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Notícias
11
jul
2007
(MÓVEIS)
Indústria de móveis ganha mais espaço
O fim do alívio fiscal para insumos importados que se revertem em exportações, na China, e os constantes atrasos na entrega de móveis aos Estados Unidos por fornecedores chineses vêm aparecendo como vantagem dos brasileiros junto a compradores americanos.
Um dos efeitos da supressão do benefício na China será a elevação do preço do produto, antevê a este jornal o presidente da Associação das Indústrias de Móveis do Rio Grande do Sul (Movergs), Luis Atílio Troés. - Eles vão subir os preços e nós temos grandes chances de pegar uma fatia do mercado.
A China detém 17% das exportações mundiais de móveis, com US$ 13,5 bilhões, de acordo com o trabalho executado pelo Instituto de Estudos e Marketing Industrial (IEMI). O mesmo estudo revela que os Estados Unidos aparecem como o segundo maior importador, com US$ 23,7 bilhões, atrás da União Européia, com US$ 36,1 bilhões.
Uma das coordenadoras do Brazilian Furniture, Heloiza Cardeal, confirmou que o Brasil terá vantagens, mas alerta que o impacto deverá ser sentido dentro de cerca de quatro meses, devido à grandiosa economia de escala chinesa e ao número de fábricas de MDF. - No caso de móveis populares é difícil concorrer com eles, mas existe uma pequena chance para ganhar espaço - disse a especialista, que vê oportunidades maiores para produtos de alto valor agregado, em que a concorrência é com italianos. - Este era um cenário que vislumbrava para daqui a cinco anos. Chegou mais cedo do que eu esperava - disse o presidente da Movergs, que agora conta com a boa vontade do governo federal para a liberação de cerca de R$ 60 milhões referentes a créditos tributários retidos.
- Somente em nosso Estado, somando a retenção de créditos estaduais e federais o valor acumulado oscila entre R$ 15 milhões e R$ 18 milhões - completou. No mês passado Troés reuniu-se com autoridades em Brasília para apresentar a situação real das empresas brasileiras, notadamente, as que exportam.
Questionado sobre o crescimento de 5,6% das exportações brasileiras em cinco meses deste ano, comparativamente a igual período de 2006, Troés disse que o governo não pode analisar o setor somente olhando para esses números e, sim, reconhecer a "fragilidade pela qual estamos passando". - O mínimo que o governo pode fazer é liberar os créditos retidos, para que não tenhamos necessidade de tomar financiamento para capital de giro - explicou.
Entre janeiro e maio deste ano, o total exportado pelo Brasil foi de US$ 390,9 milhões, diante de US$ 370,1 milhões nos cinco primeiros meses de 2006. Este valor recupera parte das perdas, de 11%, no confronto com janeiro a maio de 2005, quando o País embarcou US$ 414,7 milhões.
Mesmo com uma retração de 35% entre os cinco primeiro meses de 2005 e 2007 (de US$ 163,6 milhões para US$ 105,5 milhões), o mercado americano permanece como o principal destino dos nossos produtos.
O que mudou foi sua representatividade: de 39% em 2005 para 27% neste ano. - As fábricas vêm trabalhando a duras penas para manter clientes lá fora, pois acreditavam que alguma coisa iria acontecer - contou o presidente da Movergs. Ele explica que, gradativamente, os fabricantes brasileiros estão substituindo o modelo antigo, de trabalhar com um distribuidor local, pelo contato direto com clientes finais, os lojistas. - Isso significa investir em feiras lá fora, estar presente. Por isso eu digo: o governo brasileiro sabe aonde incidem os impostos e pode atender nossas reivindicações - destacou Troés.
Após a queda de 22% ocorrida no comparativo dos cinco meses de 2006 com o de 2005 (US$ 189,6 milhões para US$ 147,6 milhões), o pólo catarinense teve uma leve alta neste ano, de 0,4%, para US$ 148,2 milhões.
E esta não é a única boa notícia: na semana passada o Sindicato das Indústrias da Construção e do Mobiliário de São Bento do Sul (Sindusmobil) firmou convênio com o Brazilian Furniture, beneficiando nesta primeira fase cerca de 20 fábricas. - A partir de agora, começam a participar das ações de promoção do móvel no exterior, incluindo divulgação em feiras, rodadas de negócios e acesso a pesquisas de mercado - disse Heloiza Cardeal.
