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Notícias
22
nov
2005
(GERAL)
Celulose brasileira vai bem no exterior.
O ano para as fabricantes de papel e celulose está sendo controverso. A economia brasileira não respondeu e manteve a estagnação do consumo, prejudicando as companhias mais voltadas para o mercado brasileiro. Em contrapartida, a China passou a demandar mais celulose e o preço da commoditie subiu bastante em relação a 2002, apesar da alta ter sido um pouco ofuscada pela queda do dólar diante do real. Na opinião dos analistas, as exportadoras tiveram um ano bom e vêm conquistando cada vez mais espaço lá fora.
Em bolsa, a performance também foi variada. Enquanto Klabin, Suzano e Ripasa tiveram seu papéis experimentando altas surpreendentes, a Votorantim Celulose e Papel (VCP) e Aracruz ficaram para trás no ranking de valorização do setor. O desconto, segundo analistas de mercado, aconteceu por causa de uma forte alta das duas empresas no ano passado, o que provocou uma busca do investidor por papéis que ainda estavam atrasados. Em 2003, a Klabin subiu 196,6%, a Suzano 94,8%, Ripasa 95,6%, enquanto a VCP experimenta alta de 28,5% e a Aracruz 21%. "Minhas melhores recomendações são VCP e Aracruz, porque se tratam de duas empresas excelentes e que vêm sofrendo um desconto exagerado", afirma, Clarissa Saldanha, analista da corretora do Banco Brascan.
De acordo com a analista, o setor como um todo tem boas perspectivas, pois o mercado da China continua aumentando a demanda do produto e a economia européia dá sinais de reaquecimento, assim como a norte -americana. No Brasil, a perspectiva de crescimento em 2004 vem animando o setor, que teve um ano de investimentos em aumento de capacidade produtiva. "As empresas estão passando por reestruturações e aguardam apenas a recuperação interna.", diz.
Entre as empresas do setor, a Klabin é a única que vem priorizando a amortização de sua dívidas com a venda de alguns ativos, inclusive da gaúcha Riocel, adquirida pela Aracruz. "A valorização do dólar no ano passado prejudicou bastante a empresa, que tinha muitas dívidas em moeda americana. Durante esse ano, a companhia reduziu bem o risco financeiro e, por isso, o mercado vem apostando no papel", afirma Wagner Salaverry, analista da Geração Futuro.
Analistas ainda apontam a volatilidade no preço da commodity como um fator negativo para as empresas. Segundo eles, quanto mais estável o cenário de preços do produto, melhor para as companhias, que podem planejar melhor suas estratégias de mercado. Apesar do resultado de algumas empresas ter ficado aquém do esperado pelo mercado no 3º trimestre, o fim do ano ainda pode reservar surpresas no balanço da companhias. "O consumo do Brasil não vai bem, mas devemos notar uma melhora do setor ainda no quarto trimestre", diz Salaverry, da Geração Futuro.
Fonte: Thiago Velloso, De São Paulo (Valor Online)
27/out/03
Em bolsa, a performance também foi variada. Enquanto Klabin, Suzano e Ripasa tiveram seu papéis experimentando altas surpreendentes, a Votorantim Celulose e Papel (VCP) e Aracruz ficaram para trás no ranking de valorização do setor. O desconto, segundo analistas de mercado, aconteceu por causa de uma forte alta das duas empresas no ano passado, o que provocou uma busca do investidor por papéis que ainda estavam atrasados. Em 2003, a Klabin subiu 196,6%, a Suzano 94,8%, Ripasa 95,6%, enquanto a VCP experimenta alta de 28,5% e a Aracruz 21%. "Minhas melhores recomendações são VCP e Aracruz, porque se tratam de duas empresas excelentes e que vêm sofrendo um desconto exagerado", afirma, Clarissa Saldanha, analista da corretora do Banco Brascan.
De acordo com a analista, o setor como um todo tem boas perspectivas, pois o mercado da China continua aumentando a demanda do produto e a economia européia dá sinais de reaquecimento, assim como a norte -americana. No Brasil, a perspectiva de crescimento em 2004 vem animando o setor, que teve um ano de investimentos em aumento de capacidade produtiva. "As empresas estão passando por reestruturações e aguardam apenas a recuperação interna.", diz.
Entre as empresas do setor, a Klabin é a única que vem priorizando a amortização de sua dívidas com a venda de alguns ativos, inclusive da gaúcha Riocel, adquirida pela Aracruz. "A valorização do dólar no ano passado prejudicou bastante a empresa, que tinha muitas dívidas em moeda americana. Durante esse ano, a companhia reduziu bem o risco financeiro e, por isso, o mercado vem apostando no papel", afirma Wagner Salaverry, analista da Geração Futuro.
Analistas ainda apontam a volatilidade no preço da commodity como um fator negativo para as empresas. Segundo eles, quanto mais estável o cenário de preços do produto, melhor para as companhias, que podem planejar melhor suas estratégias de mercado. Apesar do resultado de algumas empresas ter ficado aquém do esperado pelo mercado no 3º trimestre, o fim do ano ainda pode reservar surpresas no balanço da companhias. "O consumo do Brasil não vai bem, mas devemos notar uma melhora do setor ainda no quarto trimestre", diz Salaverry, da Geração Futuro.
Fonte: Thiago Velloso, De São Paulo (Valor Online)
27/out/03
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