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Notícias
11
mai
2007
(MEIO AMBIENTE)
Marina rebate opção por nuclear e não dá prazo para Madeira
Uma semana após o presidente Luiz Inácio Lula da Silva ter apontado a energia nuclear como alternativa à construção de hidrelétricas, devido à demora na concessão de licenças ambientais, a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, se posicionou contrária à idéia.
"O ministério é contrário à energia nuclear, temos uma matriz energética limpa, é uma vantagem diferencial que nenhum país tem... nós devemos perseguir essa meta energética limpa e sem riscos", disse ela numa entrevista coletiva no Rio de Janeiro.
"A energia nuclear tem um problema grave que é a deposição dos resíduos. A melhor forma para o meio ambiente é buscar outras alternativas, como hidrelétrica, eólica e biomassa", complementou.
A ministra afirmou que não se sentiu pressionada com o discurso do presidente Lula sobre a alternativa nuclear.
"O presidente Lula tem a consciência de que ele quer preservar as coisas, em nenhum momento ele tem feito discursos de uma coisa em prejuízo da outra", ressaltou. Ela lembrou que Lula participou da elaboração da Constituição de 1988, que no artigo 225 trata da preservação ambiental.
Apontada junto com térmicas a óleo ou carvão como opção para garantir o crescimento do país diante da demora na liberação de licenças ambientais para as duas usinas do Rio Madeira, Santo Antônio e Jirau, a construção de Angra 3 será discutida na próxima reunião do CNPE - Conselho Nacional de Política Energética, prevista para junho.
Madeira - A ministra não deu prazo para a concessão de licenciamento das usinas hidrelétricas do rio Madeira, em Rondônia, e afirmou que está aguardando respostas do Ministério de Minas e Energia e das empresas envolvidas no projeto, Furnas e Odebrecht, para dar prosseguimento aos estudos para a licença.
O Ibama negou a licença prévia para as usinas do rio Madeira e solicitou informações complementares. Na avaliação do governo, se a licença não for concedida até junho o país terá de recorrer a usinas térmicas para suprir a demanda de energia para 2012, quando a usina de Santo Antonio, com capacidade de cerca de 3,1 mil megawatts, entraria em operação. Jirau está prevista para 2013, com mais 3,3 mil megawatts.
"O Ministério Público aportou novas informações sobre peixes e sedimentos, passamos para o Ministério de Minas e Energia que está respondendo. Quando o ministério der uma resposta nós daremos a nossa", afirmou.
Nesta quinta-feira (10), o ministro de Minas e Energia, Silas Rondeau, se reuniu com a ministra-chefe da Casa Civil para conversar sobre as usinas de Rio Madeira, mas não há expectativa de solução para o caso, segundo a assessoria do ministro.
Marina reconheceu que as usinas do Rio Madeira provocam tensão entre alguns ministérios, mas afirmou não se sentir pressionada a aprovar as licenças.
"Essa discussão muitas vezes é tensionada, mais pela forma que é interpretada por alguns segmentos... é da natureza do Ministério do Meio Ambiente fazer a mediação entre tensões do desenvolvimento e da preservação", afirmou.
"Entendo que a preservação ambiental deve necessariamente fazer parte da equação do desenvolvimento e que a equação do desenvolvimento tem que contemplar na questão da proteção e preservação ambiental", concluiu a ministra.
Ela disse não temer perder o cargo em função dessa tensão ou pela demora da liberação da licença das usinas do Rio Madeira.
"Numa relação institucional você não trata da história de pressão, você trabalha institucionalmente... sobre se sentir por um fio num cargo, nada na minha vida foi fácil... por um fio me sentia naquela época", afirmou referindo-se quando era ambientalista e fazia protestos na Amazônia contra o desmatamento sem apoio governamental.
"O ministério é contrário à energia nuclear, temos uma matriz energética limpa, é uma vantagem diferencial que nenhum país tem... nós devemos perseguir essa meta energética limpa e sem riscos", disse ela numa entrevista coletiva no Rio de Janeiro.
"A energia nuclear tem um problema grave que é a deposição dos resíduos. A melhor forma para o meio ambiente é buscar outras alternativas, como hidrelétrica, eólica e biomassa", complementou.
A ministra afirmou que não se sentiu pressionada com o discurso do presidente Lula sobre a alternativa nuclear.
"O presidente Lula tem a consciência de que ele quer preservar as coisas, em nenhum momento ele tem feito discursos de uma coisa em prejuízo da outra", ressaltou. Ela lembrou que Lula participou da elaboração da Constituição de 1988, que no artigo 225 trata da preservação ambiental.
Apontada junto com térmicas a óleo ou carvão como opção para garantir o crescimento do país diante da demora na liberação de licenças ambientais para as duas usinas do Rio Madeira, Santo Antônio e Jirau, a construção de Angra 3 será discutida na próxima reunião do CNPE - Conselho Nacional de Política Energética, prevista para junho.
Madeira - A ministra não deu prazo para a concessão de licenciamento das usinas hidrelétricas do rio Madeira, em Rondônia, e afirmou que está aguardando respostas do Ministério de Minas e Energia e das empresas envolvidas no projeto, Furnas e Odebrecht, para dar prosseguimento aos estudos para a licença.
O Ibama negou a licença prévia para as usinas do rio Madeira e solicitou informações complementares. Na avaliação do governo, se a licença não for concedida até junho o país terá de recorrer a usinas térmicas para suprir a demanda de energia para 2012, quando a usina de Santo Antonio, com capacidade de cerca de 3,1 mil megawatts, entraria em operação. Jirau está prevista para 2013, com mais 3,3 mil megawatts.
"O Ministério Público aportou novas informações sobre peixes e sedimentos, passamos para o Ministério de Minas e Energia que está respondendo. Quando o ministério der uma resposta nós daremos a nossa", afirmou.
Nesta quinta-feira (10), o ministro de Minas e Energia, Silas Rondeau, se reuniu com a ministra-chefe da Casa Civil para conversar sobre as usinas de Rio Madeira, mas não há expectativa de solução para o caso, segundo a assessoria do ministro.
Marina reconheceu que as usinas do Rio Madeira provocam tensão entre alguns ministérios, mas afirmou não se sentir pressionada a aprovar as licenças.
"Essa discussão muitas vezes é tensionada, mais pela forma que é interpretada por alguns segmentos... é da natureza do Ministério do Meio Ambiente fazer a mediação entre tensões do desenvolvimento e da preservação", afirmou.
"Entendo que a preservação ambiental deve necessariamente fazer parte da equação do desenvolvimento e que a equação do desenvolvimento tem que contemplar na questão da proteção e preservação ambiental", concluiu a ministra.
Ela disse não temer perder o cargo em função dessa tensão ou pela demora da liberação da licença das usinas do Rio Madeira.
"Numa relação institucional você não trata da história de pressão, você trabalha institucionalmente... sobre se sentir por um fio num cargo, nada na minha vida foi fácil... por um fio me sentia naquela época", afirmou referindo-se quando era ambientalista e fazia protestos na Amazônia contra o desmatamento sem apoio governamental.
Fonte: Reuters/ Estadão Online
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