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Notícias
22
nov
2005
(GERAL)
Produção de peróxido sobe 80% .
As recentes ampliações das companhias de celulose e papel do país impulsionaram os negócios da indústria química. Os dois únicos fabricantes brasileiros de peróxido de hidrogênio, Peróxidos do Brasil e Degussa, estão investindo no aumento de capacidade. O insumo é usado no branqueamento da celulose, mas também é consumido pelas mineradoras e em atividades de meio ambiente.
A Peróxidos do Brasil, do grupo belga Solvay (70%) e da brasileira PQM (30%), está investindo US$ 24 milhões para dobrar a sua capacidade entre o início da década e 2005. No ano passado, a companhia alocou US$ 12 milhões e aumentou a produção de 60 mil para 90 mil toneladas da sua única fábrica instalada no país, no Estado do Paraná.
"Até o segundo semestre de 2005, vamos investir mais US$ 12 milhões para acrescentar mais 30 mil toneladas", diz Paulo Schirch, diretor-geral da Peróxidos do Brasil, que foi criada há 30 anos. Com isso, a capacidade dará um salto e vai alcançar 120 mil toneladas por ano.
Os dados da Associação Brasileira da Indústria Química (Abiquim) confirmam os últimos movimentos. Em 2001, a Peróxidos do Brasil produzia 60 mil toneladas, enquanto a Degussa respondia por 40 mil toneladas, totalizando 100 mil toneladas. Em 2005, o país vai alcançar algo como 180 mil toneladas com as ampliações das companhias.
A alemã Degussa, que completa 50 anos de Brasil e fatura 200 milhões de euros por aqui, vai aumentar a sua capacidade de 40 mil para 60 mil toneladas. O processo deverá estar concluído no segundo semestre do próximo ano e não vai gerar nenhum posto de trabalho adicional. O negócio emprega 60 pessoas.
Inaugurada em 1997, a unidade do grupo alemão fica perto da fábrica da Aracruz, no Espírito Santo, e próxima da Veracel, que estará pronta em meados de 2005 no extremo sul do Estado da Bahia. O projeto prevê a produção de 900 mil toneladas de celulose por ano, sendo que os acionistas são a própria Aracruz e a sueco-finlandesa Stora Enso.
"Entre 15% e 20% da produção seguirá para a Veracel e Aracruz. O restante será dividido entre as regiões Sul e Sudeste e as exportações para a América do Sul", diz Weber Porto, diretor-presidente da Degussa no país.
Para erguer o empreendimento no Espírito Santo, o grupo alemão desembolsou US$ 100 milhões em 1997. A empresa não revela o valor gasto para adicionar mais 20 mil toneladas. Mas o mercado estima que o custo de implantação pode variar entre US$ 500 e US$ 1000 por tonelada, dependendo da tecnologia empregada na fábrica.
Utz-Hellmunth Felcht, presidente mundial e principal executivo (CEO, na sigla em inglês) da Degussa, conta que a produção de 60 mil toneladas coloca a fábrica brasileira em pé de igualdade com as maiores operações globais de peróxido do grupo alemão. A empresa tem 11 unidades e entre as principais duas estão na Alemanha, duas na Bélgica e uma nos Estados Unidos.
Entre 1997 e 2002, o grupo alemão desembolsou US$ 170 milhões no Brasil. A maior parte foi para a unidade de peróxidos, mas a companhia também desembolsou um bom volume, US$ 60 milhões, para viabilizar uma fábrica de negro de fumo em Paulínia (SP). O insumo é usado pela indústria de pneumáticos, tintas e outros. "Novos investimentos serão definidos em janeiro do próximo ano", afirma o principal executivo, que visita o país pela primeira vez.
Contudo, o projeto de construir uma fábrica de superabsorvente (SAP) no Brasil ainda ficará na gaveta. O SAP é usado em fraldas descartáveis, absorventes femininos e outros. "É um mercado atraente no país, mas não é nossa prioridade no momento. Mas isso não significa que a Degussa desistiu do projeto", diz o CEO.
Além de alocar recursos no Brasil, a companhia está na fase final de um movimento global de venda de ativos, cujo objetivo é focar em especialidades químicas. Cerca de 92% dos 6,5 bilhões de euros previstos já foram realizados até o momento.
O CEO da Degussa conta que a fase final da venda também atinge o Brasil. É uma operação pequena, a Stolberg, que produz insumos para o setor de metalurgia. A empresa não revela os grupos interessados no negócio.
