Voltar
Notícias
17
jul
2007
(MANEJO)
Governo trava manejo florestal comunitário no país
Lideranças e instituições do GT de Manejo Florestal Comunitário se reuniram ontem com a ministra Marina Silva para pedir a intervenção do Ministério do Meio Ambiente contra entraves do governo que dificultam o manejo florestal comunitário no país como política de desenvolvimento baseada no uso dos recursos naturais renováveis. O diretor do Serviço Florestal Brasileiro, Tasso Rezende de Azevedo, disse que o MMA já identificou no país a existência de 120 milhões de hectares de florestas sob domínio comunitário.
A reunião aconteceu após a abertura da conferência internacional “Manejo e empreendimentos florestais comunitários: temas e oportunidades globais”, promovida pela Organização Internacional de Madeiras Tropicais (ITTO), Ministério do Meio Ambiente e o Governo do Acre, que está sendo realizada em Rio Branco com a presença de representantes de 40 países.
Dentre as diversas dificuldades enfrentadas pelas comunidades, Mariana Silva ouviu relatos sobre a falta de regularização fundiária e despreparo dos órgãos de regulação ambiental federal e estaduais para reconhecer as técnicas tradicionais.
Segundo um documento entregue à ministra, a situação tem causado demora na análise e aprovação dos planos, problemas de infra-estrutura para garantir o fluxo e o beneficiamento dos produtos florestais, ameaças às lideranças comunitárias e relações injustas entre empresas madeireiras e comunidades, gerando situações de desrespeito aos direitos humanos e ambientais.
O documento sugere uma política nacional de apoio ao manejo florestal comunitário, a partir de processos que envolvam ampla participação de organizações e representantes dos setores interessados. “Para tanto, é essencial reconhecer as especificidades e a conhecimentos tradicionais nos diferentes biomas do Brasil”, assinalam as lideranças e instituições, que defendem o fortalecimento institucional das associações indígenas, comunitárias e familiares.
As lideranças e instituições esperam que seja criado um sistema de pesquisa, formação, capacitação e assistência técnica pública que possa atender as demandas do manejo florestal comunitário. Respeitando a diversidade sócio-econômica, a construção de linhas de crédito, fomento e financiamento. Outras exigências incluem o reconhecimento pelo Estado das diversas formas de manejo florestal comunitário e adaptação das exigências legais às realidades locais, a construção de um marco regulatório para a produção e comercialização de produtos florestais não-madeireiros.
Também faz parte da lista de reivindicações consolidação de ação conjunta entre órgãos fundiários e ambientais das esferas federal e estaduais, para garantir o estabelecimento de regulação fundiária nas comunidades com atividades de manejo dos recursos naturais e ações de fiscalização e controle.
O movimento manifesta preocupação com o indicativo do Projeto de Lei 19/07, da Medida Provisória 366/07. Segundo as lideranças e instituiçõesdo GT de Manejo Florestal Comunitário, indicativo pode colocar como função do Congresso a aprovação de unidades de conservação (UCs). “Este projeto de lei pode atrasar e politizar o processo de criação de UCs federais”.
No final, o documento menciona as ameaças de grupos de madeireiros e invasores de terras às lideranças comunitárias, em especial para a safra de 2007, o que estaria comprometendo as atividades de produção comunitária.
A reunião aconteceu após a abertura da conferência internacional “Manejo e empreendimentos florestais comunitários: temas e oportunidades globais”, promovida pela Organização Internacional de Madeiras Tropicais (ITTO), Ministério do Meio Ambiente e o Governo do Acre, que está sendo realizada em Rio Branco com a presença de representantes de 40 países.
Dentre as diversas dificuldades enfrentadas pelas comunidades, Mariana Silva ouviu relatos sobre a falta de regularização fundiária e despreparo dos órgãos de regulação ambiental federal e estaduais para reconhecer as técnicas tradicionais.
Segundo um documento entregue à ministra, a situação tem causado demora na análise e aprovação dos planos, problemas de infra-estrutura para garantir o fluxo e o beneficiamento dos produtos florestais, ameaças às lideranças comunitárias e relações injustas entre empresas madeireiras e comunidades, gerando situações de desrespeito aos direitos humanos e ambientais.
O documento sugere uma política nacional de apoio ao manejo florestal comunitário, a partir de processos que envolvam ampla participação de organizações e representantes dos setores interessados. “Para tanto, é essencial reconhecer as especificidades e a conhecimentos tradicionais nos diferentes biomas do Brasil”, assinalam as lideranças e instituições, que defendem o fortalecimento institucional das associações indígenas, comunitárias e familiares.
As lideranças e instituições esperam que seja criado um sistema de pesquisa, formação, capacitação e assistência técnica pública que possa atender as demandas do manejo florestal comunitário. Respeitando a diversidade sócio-econômica, a construção de linhas de crédito, fomento e financiamento. Outras exigências incluem o reconhecimento pelo Estado das diversas formas de manejo florestal comunitário e adaptação das exigências legais às realidades locais, a construção de um marco regulatório para a produção e comercialização de produtos florestais não-madeireiros.
Também faz parte da lista de reivindicações consolidação de ação conjunta entre órgãos fundiários e ambientais das esferas federal e estaduais, para garantir o estabelecimento de regulação fundiária nas comunidades com atividades de manejo dos recursos naturais e ações de fiscalização e controle.
O movimento manifesta preocupação com o indicativo do Projeto de Lei 19/07, da Medida Provisória 366/07. Segundo as lideranças e instituiçõesdo GT de Manejo Florestal Comunitário, indicativo pode colocar como função do Congresso a aprovação de unidades de conservação (UCs). “Este projeto de lei pode atrasar e politizar o processo de criação de UCs federais”.
No final, o documento menciona as ameaças de grupos de madeireiros e invasores de terras às lideranças comunitárias, em especial para a safra de 2007, o que estaria comprometendo as atividades de produção comunitária.
Fonte: Amazonia.org.br
Notícias em destaque
Conheça as principais aplicações do MDF cru
Material se destaca pela versatilidade, da marcenaria por hobby à produção de móveis em série. Descubra essa...
(GERAL)
Mercado de móveis para quarto deve ultrapassar US$ 165 bilhões até 2031
De acordo com a Mordor Intelligence, o mercado de móveis para quarto deverá crescer de US$ 126,80 bilhões em 2025 para US$...
(MERCADO)
Arauco instala equipamento de 300 toneladas na maior caldeira de recuperação do mundo
Operação marca uma das etapas mais complexas do Projeto Sucuriú
A construção da futura fábrica...
(GERAL)
O que nós aprendemos a partir das queimadas que atingiram o Brasil em 2024?
Estudo analisou quatro décadas de dados para mapear crescimento de ocorrência de grandes incêndios no território...
(QUEIMADAS)
Governo do Amazonas firma parceria com FSC Brasil para fortalecer manejo sustentável em Unidades de Conservação
Assinatura ocorreu durante a Reunião Anual da GCF Task Force, realizada em Caquetá, na Colômbia
O Governo do Amazonas, por...
(CERTIFICAÇÃO)
Suécia se junta a Noruega e Canadá na corrida por prédios gigantes de madeira engenheirada: o que muda no concreto e no aço
Canteiros tradicionais viraram linhas de montagem limpas com a ascensão dos prédios gigantes de madeira engenheirada. Você...
(MADEIRA E PRODUTOS)














