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Notícias
21
jul
2007
(AQUECIMENTO GLOBAL)
Mudança climática gera novos negócios
Mudanças climáticas, preocupações com energias alternativas e critérios de sustentabilidade já trazem novos negócios para o mercado de seguros. A Unibanco AIG criou o seguro de risco ambiental, que cobre danos que uma empresa possa causar ao meio ambiente. A Tokio Marine resolveu apostar no seguro para usinas de biocombustíveis e lucrar com o crescente interesse pelo etanol. A companhia já tem apólices de três usinas e está fechando com mais outras duas. Já a alemã AGF criou um seguro para florestas cultivadas.
Um relatório recente da Munich Re, uma das maiores resseguradoras do mundo, afirma que o aquecimento global pode aumentar a ocorrência de maremotos e ciclones no mundo em 2007 e nos próximos anos. A resseguradora já se prepara para um aumento na demanda deste tipo de cobertura, que vão exigir maior sofisticação e formas de avaliação. No ano passado, as catástrofes naturais trouxeram perdas de US$ 50 bilhões ao redor do mundo, dos quais US$ 15 bilhões estavam segurados.
No Brasil, a Unibanco AIG foi a pioneira no segmento. Lançou um seguro específico para riscos ambientais há pouco mais de dois anos e conta com 15 empresas na carteira. Segundo Ney Ferraz Dias, diretor da seguradora, o número ainda é baixo perto do potencial do mercado. "Mas pelo estágio que está, é um bom começo", diz. Lá fora, a americana AIG é líder no setor e detém 80% dos prêmios mundiais, que somam US$ 3 bilhões. Entre as 15 empresas, há companhias do setor petroquímico, petróleo e químico. Há ainda algumas metalúrgicas e até uma editora, que contratou a apólice por causa dos riscos que a gráfica possa trazer ao meio ambiente.
Mauro Dias, da corretora Marsh, que ajudou a desenvolver o produto junto com a Unibanco AIG, vê no mercado um movimento de outras seguradoras para entrar no segmento de riscos ambientais, mas com apólices diferentes da do Unibanco. A AGF lançou o seguro para florestas cultivadas, que protege contra chuva excessiva, ventos fortes e inundação.
Com o avanço das preocupações com o meio ambiente, ter um seguro ambiental passou a contar pontos extras para as empresa listadas na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) e interessadas em fazer parte do Índice de Sustentabilidade Empresarial (ISE). Uma das perguntas do questionário é justamente sobre que tipo de apólice a empresa tem e se ela cobre, por exemplo, danos ambientais.
Luiz Alberto Pestana, diretor da UBF Garantias, vê grandes oportunidades para o setor de seguros com as mudanças ambientais. O executivo, porém, não vê uma enxurrada de novos produtos chegando ao mercado. Antes disso, ele vê um crescimento no uso dos produtos tradicionais, já existentes, mas adaptados para o setor, como as usinas de energia limpa e transporte de cargas perigosas.
A Tokio Marine resolveu apostar justamente neste segmento. A companhia, conhecida por atuar forte com grandes riscos industriais, resolveu levar para o mundo dos biocombustíveis produtos que já oferecia, como as apólices que cobrem risco de engenharia (que inclui a instalação e montagem de equipamento de uma planta industrial). A diferença é que a seguradora conseguiu desenvolver alguns diferenciais, principalmente com relação a determinação do preço do seguro. "Criamos uma taxação própria", diz Alexandro Sanxes, gerente da área de riscos de engenharia da Tokio.
A seguradora montou em 2005 um comitê formado por sete engenheiros para discutir o assunto. O resultado foi uma fórmula sofisticada, que leva em conta até o resultado da reação do etanol com o óleo de mamona (ou outra matéria-prima usada para produzir o biocombustível). Como esta é a principal reação em uma usina, qualquer problema com ela pode afetar o preço do seguro. "Enquadramos este tipo de risco na definição do preço", diz o executivo.
