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Notícias
05
jul
2007
(MÓVEIS)
Indústria moveleira de Ubá (MG) enfrenta a ameaça chinesa
Em diversos setores, a indústria brasileira vive dias de preocupação com a concorrência da China. Os asiáticos têm conseguido produzir mais barato e conquistar boa fatia do mercado em todo o mundo. Mas, em vez de apenas esperar, a indústria de móveis de Ubá, na Zona da Mata de Minas Gerais, resolveu ir até a China.
Uma missão organizada pelo Sebrae no Estado e pela Câmara Brasil-China de Desenvolvimento Econômico (CBCDE) irá visitar a Furniture – 13ª Feira Internacional de Móveis, em Xangai, a maior cidade do País. O evento será realizado entre os dias 12 e 15 de setembro e deve atrair cerca de 61 mil visitantes. “Precisamos ver o potencial produtivo, avaliar se podemos competir ou se precisamos encontrar outra linha de trabalho”, explica o presidente do Sindicato Intermunicipal das Indústrias de Marcenaria da Ubá (Intersind), Rogério Gazola.
A idéia surgiu na elaboração do planejamento do pólo, uma das atividades do projeto de desenvolvimento do setor liderado pelo Sebrae. “Quando os empresários pensavam em como estaria Ubá daqui a dez anos, eles se lembraram da ameaça da China”, conta a gestora do Sebrae para o projeto, Eliane Rosignoli. No entanto, quando entraram em contato com a Câmara, os empresários ouviram que o País asiático também poderia significar uma oportunidade.
Segundo o presidente da CBCDE, Paul Liu, o mercado de móveis do País asiático é seis vezes maior que todo mercado europeu. “Mas 25 anos após a abertura econômica não existem produtos brasileiros no maior mercado do mundo”, afirma. Os chineses gastam US$ 4,3 bilhões anualmente na compra de móveis.
“A China tem um mercado consumidor em expansão, as pessoas estão aumentando seu poder de compra. Talvez possamos oferecer produtos de linhas mais elaboradas, com maior valor agregado”, avalia o presidente do Intersind.
Concorrência
Mas conhecer o concorrente que em breve deve disputar com os produtos mineiros nas lojas brasileiras não deixa de ser um dos objetivos da missão. Grande parte das indústrias de Ubá, segundo Gazola, fabrica móveis em escala maior e com baixo valor agregado, o que também acontece com os chineses. “Elas correm o risco de serem atropeladas como aconteceu em outros setores produtivos brasileiros”, diz.
O investimento em design e na criação de uma unidade de tratamento de resíduos, que deixa a produção ecologicamente mais correta, são alguns dos diferenciais buscados pelos mineiros. No entanto, a desvantagem nacional para importação de máquinas tem atrapalhado a modernização. “Nossas taxas para a compra dos equipamentos, produzidos principalmente na Itália e na Alemanha, é muito alta”, avalia o presidente do Intersind.
Das 4,2 mil fábricas de móveis de Minas Gerais, 410 estão em Ubá. Apesar de representar número menor de empresas, a cidade é responsável por cerca de 50% dos empregos do setor no Estado.
“Poderemos conhecer fornecedores que aumentem a competitividade dos produtos da cidade e até verificar a possibilidade de exportar”, acredita Rosignoli. Algumas indústrias moveleiras da região já vendem em mercados como os Estados Unidos, a Arábia Saudita e vários países africanos.
“Os brasileiros estão agindo de forma mais estratégica em relação à China. A aproximação pode dar origem a parcerias que aumentem a competitividade”, afirma Frank Hung, responsável pelo departamento de relações corporativas da CBCDE.
A agenda dos empresários ubaenses na China prevê ainda uma visita a um shopping de móveis com 50 mil m² na cidade de Guangzhou e a uma fábrica em Shenzhen, onde eles poderão observar pontos de venda e conhecer as normas de controle de qualidade e de meio ambiente.
