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Notícias
05
jul
2007
(CIÊNCIA)
Concessões florestais serão tema de estudos científicos
A equipe do Serviço Florestal Brasileiro participou, em Brasília, de uma oficina com pesquisadores de vários centros para discutir temas de investigações científicas que ajudem na gestão florestal brasileira.
A Oficina Técnico-Acadêmica sobre Concessões Florestais foi uma iniciativa do Serviço Florestal Brasileiro em parceira com o Procam/USP - Programa de Pós Graduação em Ciências Ambientais da USP e também contou com a participação de representantes da Cirad-Forêt, instituição francesa voltada para estudos nas áreas agropecuárias e florestais, além de outras instituções brasileiras.
Na abertura do evento, o professor do Cirad-Forêt, Alain Karsenty, apresentou um painel sobre o uso de recursos florestais, mecanismos legais para concessões, fiscalização e controle social. Karsenty é especialista no assunto, tendo investigado experiências de gestão florestal em várias partes do mundo.
Para ele, um país, como o Brasil, que pretende iniciar processos de concessões florestais, tem de estar atento às contradições que ocorrem entre os mercados legais de madeiras e os ilegais. "As pressões que os agentes que trabalham dentro das regras sofrem podem comprometer as atividades legais", afirma Karsenty. O professor francês se referia ao alto grau de ilegalidade do setor madeireiro no Brasil, que, segundo dados do Ibama, chega a 80% do setor.
Segundo Isabel Garcia Drigo, doutoranda do Procam e que estuda o sistema de concessões florestais estabelecidas pela Lei 11.284/06, "várias questões foram levantadas que podem servir de linhas de estudo para quem tiver interesse na área", afirma.
Por exemplo, "como os coordenadores das licitações poderão prever a dinâmica dos preços dos produtos e serviços dentro das concessões?" pergunta ela. "E como vai se articular o tripé: economia, sociedade e ecologia nesse modelo de gestão?" questiona.
Luiz Carlos Joels, diretor do Serviço Florestal Brasileiro, diz que é fundamental para o bom desempenho da gestão florestal uma observação independente por parte dos pesquisadores. Para ele, "as pesquisas poderão fundamentar futuras decisões a serem tomadas nas estruturas governamentais ligadas à gestão florestal".
Ao final do evento, ficou estabelecido que o próximo passo será a criação de um fórum de pesquisa e discussão, onde gestores e cientistas poderão debater a realidade da gestão florestal brasileira. Quem tiver interesse em participar, o fórum será aberto a pesquisadores de todos os setores. Os interessados devem entrar em contato como Serviço Florestal Brasileiro pelo e-mail: info@sfb.gov.br
A Oficina Técnico-Acadêmica sobre Concessões Florestais foi uma iniciativa do Serviço Florestal Brasileiro em parceira com o Procam/USP - Programa de Pós Graduação em Ciências Ambientais da USP e também contou com a participação de representantes da Cirad-Forêt, instituição francesa voltada para estudos nas áreas agropecuárias e florestais, além de outras instituções brasileiras.
Na abertura do evento, o professor do Cirad-Forêt, Alain Karsenty, apresentou um painel sobre o uso de recursos florestais, mecanismos legais para concessões, fiscalização e controle social. Karsenty é especialista no assunto, tendo investigado experiências de gestão florestal em várias partes do mundo.
Para ele, um país, como o Brasil, que pretende iniciar processos de concessões florestais, tem de estar atento às contradições que ocorrem entre os mercados legais de madeiras e os ilegais. "As pressões que os agentes que trabalham dentro das regras sofrem podem comprometer as atividades legais", afirma Karsenty. O professor francês se referia ao alto grau de ilegalidade do setor madeireiro no Brasil, que, segundo dados do Ibama, chega a 80% do setor.
Segundo Isabel Garcia Drigo, doutoranda do Procam e que estuda o sistema de concessões florestais estabelecidas pela Lei 11.284/06, "várias questões foram levantadas que podem servir de linhas de estudo para quem tiver interesse na área", afirma.
Por exemplo, "como os coordenadores das licitações poderão prever a dinâmica dos preços dos produtos e serviços dentro das concessões?" pergunta ela. "E como vai se articular o tripé: economia, sociedade e ecologia nesse modelo de gestão?" questiona.
Luiz Carlos Joels, diretor do Serviço Florestal Brasileiro, diz que é fundamental para o bom desempenho da gestão florestal uma observação independente por parte dos pesquisadores. Para ele, "as pesquisas poderão fundamentar futuras decisões a serem tomadas nas estruturas governamentais ligadas à gestão florestal".
Ao final do evento, ficou estabelecido que o próximo passo será a criação de um fórum de pesquisa e discussão, onde gestores e cientistas poderão debater a realidade da gestão florestal brasileira. Quem tiver interesse em participar, o fórum será aberto a pesquisadores de todos os setores. Os interessados devem entrar em contato como Serviço Florestal Brasileiro pelo e-mail: info@sfb.gov.br
Fonte: MMA
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