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Notícias
09
jun
2007
(SETOR FLORESTAL)
Paraná: potencial para ser o maior produtor de floresta
A questão do déficit de produtos de origem florestal, no Paraná, vem se arrastando há mais de uma década, sem que se apresentem alternativas para que se possa utilizar todo o nosso potencial produtivo madeireiro. O setor vem nos procurando há tempos e resolvemos encarar este desafio, que não é pequeno, mas próprio de quem está determinado a vencê-lo.
Mas, não é por acaso que entramos nesta luta, pois não se pode desconsiderar a importância econômica, social e ambiental do setor florestal produtivo no estado, que é grande gerador de ocupação de mão-de-obra e renda. Trata-se do setor que responde por 9,28% do valor bruto da produção estadual e contribui com 12,8% de nossa exportação, utilizando apenas 2,8% do nosso território. É o 2º item da pauta de exportações do agronegócio, perdendo apenas para o complexo soja.
É um setor que emprega diretamente 156 mil pessoas e quase 300.000 ao longo de sua cadeia produtiva, representada por mais de 1.700 indústrias, que são abastecidas por uma área de florestas plantadas, com aproximadamente 600 mil hectares. É bom lembrar que, anualmente, este setor contribui com mais de 2,7 bilhões de reais à economia do estado.
Quanto ao aspecto social, o setor florestal é mais do que importante, é necessário! Transformando-se em instrumento de política estratégica, na medida em que possibilita a viabilização da pequena produção, que hoje encontra na atividade florestal uma real fonte de renda.
O agricultor, dentro dos processos produtivos agrossilvipastoris (com a introdução do componente florestal em seus sistemas de produção), pode, assim, diversificar sua produção, precavendo-se de eventos climáticos adversos, aumentando sua renta-bilidade e estabilidade econômica. Pode, ainda, agregar valor à sua propriedade e, com isto, permanecer no campo, produzindo e melhorando sua qualidade de vida, além de garantir o suprimento de matéria-prima às indústrias na cidade e gerar ainda mais empregos.
Conseqüentemente, a pressão social nos centros urbanos será significativamente reduzida, na medida em que o governo apoiar as iniciativas produtivas, como é o caso do cultivo florestal, onde, no Paraná, apresenta um excelente potencial. Vale a pena lembrar que para cada 5 hectares de florestas plantadas, segundo dados de nossos técnicos, são gerados 1 posto de trabalho na zona rural e 3 no meio urbano, na industrialização.
No que se refere à questão ambiental, é consenso que as florestas com manejo sustentável podem viabilizar, não apenas nossas espécies nativas, como a nossa araucária, bracatinga, imbuia, cedro ou erva-mate, mas também aquelas espécies que introduzimos (pinus e os eucaliptos), porque aqui encontram áreas degradadas, bem como com a famosa captura de carbono e o reequilíbrio climático, eliminando riscos ambientais. Este é o setor que, com raras exceções, mais respeita a legislação ambiental.
Com relação ao setor industrial, o governo pretende desen-volver mecanismos para a ampliação da base florestal do estado - hoje deficitária, procurando estabilizar a cadeia produtiva da madeira, de forma descentralizada, e de acordo com a aptidão regional,além de apoiar os processos sustentáveis de produção, com vista a ampliar nossa capacidade comercial, dentro do mundo globalizado.
Importante ressaltar que, embora o Paraná apresente vocação e tecnologia para a madeira, igualmente à sua vocação para a produção de grãos, ao longo dos anos, não vêm se verificando o apoio necessário para que possamos nos beneficiar desta oportunidade.
O resultado disto é que, hoje, com o consumo anual de 34 milhões metros cúbicos, já enfrentamos graves problemas de abastecimento, para os diversos setores da cadeia produtiva, desde madeira para energia - inclusive secagem de grãos e camas para aviários, madeira para processos industriais - como placas e painéis de papel e celulose, madeira para serrados e para as movelarias.
Não é aceitável que já estejamos importando madeira do Uruguai, Paraguai, Chile e Argentina, possuindo as melhores condições de solo e clima do mundo, bem como a melhor tecnologia de produção.
Resta, portando, afirmar, com convicção, que o Paraná também é florestal. Isto não basta. Como podemos nos transformar no maior produtor de floresta cultivada deste país?
Basta querermos e termos determinação para tal. E é sob este enfoque que o governo vem trabalhando. Queremos nos integrar ao setor e transformar a nossa realidade. Queremos maior competitividade no mercado, produzindo madeira de alta qualidade e de baixo custo; queremos agregar valor ao processo produtivo madeireiro; queremos integrar a pequena produção nesta parceria; bem como desejamos produzir madeira de forma sustentável, aumentando a biodiversidade e estimulando os mecanismos de controle ambiental. Queremos ampliar nossa base florestal, alicerçada em sistemas produtivos, não mais dissociada de outras atividades do meio rural.
E é neste contexto que o Paraná resolveu readequar as ações governamentais no setor, transferindo a pasta de produção florestal, da Secretaria de Estado do Meio Ambiente e Recursos Hídricos para a Secretaria de Agricultura e do Abastecimento, encarando os cultivos florestais como componentes dos sistemas de produção rural e tratando-os da mesma forma que outras atividades agropecuárias.