Um dos efeitos da supressão do benefício na China será a elevação do preço do produto, antevê a este jornal o presidente da Associação das Indústrias de Móveis do Rio Grande do Sul (Movergs), Luis Atílio Troés. - Eles vão subir os preços e nós temos grandes chances de pegar uma fatia do mercado.
A China detém 17% das exportações mundiais de móveis, com US$ 13,5 bilhões, de acordo com o trabalho executado pelo Instituto de Estudos e Marketing Industrial (IEMI). O mesmo estudo revela que os Estados Unidos aparecem como o segundo maior importador, com US$ 23,7 bilhões, atrás da União Européia, com US$ 36,1 bilhões.
Uma das coordenadoras do Brazilian Furniture, Heloiza Cardeal, confirmou que o Brasil terá vantagens, mas alerta que o impacto deverá ser sentido dentro de cerca de quatro meses, devido à grandiosa economia de escala chinesa e ao número de fábricas de MDF. - No caso de móveis populares é difícil concorrer com eles, mas existe uma pequena chance para ganhar espaço - disse a especialista, que vê oportunidades maiores para produtos de alto valor agregado, em que a concorrência é com italianos. - Este era um cenário que vislumbrava para daqui a cinco anos. Chegou mais cedo do que eu esperava - disse o presidente da Movergs, que agora conta com a boa vontade do governo federal para a liberação de cerca de R$ 60 milhões referentes a créditos tributários retidos.
- Somente em nosso Estado, somando a retenção de créditos estaduais e federais o valor acumulado oscila entre R$ 15 milhões e R$ 18 milhões - completou. No mês passado Troés reuniu-se com autoridades em Brasília para apresentar a situação real das empresas brasileiras, notadamente, as que exportam.
Questionado sobre o crescimento de 5,6% das exportações brasileiras em cinco meses deste ano, comparativamente a igual período de 2006, Troés disse que o governo não pode analisar o setor somente olhando para esses números e, sim, reconhecer a "fragilidade pela qual estamos passando". - O mínimo que o governo pode fazer é liberar os créditos retidos, para que não tenhamos necessidade de tomar financiamento para capital de giro - explicou.
Entre janeiro e maio deste ano, o total exportado pelo Brasil foi de US$ 390,9 milhões, diante de US$ 370,1 milhões nos cinco primeiros meses de 2006. Este valor recupera parte das perdas, de 11%, no confronto com janeiro a maio de 2005, quando o País embarcou US$ 414,7 milhões.
Mesmo com uma retração de 35% entre os cinco primeiro meses de 2005 e 2007 (de US$ 163,6 milhões para US$ 105,5 milhões), o mercado americano permanece como o principal destino dos nossos produtos.
O que mudou foi sua representatividade: de 39% em 2005 para 27% neste ano. - As fábricas vêm trabalhando a duras penas para manter clientes lá fora, pois acreditavam que alguma coisa iria acontecer - contou o presidente da Movergs. Ele explica que, gradativamente, os fabricantes brasileiros estão substituindo o modelo antigo, de trabalhar com um distribuidor local, pelo contato direto com clientes finais, os lojistas. - Isso significa investir em feiras lá fora, estar presente. Por isso eu digo: o governo brasileiro sabe aonde incidem os impostos e pode atender nossas reivindicações - destacou Troés.
Após a queda de 22% ocorrida no comparativo dos cinco meses de 2006 com o de 2005 (US$ 189,6 milhões para US$ 147,6 milhões), o pólo catarinense teve uma leve alta neste ano, de 0,4%, para US$ 148,2 milhões.
E esta não é a única boa notícia: na semana passada o Sindicato das Indústrias da Construção e do Mobiliário de São Bento do Sul (Sindusmobil) firmou convênio com o Brazilian Furniture, beneficiando nesta primeira fase cerca de 20 fábricas. - A partir de agora, começam a participar das ações de promoção do móvel no exterior, incluindo divulgação em feiras, rodadas de negócios e acesso a pesquisas de mercado - disse Heloiza Cardeal.
Fonte: Jornal do Brasil
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