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Notícias
25
jun
2007
(ECONOMIA)
Importações devem segurar crescimento do PIB até 2010
O ritmo superacelerado de aumento das importações pode continuar segurando o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) até 2010, segundo o economista Fabio Giambiagi, do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea).
O ritmo superacelerado de aumento das importações pode continuar segurando o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) até 2010, segundo o economista Fabio Giambiagi, do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea).
Em seu Boletim de Conjuntura (publicação trimestral) o Ipea previu crescimento do PIB de 4,3% e 4,4% para, respectivamente, 2007 e 2008. O ritmo de expansão do consumo e dos investimentos, porém, é bem mais veloz. No primeiro caso, de 4,9% e 5,3% (e de 5,7% e 5,6%, para as famílias), e, no segundo, de 9% e 9,1%.
Como explicou Giambiagi, o que permite a expansão do consumo e do investimento acima da produção nacional, sem que haja pressões inflacionárias, é o fortíssimo ritmo do crescimento das importações.
Para o economista, o País está passando por um processo de adaptação do fluxo de importações à grande valorização do real ante o dólar iniciada em 2003, quando a moeda chegou a ser cotada a R$ 3,65 - ontem, o dólar fechou a R$ 1,93.
Ajuda na inflação, mas não há como negar que tira um pouco da robustez do crescimento do PIB, disse, acrescentando que o dinamismo está bem mais no comércio do que na produção, e a mágica é o abastecimento pelas importações.
De acordo com Giambiagi, esse fenômeno, conhecido como vazamento do PIB para o exterior, explica como pode se ter a demanda crescendo tanto e a inflação tão comportada. Ele notou ainda que os efeitos do câmbio são de longo prazo e, por isso, acha que esse processo de ajuste das importações ao novo nível do câmbio pode durar até 2010.
Uma vantagem do aumento das importações, realçada por Giambiagi, é o crescimento das compras externas de máquinas e equipamentos, que vem impulsionando o investimento. Ele notou que o ritmo anual de crescimento das importações de bens de capital é impressionante: 17,2%% em 2004, 26,81% em 2005, e 22,93% em 2006. Nos cinco primeiros meses de 2007, em termos anualizados, o crescimento está em 24,57%.
PREOCUPAÇÃO
No boletim, porém, transparece a preocupação com a produção nacional de bens de consumo duráveis - acumulam expansão em 12 meses de 3,4%, mas vêm reduzindo o ritmo de crescimento. Segundo o documento, é interessante notar que essa piora do desempenho dos duráveis está acontecendo apesar dos resultados positivos verificados na produção de veículos.
O boletim acrescenta que produtos como material eletrônico e aparelhos e equipamentos de comunicação (englobando celulares e a linha marrom) estão sendo prejudicados pela valorização do real, que afeta negativamente as exportações e incentiva as importações.
O ritmo superacelerado de aumento das importações pode continuar segurando o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) até 2010, segundo o economista Fabio Giambiagi, do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea).
Em seu Boletim de Conjuntura (publicação trimestral) o Ipea previu crescimento do PIB de 4,3% e 4,4% para, respectivamente, 2007 e 2008. O ritmo de expansão do consumo e dos investimentos, porém, é bem mais veloz. No primeiro caso, de 4,9% e 5,3% (e de 5,7% e 5,6%, para as famílias), e, no segundo, de 9% e 9,1%.
Como explicou Giambiagi, o que permite a expansão do consumo e do investimento acima da produção nacional, sem que haja pressões inflacionárias, é o fortíssimo ritmo do crescimento das importações.
Para o economista, o País está passando por um processo de adaptação do fluxo de importações à grande valorização do real ante o dólar iniciada em 2003, quando a moeda chegou a ser cotada a R$ 3,65 - ontem, o dólar fechou a R$ 1,93.
Ajuda na inflação, mas não há como negar que tira um pouco da robustez do crescimento do PIB, disse, acrescentando que o dinamismo está bem mais no comércio do que na produção, e a mágica é o abastecimento pelas importações.
De acordo com Giambiagi, esse fenômeno, conhecido como vazamento do PIB para o exterior, explica como pode se ter a demanda crescendo tanto e a inflação tão comportada. Ele notou ainda que os efeitos do câmbio são de longo prazo e, por isso, acha que esse processo de ajuste das importações ao novo nível do câmbio pode durar até 2010.
Uma vantagem do aumento das importações, realçada por Giambiagi, é o crescimento das compras externas de máquinas e equipamentos, que vem impulsionando o investimento. Ele notou que o ritmo anual de crescimento das importações de bens de capital é impressionante: 17,2%% em 2004, 26,81% em 2005, e 22,93% em 2006. Nos cinco primeiros meses de 2007, em termos anualizados, o crescimento está em 24,57%.
PREOCUPAÇÃO
No boletim, porém, transparece a preocupação com a produção nacional de bens de consumo duráveis - acumulam expansão em 12 meses de 3,4%, mas vêm reduzindo o ritmo de crescimento. Segundo o documento, é interessante notar que essa piora do desempenho dos duráveis está acontecendo apesar dos resultados positivos verificados na produção de veículos.
O boletim acrescenta que produtos como material eletrônico e aparelhos e equipamentos de comunicação (englobando celulares e a linha marrom) estão sendo prejudicados pela valorização do real, que afeta negativamente as exportações e incentiva as importações.
Fonte: O Estado de São Paulo
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