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Notícias
27
jun
2007
(ECONOMIA)
Dólar deve bater R$ 1,80 neste ano, diz banco
No fim deste ano, o dólar estará cotado a R$ 1,80, as reservas internacionais atingirão US$ 170 bilhões e o investimento direto estrangeiro irá somar US$ 27,2 bilhões, o segundo maior da história.
O recorde do investimento direto estrangeiro foi de US$ 32,8 bilhões, em 2000, mas, desse total, US$ 7 bilhões foram obtidos por meio da privatização. Se forem excluídos esses recursos da privatização, 2007 será o ano recorde de investimento estrangeiro.
Essa previsões constam no relatório Macro Brasil, elaborado pela equipe de economistas do banco Credit Suisse Brasil, chefiada por Nilson Teixeira.
Segundo o documento, o fluxo de dólares para o Brasil neste ano manterá o mesmo ritmo acelerado de agora e fará o real continuar se apreciando. O Credit Suisse não descarta a possibilidade de o real fechar o ano abaixo de R$ 1,80/US$.
"Nosso cenário assume que não haverá nenhuma medida administrativa ou tributária significativa que possa restringir o ingresso de capitais. Em geral, decisões dessa natureza têm baixa eficiência e pouca chance de sucesso", assinala.
O documento chama a atenção para o fato de que uma parte significativa dos recursos que estão sendo contabilizados pelo Banco Central como crédito comercial de curto prazo seja, na verdade, de um prazo muito maior.
Os economistas do banco explicaram que uma parcela das exportações de prazo superior a 12 meses deve estar sendo lançada na contabilidade do BC como crédito comercial de curto prazo, principalmente as de menor montante.
Isso porque, segundo Teixeira, muitos exportadores estão captando recursos em outros países para aplicar no Brasil e dando como garantia suas vendas externas. Esses financiamentos têm prazo superior a 12 meses, o que caracteriza uma linha de crédito comercial de longo prazo.
Uma das vantagens de ser menor o ingresso de dinheiro de curto prazo é que se reduz o risco de o país ver repetida a experiência de 1998, pouco antes da desvalorização do real, quando houve uma fuga maciça de dólar. A maior parte desse dinheiro estava aplicado no curto prazo. "A qualidade desses recursos hoje é muito mais favorável", diz Teixeira.
O Credit Suisse também prevê, para os próximos meses, uma queda significativa da entrada de dinheiro no país para aplicação no curto prazo, em razão da queda dos juros, mas mesmo assim o Brasil ainda vai continuar a receber uma montanha de dinheiro de fora.
Além dos US$ 27,2 bilhões de investimento direto estrangeiro, o país também vai receber, por exemplo, para aplicação no mercado de capitais, o volume recorde de US$ 12,6 bilhões, quase o dobro dos US$ 7 bilhões de 2006.
Diante dessas diversas fontes de ingresso de recurso no país, de acordo com o economista do Credit Suisse, o impacto da queda dos juros sobre o câmbio tende a se reduzir bastante.
O recorde do investimento direto estrangeiro foi de US$ 32,8 bilhões, em 2000, mas, desse total, US$ 7 bilhões foram obtidos por meio da privatização. Se forem excluídos esses recursos da privatização, 2007 será o ano recorde de investimento estrangeiro.
Essa previsões constam no relatório Macro Brasil, elaborado pela equipe de economistas do banco Credit Suisse Brasil, chefiada por Nilson Teixeira.
Segundo o documento, o fluxo de dólares para o Brasil neste ano manterá o mesmo ritmo acelerado de agora e fará o real continuar se apreciando. O Credit Suisse não descarta a possibilidade de o real fechar o ano abaixo de R$ 1,80/US$.
"Nosso cenário assume que não haverá nenhuma medida administrativa ou tributária significativa que possa restringir o ingresso de capitais. Em geral, decisões dessa natureza têm baixa eficiência e pouca chance de sucesso", assinala.
O documento chama a atenção para o fato de que uma parte significativa dos recursos que estão sendo contabilizados pelo Banco Central como crédito comercial de curto prazo seja, na verdade, de um prazo muito maior.
Os economistas do banco explicaram que uma parcela das exportações de prazo superior a 12 meses deve estar sendo lançada na contabilidade do BC como crédito comercial de curto prazo, principalmente as de menor montante.
Isso porque, segundo Teixeira, muitos exportadores estão captando recursos em outros países para aplicar no Brasil e dando como garantia suas vendas externas. Esses financiamentos têm prazo superior a 12 meses, o que caracteriza uma linha de crédito comercial de longo prazo.
Uma das vantagens de ser menor o ingresso de dinheiro de curto prazo é que se reduz o risco de o país ver repetida a experiência de 1998, pouco antes da desvalorização do real, quando houve uma fuga maciça de dólar. A maior parte desse dinheiro estava aplicado no curto prazo. "A qualidade desses recursos hoje é muito mais favorável", diz Teixeira.
O Credit Suisse também prevê, para os próximos meses, uma queda significativa da entrada de dinheiro no país para aplicação no curto prazo, em razão da queda dos juros, mas mesmo assim o Brasil ainda vai continuar a receber uma montanha de dinheiro de fora.
Além dos US$ 27,2 bilhões de investimento direto estrangeiro, o país também vai receber, por exemplo, para aplicação no mercado de capitais, o volume recorde de US$ 12,6 bilhões, quase o dobro dos US$ 7 bilhões de 2006.
Diante dessas diversas fontes de ingresso de recurso no país, de acordo com o economista do Credit Suisse, o impacto da queda dos juros sobre o câmbio tende a se reduzir bastante.
Fonte: Folha de São Paulo
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