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Notícias
14
jun
2007
(MANEJO)
Projeto pretende viabilizar manejo florestal
A exploração de madeira na Amazônia levanta polêmica quanto a sua sustentabilidade, mas o projeto de fortalecimento do Arranjo Produtivo Local (APL) de Madeira e Móveis, no Acre, pretende enfrentar o desafio de promover um manejo responsável da floresta para atender a demanda mundial da matéria-prima de forma consciente.
"O manejo florestal comunitário, dentro de um planejamento de produção, é viável, mas requer uma unificação de forças no âmbito educacional. É preciso deixar claro para o produtor que aquela é apenas mais uma fonte de renda", afirma Dionísio Barbosa de Aquino, diretor-secretário da Cooperfloresta, cooperativa de manejo florestal.
O manejo comunitário permite apenas a exploração de uma área limitada por ano (chamada de talhão), depois do levantamento minucioso de todas as árvores do local a ser explorado. Somente espécies que possuam representantes de três gerações podem ser retiradas, segundo Nilson Teixeira Mendes, primo do ativista Chico Mendes. Um mesmo talhão só pode ser explorado a cada 30 anos.
Por isso, o manejo controlado encarece o produto final, em cujo valor vem agregado também o trabalho social. A grande dificuldade no momento consiste em alcançar um mercado comprador da matéria-prima diferenciada, pois a atividade exige investimentos em logística. As estradas precárias que levam às comunidades e a limitação do mercado a poucas espécies de árvores são entraves à atividade.
Para comercializar a madeira manejada por produtores, foi criada a Cooperfloresta, no início do ano passado, mas a primeira safra não rendeu bons resultados. Embora a atividade local já tenha conquistado o selo Forest Stewardship Council (FSC) selo verde mais conhecido do mundo, que atesta a origem e o trabalho sustentável da comunidade , a cooperativa enfrenta resistência por parte de compradores pela valorização do produto.
Marcenaria. Paralelamente à atividade de manejo, se desenvolve a atividade da marcenaria, também cultural na região em função da abundante oferta de madeira. Em julho de 2004, o Governo estadual do Acre, em parceria com o Sebrae/AC, construiu o Pólo Moveleiro, condomínio industrial para trazer as marcenarias para a formalidade. Hoje, 45 empresas são contempladas, sendo 18 pertencentes ao Sindicato das Indústrias de Móveis Estado do Acre (Sindmóveis) e 32, associados à Cooperativa de Produção dos Moveleiros do Estado do Acre (Coopermóveis). Segundo dados de 2002 do Senai, 77% das empresas de móveis do Acre têm até dez funcionários.
Um dos desafios do apoio às marcenarias da região é integrá-las às cooperativas de manejo florestal, garantindo o fornecimento de matéria-prima nativa e local o que é difícil, dado que os móveis ali produzidos têm perfil popular. Com investimentos a fundo perdido da Agência do Banco de Desenvolvimento da Amazônia (ADA) de R$ 200 mil, a Coopermóveis já começou a produzir em um galpão no condomínio.
Além dos galpões adequados às marcenarias, o Pólo Moveleiro garante às empresas ali instaladas serviços de criação de móveis por meio do Núcleo de Design. Mesmo com todas as vantagens oferecidas, poucas são as empresas que deixaram as precárias oficinas, instaladas nos fundos de residências bastante pobres, rumo ao pólo. Os espaços destinados às empresas estão em sua maioria vazios, ou fechados.
Valdiana Roseira da Silva, sócia da Umalti Móveis, já está instalada no local, mas afirma que o faturamento não se alterou muito desde a mudança, enquanto os custos se elevaram. Por outro lado, percebe melhoria na qualidade dos produtos desde que a infra-estrutura do pólo passou a ser utilizada. "Já produzimos uma mesa com auxílio do Núcleo de Design e passamos a usar a estufa para secagem da madeira", diz. A empresa, assim como as marcenarias concorrentes, tem o estado como principal comprador e costumam participar de feiras na região, como a Expo Acre, no intuito de abrir novos canais no mercado.
"O manejo florestal comunitário, dentro de um planejamento de produção, é viável, mas requer uma unificação de forças no âmbito educacional. É preciso deixar claro para o produtor que aquela é apenas mais uma fonte de renda", afirma Dionísio Barbosa de Aquino, diretor-secretário da Cooperfloresta, cooperativa de manejo florestal.
O manejo comunitário permite apenas a exploração de uma área limitada por ano (chamada de talhão), depois do levantamento minucioso de todas as árvores do local a ser explorado. Somente espécies que possuam representantes de três gerações podem ser retiradas, segundo Nilson Teixeira Mendes, primo do ativista Chico Mendes. Um mesmo talhão só pode ser explorado a cada 30 anos.
Por isso, o manejo controlado encarece o produto final, em cujo valor vem agregado também o trabalho social. A grande dificuldade no momento consiste em alcançar um mercado comprador da matéria-prima diferenciada, pois a atividade exige investimentos em logística. As estradas precárias que levam às comunidades e a limitação do mercado a poucas espécies de árvores são entraves à atividade.
Para comercializar a madeira manejada por produtores, foi criada a Cooperfloresta, no início do ano passado, mas a primeira safra não rendeu bons resultados. Embora a atividade local já tenha conquistado o selo Forest Stewardship Council (FSC) selo verde mais conhecido do mundo, que atesta a origem e o trabalho sustentável da comunidade , a cooperativa enfrenta resistência por parte de compradores pela valorização do produto.
Marcenaria. Paralelamente à atividade de manejo, se desenvolve a atividade da marcenaria, também cultural na região em função da abundante oferta de madeira. Em julho de 2004, o Governo estadual do Acre, em parceria com o Sebrae/AC, construiu o Pólo Moveleiro, condomínio industrial para trazer as marcenarias para a formalidade. Hoje, 45 empresas são contempladas, sendo 18 pertencentes ao Sindicato das Indústrias de Móveis Estado do Acre (Sindmóveis) e 32, associados à Cooperativa de Produção dos Moveleiros do Estado do Acre (Coopermóveis). Segundo dados de 2002 do Senai, 77% das empresas de móveis do Acre têm até dez funcionários.
Um dos desafios do apoio às marcenarias da região é integrá-las às cooperativas de manejo florestal, garantindo o fornecimento de matéria-prima nativa e local o que é difícil, dado que os móveis ali produzidos têm perfil popular. Com investimentos a fundo perdido da Agência do Banco de Desenvolvimento da Amazônia (ADA) de R$ 200 mil, a Coopermóveis já começou a produzir em um galpão no condomínio.
Além dos galpões adequados às marcenarias, o Pólo Moveleiro garante às empresas ali instaladas serviços de criação de móveis por meio do Núcleo de Design. Mesmo com todas as vantagens oferecidas, poucas são as empresas que deixaram as precárias oficinas, instaladas nos fundos de residências bastante pobres, rumo ao pólo. Os espaços destinados às empresas estão em sua maioria vazios, ou fechados.
Valdiana Roseira da Silva, sócia da Umalti Móveis, já está instalada no local, mas afirma que o faturamento não se alterou muito desde a mudança, enquanto os custos se elevaram. Por outro lado, percebe melhoria na qualidade dos produtos desde que a infra-estrutura do pólo passou a ser utilizada. "Já produzimos uma mesa com auxílio do Núcleo de Design e passamos a usar a estufa para secagem da madeira", diz. A empresa, assim como as marcenarias concorrentes, tem o estado como principal comprador e costumam participar de feiras na região, como a Expo Acre, no intuito de abrir novos canais no mercado.
Fonte: Agência Sebrae de Noticias
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