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Notícias
12
jun
2007
(GERAL)
Madeireiras peruanas ameaçam índios na fronteira
Apoiadas por empresas madeireiras, comunidades ashaninka estão se assentando do lado peruano do Rio Breu, na fronteira do Brasil com o Peru, visando uma futura exploração da área, o que poderá resultar em invasões e conflitos na Terra Indígena Kaxinawá-Ashaninka do Rio Breu e na Reserva Extrativista do Alto Juruá, no Acre, semelhantes aos que têm acontecido no rio Amônia nos últimos anos.
Líderes das etnias nukini, kaxinawá e ashaninka entregaram ao assessor de assuntos indígenas do governo do Acre, Francisco Pianko, um manifesto sobre a preocupante situação no Rio Breu. Eles solicitam providências urgentes aos órgãos dos governos federal e estadual, conhecedores dos problemas ocorridos nos últimos anos na região fronteiriça do Alto Juruá por conta das atividades madeireiras das empresas peruanas.
As lideranças indígenas sugerem que os governos do Peru e do Departamento do Ucayali promovam ações para a evitar a expansão das atividade madeireira e da estrada já aberta, impedindo que a invasão de territórios indígenas e de unidades de conservação em ambos os lados da fronteira internacional tenha continuidade. Querem assegurar que esses entendimentos estejam contemplados nos acordos a serem firmados em futuras reuniões do Fórum para a Integração Acre-Ucayali e em outras instâncias binacionais de diálogo e cooperação.
"A chegada de moradores do lado peruano já começa a resultar para as famílias Kaxinawá na restrição do acesso a recursos naturais que sempre usaram, segundo suas tradições e de acordo com iniciativas que têm implementado para a gestão e a conservação dos recursos naturais. Hoje temem que daqui para frente estas decisões sejam desrespeitadas pelas famílias recém chegadas à margem esquerda do rio Breu e que conflitos possam acontecer ", assinala o manifesto.
A preocupação das lideranças kaxinawá é que a chegada dessas famílias ao Rio Breu esteja relacionada com a expansão das atividades promovidas por empresas madeireiras ao longo da fronteira internacional. Nos últimos anos a atividade trouxe graves prejuízos sociais e ambientais em território brasileiro, especialmente na Terra Indígena Kampa (Ashaninka) do Rio Amônia e no Parque Nacional da Serra do Divisor.
As madeireiras peruanas chegaram a abrir uma estrada ilegal entre a localidade de Nueva Itália, à margem do rio Ucayali, e as cabeceiras do rio Amônia, servindo para a entrada de maquinário e o escoamento da enorme produção de madeira retirada da Comunidad Nativa Sawawo Hito 40, de outras comunidades arredores, e inclusive do Brasil.
"Hoje o "ponto final" da estrada já está próximo ao núcleo urbano de Tipisca, na margem esquerda do Alto Rio Juruá. Ramais dessa estrada têm permitido aos madeireiros entrar em terras de "comunidades nativas" e na Reserva Territorial Murunahua, destinada a povos indígenas "isolados" Murunahua e Chitonaua", afirmam as lideranças indígenas.
Segundo o manifesto, há planos de que a estrada seja prolongada em direção às proximidades das cabeceiras dos rios Breu e Jordão, em território brasileiro, o que que tem causado preocupação às lideranças kaxinawá, pela possibilidade de que as atividades madeireiras se estendam às suas terras e coloquem em risco os povos indígenas "isolados" que ali andam e tem suas malocas.
Líderes das etnias nukini, kaxinawá e ashaninka entregaram ao assessor de assuntos indígenas do governo do Acre, Francisco Pianko, um manifesto sobre a preocupante situação no Rio Breu. Eles solicitam providências urgentes aos órgãos dos governos federal e estadual, conhecedores dos problemas ocorridos nos últimos anos na região fronteiriça do Alto Juruá por conta das atividades madeireiras das empresas peruanas.
As lideranças indígenas sugerem que os governos do Peru e do Departamento do Ucayali promovam ações para a evitar a expansão das atividade madeireira e da estrada já aberta, impedindo que a invasão de territórios indígenas e de unidades de conservação em ambos os lados da fronteira internacional tenha continuidade. Querem assegurar que esses entendimentos estejam contemplados nos acordos a serem firmados em futuras reuniões do Fórum para a Integração Acre-Ucayali e em outras instâncias binacionais de diálogo e cooperação.
"A chegada de moradores do lado peruano já começa a resultar para as famílias Kaxinawá na restrição do acesso a recursos naturais que sempre usaram, segundo suas tradições e de acordo com iniciativas que têm implementado para a gestão e a conservação dos recursos naturais. Hoje temem que daqui para frente estas decisões sejam desrespeitadas pelas famílias recém chegadas à margem esquerda do rio Breu e que conflitos possam acontecer ", assinala o manifesto.
A preocupação das lideranças kaxinawá é que a chegada dessas famílias ao Rio Breu esteja relacionada com a expansão das atividades promovidas por empresas madeireiras ao longo da fronteira internacional. Nos últimos anos a atividade trouxe graves prejuízos sociais e ambientais em território brasileiro, especialmente na Terra Indígena Kampa (Ashaninka) do Rio Amônia e no Parque Nacional da Serra do Divisor.
As madeireiras peruanas chegaram a abrir uma estrada ilegal entre a localidade de Nueva Itália, à margem do rio Ucayali, e as cabeceiras do rio Amônia, servindo para a entrada de maquinário e o escoamento da enorme produção de madeira retirada da Comunidad Nativa Sawawo Hito 40, de outras comunidades arredores, e inclusive do Brasil.
"Hoje o "ponto final" da estrada já está próximo ao núcleo urbano de Tipisca, na margem esquerda do Alto Rio Juruá. Ramais dessa estrada têm permitido aos madeireiros entrar em terras de "comunidades nativas" e na Reserva Territorial Murunahua, destinada a povos indígenas "isolados" Murunahua e Chitonaua", afirmam as lideranças indígenas.
Segundo o manifesto, há planos de que a estrada seja prolongada em direção às proximidades das cabeceiras dos rios Breu e Jordão, em território brasileiro, o que que tem causado preocupação às lideranças kaxinawá, pela possibilidade de que as atividades madeireiras se estendam às suas terras e coloquem em risco os povos indígenas "isolados" que ali andam e tem suas malocas.
Fonte: Amazonia.org.br
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