 2006, porque via nela uma forma de obter mais recursos para o crédito no mercado interno. "Mas agora o quadro é diferente", disse. "Essa isenção é um absurdo", reforçou Giannetti.
Para o diretor da Fiesp, o governo precisa agir rápido sobre o câmbio. "O custo de reversão do problema vai ficando mais elevado", afirmou. Na sua avaliação, os dados positivos da economia, impulsionados pela liquidez internacional, mascaram os problemas enfrentados pelo empresariado brasileiro. "Vivemos de novo uma fase de ilusão, de auto-engano."
Giannetti classificou de anormal o fluxo de capital externo para o País, que está provocando uma sobrevalorização excessiva do câmbio. "Os bancos estão em posição ostensivamente vendida, e nós vamos pagar o pato", afirmou. Monteiro concordou, dizendo que a atual desvalorização do dólar ante o real tem um componente forte de arbitragem. Ou seja, a pressão tem se intensificado pelas operações em que se captam recursos no exterior para lucrar com o alto juro no mercado interno.
Guido Mantega não quis comentar os temas abordados na reunião. Ele afirmou apenas que é normal a discussão com o setor empresarial.
Fonte: Jornal do Comércio
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