Esperamos estar indo ao encontro das reais necessidades do setor e, acima disto, colocando a atividade florestal a serviço do desenvolvimento rural e industrial de nosso estado.
Orlando Pessuti
Mas, não é por acaso que entramos nesta luta, pois não se pode desconsiderar a importância econômica, social e ambiental do setor florestal produtivo no estado, que é grande gerador de ocupação de mão-de-obra e renda. Trata-se do setor que responde por 9,28% do valor bruto da produção estadual e contribui com 12,8% de nossa exportação, utilizando apenas 2,8% do nosso território. É o 2º item da pauta de exportações do agronegócio, perdendo apenas para o complexo soja.
É um setor que emprega diretamente 156 mil pessoas e quase 300.000 ao longo de sua cadeia produtiva, representada por mais de 1.700 indústrias, que são abastecidas por uma área de florestas plantadas, com aproximadamente 600 mil hectares. É bom lembrar que, anualmente, este setor contribui com mais de 2,7 bilhões de reais à economia do estado.
Quanto ao aspecto social, o setor florestal é mais do que importante, é necessário! Transformando-se em instrumento de política estratégica, na medida em que possibilita a viabilização da pequena produção, que hoje encontra na atividade florestal uma real fonte de renda.
O agricultor, dentro dos processos produtivos agrossilvipastoris (com a introdução do componente florestal em seus sistemas de produção), pode, assim, diversificar sua produção, precavendo-se de eventos climáticos adversos, aumentando sua renta-bilidade e estabilidade econômica. Pode, ainda, agregar valor à sua propriedade e, com isto, permanecer no campo, produzindo e melhorando sua qualidade de vida, além de garantir o suprimento de matéria-prima às indústrias na cidade e gerar ainda mais empregos.
Conseqüentemente, a pressão social nos centros urbanos será significativamente reduzida, na medida em que o governo apoiar as iniciativas produtivas, como é o caso do cultivo florestal, onde, no Paraná, apresenta um excelente potencial. Vale a pena lembrar que para cada 5 hectares de florestas plantadas, segundo dados de nossos técnicos, são gerados 1 posto de trabalho na zona rural e 3 no meio urbano, na industrialização.
No que se refere à questão ambiental, é consenso que as florestas com manejo sustentável podem viabilizar, não apenas nossas espécies nativas, como a nossa araucária, bracatinga, imbuia, cedro ou erva-mate, mas também aquelas espécies que introduzimos (pinus e os eucaliptos), porque aqui encontram áreas degradadas, bem como com a famosa captura de carbono e o reequilíbrio climático, eliminando riscos ambientais. Este é o setor que, com raras exceções, mais respeita a legislação ambiental.
Com relação ao setor industrial, o governo pretende desen-volver mecanismos para a ampliação da base florestal do estado - hoje deficitária, procurando estabilizar a cadeia produtiva da madeira, de forma descentralizada, e de acordo com a aptidão regional,além de apoiar os processos sustentáveis de produção, com vista a ampliar nossa capacidade comercial, dentro do mundo globalizado.
Importante ressaltar que, embora o Paraná apresente vocação e tecnologia para a madeira, igualmente à sua vocação para a produção de grãos, ao longo dos anos, não vêm se verificando o apoio necessário para que possamos nos beneficiar desta oportunidade.
O resultado disto é que, hoje, com o consumo anual de 34 milhões metros cúbicos, já enfrentamos graves problemas de abastecimento, para os diversos setores da cadeia produtiva, desde madeira para energia - inclusive secagem de grãos e camas para aviários, madeira para processos industriais - como placas e painéis de papel e celulose, madeira para serrados e para as movelarias.
Não é aceitável que já estejamos importando madeira do Uruguai, Paraguai, Chile e Argentina, possuindo as melhores condições de solo e clima do mundo, bem como a melhor tecnologia de produção.
Resta, portando, afirmar, com convicção, que o Paraná também é florestal. Isto não basta. Como podemos nos transformar no maior produtor de floresta cultivada deste país?
Basta querermos e termos determinação para tal. E é sob este enfoque que o governo vem trabalhando. Queremos nos integrar ao setor e transformar a nossa realidade. Queremos maior competitividade no mercado, produzindo madeira de alta qualidade e de baixo custo; queremos agregar valor ao processo produtivo madeireiro; queremos integrar a pequena produção nesta parceria; bem como desejamos produzir madeira de forma sustentável, aumentando a biodiversidade e estimulando os mecanismos de controle ambiental. Queremos ampliar nossa base florestal, alicerçada em sistemas produtivos, não mais dissociada de outras atividades do meio rural.
E é neste contexto que o Paraná resolveu readequar as ações governamentais no setor, transferindo a pasta de produção florestal, da Secretaria de Estado do Meio Ambiente e Recursos Hídricos para a Secretaria de Agricultura e do Abastecimento, encarando os cultivos florestais como componentes dos sistemas de produção rural e tratando-os da mesma forma que outras atividades agropecuárias.
Esperamos estar indo ao encontro das reais necessidades do setor e, acima disto, colocando a atividade florestal a serviço do desenvolvimento rural e industrial de nosso estado.
Orlando Pessuti
Fonte: Revista Opiniões
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