As usinas seguradas pela Tokio estão bem espalhadas pelo país, incluindo uma planta no Rio Grande do Norte, outra em Minas Gerais e mais outra no Rio Grande do Sul. Segundo Sanxes, a preocupação com maior geração de energias alternativas está aumentado o tamanho das usinas. As primeiras plantas seguradas pela Tokio não passavam dos R$ 20 milhões. Agora, chegam até a R$ 150 milhões.
Um relatório recente da Munich Re, uma das maiores resseguradoras do mundo, afirma que o aquecimento global pode aumentar a ocorrência de maremotos e ciclones no mundo em 2007 e nos próximos anos. A resseguradora já se prepara para um aumento na demanda deste tipo de cobertura, que vão exigir maior sofisticação e formas de avaliação. No ano passado, as catástrofes naturais trouxeram perdas de US$ 50 bilhões ao redor do mundo, dos quais US$ 15 bilhões estavam segurados.
No Brasil, a Unibanco AIG foi a pioneira no segmento. Lançou um seguro específico para riscos ambientais há pouco mais de dois anos e conta com 15 empresas na carteira. Segundo Ney Ferraz Dias, diretor da seguradora, o número ainda é baixo perto do potencial do mercado. "Mas pelo estágio que está, é um bom começo", diz. Lá fora, a americana AIG é líder no setor e detém 80% dos prêmios mundiais, que somam US$ 3 bilhões. Entre as 15 empresas, há companhias do setor petroquímico, petróleo e químico. Há ainda algumas metalúrgicas e até uma editora, que contratou a apólice por causa dos riscos que a gráfica possa trazer ao meio ambiente.
Mauro Dias, da corretora Marsh, que ajudou a desenvolver o produto junto com a Unibanco AIG, vê no mercado um movimento de outras seguradoras para entrar no segmento de riscos ambientais, mas com apólices diferentes da do Unibanco. A AGF lançou o seguro para florestas cultivadas, que protege contra chuva excessiva, ventos fortes e inundação.
Com o avanço das preocupações com o meio ambiente, ter um seguro ambiental passou a contar pontos extras para as empresa listadas na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) e interessadas em fazer parte do Índice de Sustentabilidade Empresarial (ISE). Uma das perguntas do questionário é justamente sobre que tipo de apólice a empresa tem e se ela cobre, por exemplo, danos ambientais.
Luiz Alberto Pestana, diretor da UBF Garantias, vê grandes oportunidades para o setor de seguros com as mudanças ambientais. O executivo, porém, não vê uma enxurrada de novos produtos chegando ao mercado. Antes disso, ele vê um crescimento no uso dos produtos tradicionais, já existentes, mas adaptados para o setor, como as usinas de energia limpa e transporte de cargas perigosas.
A Tokio Marine resolveu apostar justamente neste segmento. A companhia, conhecida por atuar forte com grandes riscos industriais, resolveu levar para o mundo dos biocombustíveis produtos que já oferecia, como as apólices que cobrem risco de engenharia (que inclui a instalação e montagem de equipamento de uma planta industrial). A diferença é que a seguradora conseguiu desenvolver alguns diferenciais, principalmente com relação a determinação do preço do seguro. "Criamos uma taxação própria", diz Alexandro Sanxes, gerente da área de riscos de engenharia da Tokio.
A seguradora montou em 2005 um comitê formado por sete engenheiros para discutir o assunto. O resultado foi uma fórmula sofisticada, que leva em conta até o resultado da reação do etanol com o óleo de mamona (ou outra matéria-prima usada para produzir o biocombustível). Como esta é a principal reação em uma usina, qualquer problema com ela pode afetar o preço do seguro. "Enquadramos este tipo de risco na definição do preço", diz o executivo.
As usinas seguradas pela Tokio estão bem espalhadas pelo país, incluindo uma planta no Rio Grande do Norte, outra em Minas Gerais e mais outra no Rio Grande do Sul. Segundo Sanxes, a preocupação com maior geração de energias alternativas está aumentado o tamanho das usinas. As primeiras plantas seguradas pela Tokio não passavam dos R$ 20 milhões. Agora, chegam até a R$ 150 milhões.
Fonte: CarbonoBrasil
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