Com um faturamento global de 12 bilhões de euros, a Degussa chegou ao país em 1953, quando iniciou produção de ouro líquido. O grupo foi fundado em 1873.
Fonte: Maurício Capela, De São Paulo (Valor Online)
24/out/03
A Peróxidos do Brasil, do grupo belga Solvay (70%) e da brasileira PQM (30%), está investindo US$ 24 milhões para dobrar a sua capacidade entre o início da década e 2005. No ano passado, a companhia alocou US$ 12 milhões e aumentou a produção de 60 mil para 90 mil toneladas da sua única fábrica instalada no país, no Estado do Paraná.
"Até o segundo semestre de 2005, vamos investir mais US$ 12 milhões para acrescentar mais 30 mil toneladas", diz Paulo Schirch, diretor-geral da Peróxidos do Brasil, que foi criada há 30 anos. Com isso, a capacidade dará um salto e vai alcançar 120 mil toneladas por ano.
Os dados da Associação Brasileira da Indústria Química (Abiquim) confirmam os últimos movimentos. Em 2001, a Peróxidos do Brasil produzia 60 mil toneladas, enquanto a Degussa respondia por 40 mil toneladas, totalizando 100 mil toneladas. Em 2005, o país vai alcançar algo como 180 mil toneladas com as ampliações das companhias.
A alemã Degussa, que completa 50 anos de Brasil e fatura 200 milhões de euros por aqui, vai aumentar a sua capacidade de 40 mil para 60 mil toneladas. O processo deverá estar concluído no segundo semestre do próximo ano e não vai gerar nenhum posto de trabalho adicional. O negócio emprega 60 pessoas.
Inaugurada em 1997, a unidade do grupo alemão fica perto da fábrica da Aracruz, no Espírito Santo, e próxima da Veracel, que estará pronta em meados de 2005 no extremo sul do Estado da Bahia. O projeto prevê a produção de 900 mil toneladas de celulose por ano, sendo que os acionistas são a própria Aracruz e a sueco-finlandesa Stora Enso.
"Entre 15% e 20% da produção seguirá para a Veracel e Aracruz. O restante será dividido entre as regiões Sul e Sudeste e as exportações para a América do Sul", diz Weber Porto, diretor-presidente da Degussa no país.
Para erguer o empreendimento no Espírito Santo, o grupo alemão desembolsou US$ 100 milhões em 1997. A empresa não revela o valor gasto para adicionar mais 20 mil toneladas. Mas o mercado estima que o custo de implantação pode variar entre US$ 500 e US$ 1000 por tonelada, dependendo da tecnologia empregada na fábrica.
Utz-Hellmunth Felcht, presidente mundial e principal executivo (CEO, na sigla em inglês) da Degussa, conta que a produção de 60 mil toneladas coloca a fábrica brasileira em pé de igualdade com as maiores operações globais de peróxido do grupo alemão. A empresa tem 11 unidades e entre as principais duas estão na Alemanha, duas na Bélgica e uma nos Estados Unidos.
Entre 1997 e 2002, o grupo alemão desembolsou US$ 170 milhões no Brasil. A maior parte foi para a unidade de peróxidos, mas a companhia também desembolsou um bom volume, US$ 60 milhões, para viabilizar uma fábrica de negro de fumo em Paulínia (SP). O insumo é usado pela indústria de pneumáticos, tintas e outros. "Novos investimentos serão definidos em janeiro do próximo ano", afirma o principal executivo, que visita o país pela primeira vez.
Contudo, o projeto de construir uma fábrica de superabsorvente (SAP) no Brasil ainda ficará na gaveta. O SAP é usado em fraldas descartáveis, absorventes femininos e outros. "É um mercado atraente no país, mas não é nossa prioridade no momento. Mas isso não significa que a Degussa desistiu do projeto", diz o CEO.
Além de alocar recursos no Brasil, a companhia está na fase final de um movimento global de venda de ativos, cujo objetivo é focar em especialidades químicas. Cerca de 92% dos 6,5 bilhões de euros previstos já foram realizados até o momento.
O CEO da Degussa conta que a fase final da venda também atinge o Brasil. É uma operação pequena, a Stolberg, que produz insumos para o setor de metalurgia. A empresa não revela os grupos interessados no negócio.
Com um faturamento global de 12 bilhões de euros, a Degussa chegou ao país em 1953, quando iniciou produção de ouro líquido. O grupo foi fundado em 1873.
Fonte: Maurício Capela, De São Paulo (Valor Online)
24/out/03
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