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Notícias
05
mai
2007
(ECONOMIA)
Bird prevê acordo de US$250 mi para proteger floresta
O Banco Mundial negocia com a Papua Nova Guiné, a Costa Rica, a Indonésia e com entidades regionais do Brasil e da República Democrática do Congo formas de financiar a proteção a áreas de floresta, afirmou Warren Evans, chefe do setor ambiental da instituição.
O Banco Mundial já selou acordos com fábricas de produtos químicos da China para a destruição de gases do efeito estufa em troca de créditos de carbono comercializáveis. O projeto para proteger áreas de floresta equatorial deve seguir o mesmo padrão.
A meta é diminuir a contribuição para o aquecimento global feita por atividades como a derrubada e a queimada de matas, atividades essas responsáveis por um quinto da emissão global de gases do efeito estufa.
"Vários governos procuraram o banco nos últimos seis meses", afirmou Evans à Reuters, em entrevista concedida durante uma conferência sobre o mercado de cotas de emissão de carbono.
"Vamos realizar projetos pilotos nos próximos três anos. O Amazonas seria um bom local para fazermos isso", disse, acrescentando que esse projeto dependeria da aprovação desse Estado brasileiro.
O banco deseja assinar acordos com três dos cinco países até 2009 ou 2010, acertando limites para a emissão nacional de carbono decorrente do desmatamento. Em troca, realizaria investimentos de cerca de 250 milhões de dólares.
Evans não conseguiu determinar o tamanho da área total de mata a ser protegida.
Créditos de Carbono
O Banco Mundial arrecadaria fundos junto aos governos de vários países e a fundações de caridade para esses projetos. Os doadores podem conseguir, em troca, créditos de emissão de carbono, algo que dependeria da possibilidade de esses créditos serem concedidos segundo prevê o Protocolo de Kyoto.
"Os investidores correriam o risco de não receber os créditos, mas a intenção é de que eles consigam isso."
Parte do dinheiro seria repassada para populações locais por meio, por exemplo, de obras de infra-estrutura.
"Os pobres ganham mais com a agricultura ou a extração de madeira. Temos de enfrentar essas questões de sobrevivência", afirmou Evans.
O plano seria uma tentativa de expandir, para além de 2012, a proteção às florestas por meio do modelo de comércio de cotas de carbono criado pelo Protocolo de Kyoto.
Atualmente, segundo o acordo, os países ricos podem pagar aos países pobres para cortarem as emissões de outras atividades, tais como a fabricação de refrigerantes e fertilizantes. Mas ainda não é possível pagar os países para que evitem o desmatamento.
O projeto piloto depende da aprovação de governos de várias nações a se reunirem nas próximas negociações sobre a ampliação do Protocolo de Kyoto para além de 2012, nos encontros do Grupo dos Oito (G8) na Alemanha e na
Indonésia.
Recentemente, grupos ambientalistas criticaram o Banco Mundial por conceder direitos de extração de madeira na República Democrática do Congo. Evans defendeu a atuação do banco.
"Permitimos ao governo eliminar as concessões que foram expedidas e reuni-las em nome da proteção e gerenciamento das florestas", afirmou.
O Banco Mundial já selou acordos com fábricas de produtos químicos da China para a destruição de gases do efeito estufa em troca de créditos de carbono comercializáveis. O projeto para proteger áreas de floresta equatorial deve seguir o mesmo padrão.
A meta é diminuir a contribuição para o aquecimento global feita por atividades como a derrubada e a queimada de matas, atividades essas responsáveis por um quinto da emissão global de gases do efeito estufa.
"Vários governos procuraram o banco nos últimos seis meses", afirmou Evans à Reuters, em entrevista concedida durante uma conferência sobre o mercado de cotas de emissão de carbono.
"Vamos realizar projetos pilotos nos próximos três anos. O Amazonas seria um bom local para fazermos isso", disse, acrescentando que esse projeto dependeria da aprovação desse Estado brasileiro.
O banco deseja assinar acordos com três dos cinco países até 2009 ou 2010, acertando limites para a emissão nacional de carbono decorrente do desmatamento. Em troca, realizaria investimentos de cerca de 250 milhões de dólares.
Evans não conseguiu determinar o tamanho da área total de mata a ser protegida.
Créditos de Carbono
O Banco Mundial arrecadaria fundos junto aos governos de vários países e a fundações de caridade para esses projetos. Os doadores podem conseguir, em troca, créditos de emissão de carbono, algo que dependeria da possibilidade de esses créditos serem concedidos segundo prevê o Protocolo de Kyoto.
"Os investidores correriam o risco de não receber os créditos, mas a intenção é de que eles consigam isso."
Parte do dinheiro seria repassada para populações locais por meio, por exemplo, de obras de infra-estrutura.
"Os pobres ganham mais com a agricultura ou a extração de madeira. Temos de enfrentar essas questões de sobrevivência", afirmou Evans.
O plano seria uma tentativa de expandir, para além de 2012, a proteção às florestas por meio do modelo de comércio de cotas de carbono criado pelo Protocolo de Kyoto.
Atualmente, segundo o acordo, os países ricos podem pagar aos países pobres para cortarem as emissões de outras atividades, tais como a fabricação de refrigerantes e fertilizantes. Mas ainda não é possível pagar os países para que evitem o desmatamento.
O projeto piloto depende da aprovação de governos de várias nações a se reunirem nas próximas negociações sobre a ampliação do Protocolo de Kyoto para além de 2012, nos encontros do Grupo dos Oito (G8) na Alemanha e na
Indonésia.
Recentemente, grupos ambientalistas criticaram o Banco Mundial por conceder direitos de extração de madeira na República Democrática do Congo. Evans defendeu a atuação do banco.
"Permitimos ao governo eliminar as concessões que foram expedidas e reuni-las em nome da proteção e gerenciamento das florestas", afirmou.
Fonte: Reuters
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