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Notícias
31
mai
2007
(MÓVEIS)
Moveleiros querem isonomia tributária
Os moveleiros levaram ontem à Secretaria da Fazenda uma proposta de isonomia tributária para minimizar os prejuízos com a retenção dos créditos de exportação.
A lógica é a seguinte: se o governo estadual utiliza os créditos de empresas para fazer caixa (ao não pagá-los), que o faça de forma justa, tributando todas por igual, e não só aquelas que vendem no exterior.
Pela proposta, todas as empresas industriais e comerciais do Estado contribuiriam com um percentual de ICMS para cobrir a parcela do rombo financeiro que hoje é tapada com os créditos.
A proposta já foi discutida no Conselho Técnico de Assuntos Tributários, Legais e Financeiros (Contec) da Fiergs. Diante do argumento de que dificilmente empresários não atingidos pelo problema dos créditos aceitem a proposta, os dirigentes moveleiros contrapõem: se as empresas exportadoras transferirem para o mercado interno a produção que vendem hoje no exterior, o mercado iria se tornar autofágico, já que não há demanda para tanta oferta. Vale para todos os setores. Só no de móveis, o aumento da oferta seria de 20%.
COMPARAÇÃO
Foram à Fazenda o vice-presidente da Movergs, Jorge Mattielo, o diretor da entidade Ivo Cansan e o presidente do Sindmóveis, Volnei Benini. Para chegar à proposta, apresentaram uma tabela de custos referente a um mesmo produto quando vendido no mercado interno e quando destinado à exportação.
PREJUÍZO
A tabela mostra que a empresa tem um desembolso de R$ 193,07 para um produto destinado ao mercado interno e de R$ 155,33 para o mercado externo. Só que obtém uma receita de R$ 203,30 no primeiro caso e de R$ 137,05 no segundo. Além do déficit de caixa, R$ 25,52 ficam retidos nos cofres públicos
A lógica é a seguinte: se o governo estadual utiliza os créditos de empresas para fazer caixa (ao não pagá-los), que o faça de forma justa, tributando todas por igual, e não só aquelas que vendem no exterior.
Pela proposta, todas as empresas industriais e comerciais do Estado contribuiriam com um percentual de ICMS para cobrir a parcela do rombo financeiro que hoje é tapada com os créditos.
A proposta já foi discutida no Conselho Técnico de Assuntos Tributários, Legais e Financeiros (Contec) da Fiergs. Diante do argumento de que dificilmente empresários não atingidos pelo problema dos créditos aceitem a proposta, os dirigentes moveleiros contrapõem: se as empresas exportadoras transferirem para o mercado interno a produção que vendem hoje no exterior, o mercado iria se tornar autofágico, já que não há demanda para tanta oferta. Vale para todos os setores. Só no de móveis, o aumento da oferta seria de 20%.
COMPARAÇÃO
Foram à Fazenda o vice-presidente da Movergs, Jorge Mattielo, o diretor da entidade Ivo Cansan e o presidente do Sindmóveis, Volnei Benini. Para chegar à proposta, apresentaram uma tabela de custos referente a um mesmo produto quando vendido no mercado interno e quando destinado à exportação.
PREJUÍZO
A tabela mostra que a empresa tem um desembolso de R$ 193,07 para um produto destinado ao mercado interno e de R$ 155,33 para o mercado externo. Só que obtém uma receita de R$ 203,30 no primeiro caso e de R$ 137,05 no segundo. Além do déficit de caixa, R$ 25,52 ficam retidos nos cofres públicos
Fonte: Correio do Povo
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