Serviço:
Assessoria de Imprensa Sebrae Minas - (31) 3371-9036/9039/9212
Agencia Sebrae de Notícias - (61) 3348-7494 / 2107-9362 / 2107-9359
Assessoria de Imprensa da Câmara Brasil-China de Desenvolvimento Econômico (CBCDE) - (11) 3082-2636
Intersind – (32) 3531-1307
Uma missão organizada pelo Sebrae no Estado e pela Câmara Brasil-China de Desenvolvimento Econômico (CBCDE) irá visitar a Furniture – 13ª Feira Internacional de Móveis, em Xangai, a maior cidade do País. O evento será realizado entre os dias 12 e 15 de setembro e deve atrair cerca de 61 mil visitantes. “Precisamos ver o potencial produtivo, avaliar se podemos competir ou se precisamos encontrar outra linha de trabalho”, explica o presidente do Sindicato Intermunicipal das Indústrias de Marcenaria da Ubá (Intersind), Rogério Gazola.
A idéia surgiu na elaboração do planejamento do pólo, uma das atividades do projeto de desenvolvimento do setor liderado pelo Sebrae. “Quando os empresários pensavam em como estaria Ubá daqui a dez anos, eles se lembraram da ameaça da China”, conta a gestora do Sebrae para o projeto, Eliane Rosignoli. No entanto, quando entraram em contato com a Câmara, os empresários ouviram que o País asiático também poderia significar uma oportunidade.
Segundo o presidente da CBCDE, Paul Liu, o mercado de móveis do País asiático é seis vezes maior que todo mercado europeu. “Mas 25 anos após a abertura econômica não existem produtos brasileiros no maior mercado do mundo”, afirma. Os chineses gastam US$ 4,3 bilhões anualmente na compra de móveis.
“A China tem um mercado consumidor em expansão, as pessoas estão aumentando seu poder de compra. Talvez possamos oferecer produtos de linhas mais elaboradas, com maior valor agregado”, avalia o presidente do Intersind.
Concorrência
Mas conhecer o concorrente que em breve deve disputar com os produtos mineiros nas lojas brasileiras não deixa de ser um dos objetivos da missão. Grande parte das indústrias de Ubá, segundo Gazola, fabrica móveis em escala maior e com baixo valor agregado, o que também acontece com os chineses. “Elas correm o risco de serem atropeladas como aconteceu em outros setores produtivos brasileiros”, diz.
O investimento em design e na criação de uma unidade de tratamento de resíduos, que deixa a produção ecologicamente mais correta, são alguns dos diferenciais buscados pelos mineiros. No entanto, a desvantagem nacional para importação de máquinas tem atrapalhado a modernização. “Nossas taxas para a compra dos equipamentos, produzidos principalmente na Itália e na Alemanha, é muito alta”, avalia o presidente do Intersind.
Das 4,2 mil fábricas de móveis de Minas Gerais, 410 estão em Ubá. Apesar de representar número menor de empresas, a cidade é responsável por cerca de 50% dos empregos do setor no Estado.
“Poderemos conhecer fornecedores que aumentem a competitividade dos produtos da cidade e até verificar a possibilidade de exportar”, acredita Rosignoli. Algumas indústrias moveleiras da região já vendem em mercados como os Estados Unidos, a Arábia Saudita e vários países africanos.
“Os brasileiros estão agindo de forma mais estratégica em relação à China. A aproximação pode dar origem a parcerias que aumentem a competitividade”, afirma Frank Hung, responsável pelo departamento de relações corporativas da CBCDE.
A agenda dos empresários ubaenses na China prevê ainda uma visita a um shopping de móveis com 50 mil m² na cidade de Guangzhou e a uma fábrica em Shenzhen, onde eles poderão observar pontos de venda e conhecer as normas de controle de qualidade e de meio ambiente.
Serviço:
Assessoria de Imprensa Sebrae Minas - (31) 3371-9036/9039/9212
Agencia Sebrae de Notícias - (61) 3348-7494 / 2107-9362 / 2107-9359
Assessoria de Imprensa da Câmara Brasil-China de Desenvolvimento Econômico (CBCDE) - (11) 3082-2636
Intersind – (32) 3531-1307
Fonte: Agência Sebrae de Noticias
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